(ver os bonecos google)
Quando é que fazes iscas? Perguntou-me já por 2 ou 3 vezes o meu "menino" que agora está a passar uns tempos aqui em casa.
E eu lembrava-me da receita de "liver & onions" que vira o John Torode fazer num masterchef qualquer.
Hoje no talho pedi fígado de vitela e fiz-me à estrada para surpreender o Jaime com este prato, quase o que ele queria, na esperança de lhe agradar(saltando já para a última linha ficarão a saber o resultado )
Para começar é preciso cortar cada bife de fígado um pouco mais grosso que as iscas tradicionais e depois dividi-lo em duas ou três partes.
Comecei com uma frigideira ao lume. Deitei azeite(2 colh de sopa), manteiga(1 colh de sopa) e louro.
Deixei alourar bem e com paciência, para não queimar, 2 cebolas às rodelas, a meio deitei sal e depois 2 dentes de alho picados. Quando tudo estava bem dourado, entrou na dança 1 copo de vinho branco e depois deste quase evaporado tirei a frigideira do lume e passeias cebolas para um prato.
O fígado tem de ser passado por farinha temperada pelo menos com sal e pimenta. Eu ainda juntei 1 colher de sobremesa com tomilho e 1/2 colher das mesmas com colorau. Depois é só fritar, sacudindo primeiro o excesso de farinha, na mesma mistura de azeite e manteiga .
Por favor não fritem demais o dito "fegatto" pois é a morte do artista. No final juntam-se as cebolas e se estiver muito seco, mais um pouco de vinho (foi o que fiz) ou de vermute branco (é o que farei na próxima)
E o rapaz comeu, repetiu e já disse que logo acaba com o resto antes de ir "prá bola"
29.9.11
27.9.11
26.9.11
Um bolo
Vi uma fotografia duma "coisa" chamada Plum Torte - para continuarem a não saber qual a diferença entre um cake e uma torte, basta seguir o link - e tinha tão bom aspecto que fui ver receitas.
Há várias e são todas simples. Ao fim de 4 ou 5 achei que já tinha tudo e fui para a cozinha, não sem antes ter enviado um email da receita para mim próprio, de forma a poder ver no telemóvel e assim poupar papel.
A receita diz
A receita diz para bater a manteiga amolecida com o açúcar, depois juntar a farinha e o polvo de hornear (que é como quem diz baking powder em castelhano), misturar, juntar os ovos, o sal, e bater mais um pouco. Deitar a mistela num tabuleiro untado e enfarinhado, espalhar os pedaços de ameixa e levar ao forno (a 180º) durante 40 minutos.
Assim que comecei, lembrei-me da receita das madalenas do Guillaume Brahimi e levei a manteiga ao lume para alourar e ganhar aquele sabor a avelã que lhe dá o apelido "noisette". Depois, achei que açúcar amarelo era boa ideia, e ainda lhe juntei uma colher de café com canela em pó (porque não?). A meio da mistura juntei um terceiro ovo e não me dei mal. Hoje repeti o bolo e mantive as alterações.
Depois de tudo misturado e espalhado na forma - eu usei uma forma antiaderente retangular com 20x26m- coloca-se a fruta e vai para o forno.
Na primeira versão usei pedaços de ameixa vermelha e da segunda vez usei framboesas, por isso a minha recomendação é que se use fruta da época variando, o bolo ao longo do ano.
Ainda não acertei na equação temperatura / tempo, mas os valores recomendados parecem exagerados e das duas vezes tive de tapar o bolo a meio da cozedura...
Faites vos jeux
Há várias e são todas simples. Ao fim de 4 ou 5 achei que já tinha tudo e fui para a cozinha, não sem antes ter enviado um email da receita para mim próprio, de forma a poder ver no telemóvel e assim poupar papel.
A receita diz
- 150g açúcar
- 120g manteiga sem sal
- 100g farinha sem fermento
- 1 colher de chá de baking powder
- 1/2 colher de café com sal
2 ovos
6 ameixas vermelhas
Açúcar e canela para polvilhar
A receita diz para bater a manteiga amolecida com o açúcar, depois juntar a farinha e o polvo de hornear (que é como quem diz baking powder em castelhano), misturar, juntar os ovos, o sal, e bater mais um pouco. Deitar a mistela num tabuleiro untado e enfarinhado, espalhar os pedaços de ameixa e levar ao forno (a 180º) durante 40 minutos.
Assim que comecei, lembrei-me da receita das madalenas do Guillaume Brahimi e levei a manteiga ao lume para alourar e ganhar aquele sabor a avelã que lhe dá o apelido "noisette". Depois, achei que açúcar amarelo era boa ideia, e ainda lhe juntei uma colher de café com canela em pó (porque não?). A meio da mistura juntei um terceiro ovo e não me dei mal. Hoje repeti o bolo e mantive as alterações.
Depois de tudo misturado e espalhado na forma - eu usei uma forma antiaderente retangular com 20x26m- coloca-se a fruta e vai para o forno.
Na primeira versão usei pedaços de ameixa vermelha e da segunda vez usei framboesas, por isso a minha recomendação é que se use fruta da época variando, o bolo ao longo do ano.
Ainda não acertei na equação temperatura / tempo, mas os valores recomendados parecem exagerados e das duas vezes tive de tapar o bolo a meio da cozedura...
Faites vos jeux
20.9.11
A crise continua e los huevos rotos también
A crise continua e veio dar novo sentido à expressão "mas já chegámos à Madeira?"
Nos comentários do post anterior o Kuka escreveu algo que não podia ficar por ali esquecido:
"Antes do 25 de Abril e das crises modernas, já se comia pratos de ovos com batatas fritas em Lisboa.
