27.9.12

obras no blog

este blog está em obras e os comentários desapareceram. não sei se voltarão, mas eu ando a tentar.

Arroz de beldroegas


Muitas vezes fico perdido entre a falta de saber culinário e o amor por alguns(muitos) ingredientes. Ambos me impedem de ser inventivo.
Podia dizer que prefiro o rigor da tradição, o que até é verdade, e que raramente me convencem com a modernidade. As melhores comidas deste ano foram coisas simples, portuguesas, muito tradicionais e acima de tudo muito bem feitas.

Mas às vezes olho para um producto e penso que se pode fazer alguma coisa para além do tradicional quando este não foi muito longe. Não quero inventar um novo prato de bacalhau, de febras ou de couves com batatas, mas ali(em Avis), frente a um molho de beldroegas e com gente por perto a quem gostaria de impressionar, pensei que aquilo havia de dar para mais que a estafada(ainda que boa) sopa do costume.

Lembrei-me então que vira várias receitas de beldroegas com bulgur no blog Cozinha Turca , e resolvi fazer um arroz de beldroegas, como quem faz qualquer outro arroz de verduras.

Porque no monte onde fico há sempre especiarias variadas, comecei por aromatizar o azeite à maneira da cozinha Indiana e assim levei ao lume uma panela com 3 colheres de sopa de azeite, onde depois juntei 1 colher de café com sementes(pretas) de mostarda e sementes de cominhos.
Quando as sementes começaram a rebentar deitei uma cebola e um dente de alho, ambos picados e mexi para que nada se queimasse.

Como tinha estado a cozer um peixinho para as crianças e antes ouvira a João Raposo contar as suas crónicas de Moçambique onde nada se pode desperdiçar, guardara a água de cozer o peixe, que fora aromatizada com louro, alho, cebola e sal e por isso estava um caldo muito bom. Essa foi a água que juntei ao tacho depois de ter salteado brevemente duas chávenas com folhas de beldroegas e 1 chávenas de arroz.

Juntei 2 chávenas de arroz carolino e assim que começou a fervilhar tapei bem e regulei o calor para o mínimo.

10 minutos ao lume, 2 ou 3 a descansar, um fio de azeite por cima e vamos para a mesa que o arroz não espera.
Como eu "sabia" ficou óptimo e assim regressou à minha  cabeça a questão do pouco uso das beldroegas no Alentejo.

19.9.12

Hoje em Lisboa

Comprar o polvo, eu comprei, só que está no congelador à espera de vez. Com ele vou fazer uma receita que vem no recente Polpo, mas ainda não...
Hoje fui almoçar ao Zé da Mouraria, com o meu grupo de gastrónomos tasquenses, gente que não receia as iscas, os pés de porco, as tripas ou as morcelas, desses que só temem passar fome ou não ter nada para beber.
Entrámos decididos e saímos um pouco cheios, mas já a olhar para o menu semanal:


Comemos uns jaquinzinhos fritos com arroz de coentros, seguidos pelos bifinhos com alho e para acabar, o pato do dia. Como cada dose dá para 2 e nós éramos 4, saímos bem satisfeitos, mas um pouco pesados que a idade já não está para maluqueiras - pelo menos a minha que sou o menos novo.

                                                      * * *

 O bacalhau de sexta-feira é do melhor, mas os camarões que estavam a preparar quando saímos, pareciam uma bela companhia para inspirar um almoço tardio, feito de "jolas" e aqueles carapaus com bigodes.

Tanto olhámos os camarões que repararam na nossa curiosidade - sim, fome não era por certo
Os camarões são muito bons, mas têm de encomendar
foram as palavras de despedida.
Dali saímos a falar em fazer um "Não reservámos" pelas tascas de Lisboa, que têm ainda muitos segredos para contar, muitos copos para virar e ainda mais Coelhos para esfolar

(tudo isto foi escrito ainda de barriga cheia e sempre em desacordo ortográfico)


18.9.12

Acabaram as férias

Acabaram as férias e outras alterações no dia a dia normal começam a acalmar e a encontrar um novo rumo. Acho que por fim tenho espaço mental (e isto inclui muita preguiça) para retomar este pobre blog que tem sido muito esquecido nos últimos tempos.
(re)Começo com um link para a página do Guardian onde estão algumas receitas do último livro de que comprei
Polpo, é um restaurante em Londres e um livro com belas receitas como estas

Agora vou comprar um polvo!