16.4.12

Abril, 16

Tenho uma família grande e como tal há dias em que mais do que um faz anos, mas o dia 16 de Abril é um exagero pois são 4 os aniversariantes.
Hoje, estivemos a almoçar num restaurante alentejano que eu já conhecia e mais uma vez tive a confirmação que, apesar de simpático e bem intencionado, nunca me faz sorrir.
Nem sorrio, nem atinjo aquela paz interior, que encontro noutros locais mais alentejanos(talvez por serem mesmo no Alentejo...).
No entanto algumas coisas merecem louvor, como sucedeu com as migas de tomate - no geral os petiscos iniciais são razoáveis e com eles passa-se um bom bocado, mas nada entusiasma.
Falou-se muito de comida durante a refeição. Os bifes de cebolada do meu avô, que a minha mãe/aniversariante e eu fazemos como ele, como se de uma caldeirada se tratasse (camada de bifes temperados com alho e louro, camada de cebola. camada de tomate, repetindo-se estas até esgotar os materiais e cozinhando tapado, com vinho branco, colorau e cravinho...) versus os "verdadeiros" bifes de cebolada como a minha tia (outra aniversariante de hoje) faz.
O tempero da cabidela (prato escolhido pela maioria)  também foi assunto, tendo sido comentada a ausência dos indispensáveis cominhos e por aí fora, até eu chegar à Tasca do Montinho e às belas migas da Maria José.
Inspirado pela conversa e pela falta de tempo acabei por fazer umas migas de peixe para o jantar. Uma coisa de confecção rápida para quem sabe o que está a fazer e tem pão duro(alentejano ou algarvio) em casa.

Descongelei 2 cabeças de robalo que estavam guardadas para um caldo e uma embalagem de tranches de pescada, que foram ao lume em água onde já estavam em fervura ligeira, 2 dentes de alho, 1 cebola, 1 folha de louro e muitos talos de coentros, além de sal e pimenta. Ao fim de 6 ou 7 minutos tirei as tranches e deixei o resto por mais 15 ou 20. Coei e reservei o caldo.
Miguei um pão alentejano devidamente duro (não o demolhei) e piquei as folhas de um molho de coentros e dois dentes de alho.
Levei ao lume um tacho para as migas, deitei 3 ou 4 colheres de sopa com azeite, juntei os alhos picados e metade dos coentros e de seguida despejei o pão e mexi.
Fui deitando golinhos de caldo e mexendo até obter uma consistência correcta. Então juntei o peixe, o resto dos coentros e dois ovos (como nas migas de conquilha da passada semana). Misturei, provei, juntei um pouco mais de azeite e apaguei o lume.
Foram as migas para a mesa na companhia duma salada de tomate e cebola, com sal grosso, azeite e oregãos. Que mais se pode querer?
Bem eu lembro-me de uma ou outra coisa mas acho que isto já não foi mau para os tempos que correm.
A troika e todos esses nossos amigos que me perdoem, mas quero que se lixem. Não lhes fazia nem umas migas gatas.
PS: parabéns Mãe, Tia Belas, Rui e João

9.4.12

Canjas

Por alguma razão eu achava que a canja era um prato de origem judaica, mas entretanto comecei a remoer nas semelhanças sonoras e não só, com o congee asiático. Quem muito remói acaba no google (isto vai a ditado popular mais dia menos dia) e aí estava um link para a WikiPedia:
É muito provável que a canja tenha sido trazida da China por portugueses devido, precisamente, às suas propriedades reconfortantes e medicinais. Outra versão, de Garcia da Orta,[1] aponta sua origem na Índia, na Costa de Malabar, porto de Calicute, onde Vasco da Gama aportou em 1492. Era chamada kenji (ou kenge) palavra malaiala que designava um caldo quente e salgado, ao qual os portugueses acrescentaram a galinha. Por influência portuguesa, a canja é também consumida no Brasil e outros países e regiões de de expressão portuguesa. Um exemplo desta disseminação é a chamada canja de Goa.

Será assim?  

8.4.12

Acabaram as mini férias

Acabaram as mini férias nas Cabanas. Só comi  uma vez na Noélia, mas fui lá mais duas para levar tampa. Fui ao  choco e outras frituras da Punta del Moral, fui ao polvo a Santa Luzia e comi em casa quase sempre bem e sem queixas.
Lamento não ter ido a Olhão, nem ter regressado ao La Chuleta em Villablanca  como me apetecia, mas não dá para ir a todo o lado porque se gasta muito e eu gosto de cozinhar.

Algumas refeições resultaram das conquilhas que trazíamos da praia e assim registo a açordinha, copiada da Noélia, com muito alho e coentros que acabei com 1 ovo cru à boa maneira de Lisboa, o esparguete a comas ditas conquilhas, abertas em azeite com muito alho e muitos coentros.
Hoje novo esparguete de conquilhas, mas desta vez com azeite, alho, pedacinhos de chouriço, oregãos e piri piri, aos quais se juntou fora do lume um belo tomate em cubos(que bom tomate por cá se  arranja).
Foi quase tudo para mim pois as meninas tinham pedido lasanha e eu acabei por fazer uma espécie de moussaka com rodelas de batata a fazer de beringela e com muito molho branco e queijo