Comi muitas vezes, na rua da Esperança. Na montra tinha um letreiro que dizia:Pratos de 5, 6 e 7 escudos. 5$00 eram 2 ovos estrelados com fritas. 6$00 era salsichas e 1 ovo com fritas e 7$00 um bife com fritas. Comia-se uma refeição no Palmeira por cerca de 20$00."
Lindo. Mas o que eu estava a referir era mesmo o prato baptizado "crise", que só encontrei ali. E era um prato tão simples que nunca ouvi dizer que tivesse acabado a crise.
Mas se vamos falar de comidas de crise está na hora de recordar as deliciosas "sandes de molho", com a carcacita aberta ao meio e devidamente molhada na frigideira das iscas ou das bifanas (agora que somos "ricos" isto deve ser proibido) ou a não menos notável sandes de pastel de bacalhau ou o pão com azeite e açúcar(em havendo)
Quanto aos huevos rotos, um dos pratos que a minha filha gosta mais desde que o presunto seja bom, foram "abastardados" por mim num destes dias e resultaram bem. Assim, aqui fica a descrição.
1 - Eu tinha cozido batatas novas, para juntar a uma salada de bacalhau e grão, que acabou por ficar sem as batatas, pois não lhe faziam falta.
2 - No dia seguinte vieram cá a casa os comilões do costume por causa duma canja de codornizes com grão, um caril de porco e outras petiscarias, mas por via dos afazeres de cada um, o início das operações foi um pouco aos soluços e foi preciso fazer tempo para quem só ia chegar às 21.
A melhor maneira de "fazer tempo" é a petiscar e por isso, tirei a pele a uma bela linguiça de Estremoz, cortei às rodelas e levei ao lume numa frigideira com um fio de azeite e dois dentes de alho esborrachados. Quando a fritura já ia adiantada, juntei 10 daquelas batatinhas cozidas e devidamente esmurradas, uma colher de chá com sementes de cominhos, 1 malagueta seca e orégãos e deixei que as batatas corassem (mas não de vergonha). Para acabar parti em cima de tudo, 3 ovos - só estávamos 3 em casa e os atrasados lixaram-se - e assim que os ovos ficaram com aspecto comestível fomos com a frigideira para a mesa e acabámos com tudo...
Nos comentários do post anterior o Kuka escreveu algo que não podia ficar por ali esquecido:
"Antes do 25 de Abril e das crises modernas, já se comia pratos de ovos com batatas fritas em Lisboa.
Comi muitas vezes, na rua da Esperança. Na montra tinha um letreiro que dizia:Pratos de 5, 6 e 7 escudos. 5$00 eram 2 ovos estrelados com fritas. 6$00 era salsichas e 1 ovo com fritas e 7$00 um bife com fritas. Comia-se uma refeição no Palmeira por cerca de 20$00."
Lindo. Mas o que eu estava a referir era mesmo o prato baptizado "crise", que só encontrei ali. E era um prato tão simples que nunca ouvi dizer que tivesse acabado a crise.
Mas se vamos falar de comidas de crise está na hora de recordar as deliciosas "sandes de molho", com a carcacita aberta ao meio e devidamente molhada na frigideira das iscas ou das bifanas (agora que somos "ricos" isto deve ser proibido) ou a não menos notável sandes de pastel de bacalhau ou o pão com azeite e açúcar(em havendo)
Quanto aos huevos rotos, um dos pratos que a minha filha gosta mais desde que o presunto seja bom, foram "abastardados" por mim num destes dias e resultaram bem. Assim, aqui fica a descrição.
1 - Eu tinha cozido batatas novas, para juntar a uma salada de bacalhau e grão, que acabou por ficar sem as batatas, pois não lhe faziam falta.
2 - No dia seguinte vieram cá a casa os comilões do costume por causa duma canja de codornizes com grão, um caril de porco e outras petiscarias, mas por via dos afazeres de cada um, o início das operações foi um pouco aos soluços e foi preciso fazer tempo para quem só ia chegar às 21.
A melhor maneira de "fazer tempo" é a petiscar e por isso, tirei a pele a uma bela linguiça de Estremoz, cortei às rodelas e levei ao lume numa frigideira com um fio de azeite e dois dentes de alho esborrachados. Quando a fritura já ia adiantada, juntei 10 daquelas batatinhas cozidas e devidamente esmurradas, uma colher de chá com sementes de cominhos, 1 malagueta seca e orégãos e deixei que as batatas corassem (mas não de vergonha). Para acabar parti em cima de tudo, 3 ovos - só estávamos 3 em casa e os atrasados lixaram-se - e assim que os ovos ficaram com aspecto comestível fomos com a frigideira para a mesa e acabámos com tudo...
14.9.11
A crise - 2
Pouco depois do 25 de Abril, num momento de inspiração, alguém "criou" o prato de batatas fritas com um ovo estrelado. Crise foi o nome dado à coisa, não sei se por quem estava acostumado a servir bifes bem depois da meia noite, ou se por quem se viu sem cheta mas ainda com um resto de fome, e por isso encurtou o prato. Sei que o nome pegou e ainda hoje existe, se bem que me tenham dito, ser agora servido com molho.
É como a crise económica, que se vem arrastando há séculos, já teve momentos muito negros, mas se ainda não tem molho, já faltou mais.
Assim, para mim, crise é coisa de comer, inventada acho, no café Rosa, em S. Martinho do Porto.
Seja como for, sirvam-me antes uns "huevos rotos" e que se danem as crises todas.
É como a crise económica, que se vem arrastando há séculos, já teve momentos muito negros, mas se ainda não tem molho, já faltou mais.
Assim, para mim, crise é coisa de comer, inventada acho, no café Rosa, em S. Martinho do Porto.
Seja como for, sirvam-me antes uns "huevos rotos" e que se danem as crises todas.
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