Memórias e presente - Pudim de Broa
O Natal é tão bom para as recordações, como qualquer outra data, mas por ser "o Natal", funciona como a linha amarrada num anel. Ao olhar a linha, recordamos outra coisa que sem esse lembrete continuaria na nossa cabeça, mas esquecida, sem rumo ou perdida definitivamente.
Há uma história para este pudim, que um dia a minha avó Celeste fez para o almoço. Éramos 3 à mesa, eu e os meus avós, e quando provei aquela espécie de migas, foi como se um raio me acertasse e nunca mais as esqueci.
Posso referir este momento como a minha primeira experiência gastronómica a sério
Anos depois, pedi à minha avó que voltasse a fazer o mesmo pudim. Ela já não se lembrava, mas com a minha descrição, lá percebeu o que eu queria e fez de novo o petisco.
Para ela era um prato sem importância, um mero aproveitamento da água de cozer o bacalhau, que se lembrara de fazer naquele dia, como a minha avó de Lisboa (Maria José) faria um arroz de bacalhau com pataniscas, aproveitando águas da cozedura de um bacalhau comido noutra refeição, para com esses restos fazer um prato memorável do qual eu nunca percebi o que acompanhava o quê, dada a ausência de bacalhau (mas o sabor abundava) em ambos os componentes.
Este Natal como escrevi num post anterior quiz trazer para a mesa a minha avó Celeste e deitei mãos à memória para recuperar o pudim de broa, fazendo dele um prato capaz de entreter e animar o jantar de 24 de Dezembro.
Cozi 4 postas de bacalhau, que depois limpei de peles e espinhas. A água de cozer voltou para o lume com as espinhas, louro. pimenta e alho para apurar.
Tirei a côdea e depois miguei uma broa de milho.
Levei ao lume 50ml de azeite e 4 dentes de alho que tinham levado um apertão para animar, e deixei em lume baixo para o aroma do alho se entranhar no azeite. Antes que os alhos começassem a corar em demasia, apaguei o lume e reservei o azeite - é assim que as receitas normalmente referem, faz-se qualquer coisa e "reserva-se", por oposição a "deita-se fora"?
Deitei num tacho grande o azeite aromatizado, deixei aquecer e juntei a broa, envolvi, remexi, esmaguei... e fui juntando a água do bacalhau aos poucos.
Juntei as lascas de bacalhau e sempre a mexer fui molhando à medida das necessidades. A consistência final é semelhante às migas alentejanas. Temperei com 1 dente de alho muito bem picado, orégãos, sal, pimenta e azeite.
Para acompanhar servi batatas a murro(dispensáveis) e grêlos de nabo cozidos(essenciais, nas na falta destes a couve portuguesa serve)
Fiquei contente e a minha avó também ficaria
Há uma história para este pudim, que um dia a minha avó Celeste fez para o almoço. Éramos 3 à mesa, eu e os meus avós, e quando provei aquela espécie de migas, foi como se um raio me acertasse e nunca mais as esqueci.
Posso referir este momento como a minha primeira experiência gastronómica a sério
Anos depois, pedi à minha avó que voltasse a fazer o mesmo pudim. Ela já não se lembrava, mas com a minha descrição, lá percebeu o que eu queria e fez de novo o petisco.
Para ela era um prato sem importância, um mero aproveitamento da água de cozer o bacalhau, que se lembrara de fazer naquele dia, como a minha avó de Lisboa (Maria José) faria um arroz de bacalhau com pataniscas, aproveitando águas da cozedura de um bacalhau comido noutra refeição, para com esses restos fazer um prato memorável do qual eu nunca percebi o que acompanhava o quê, dada a ausência de bacalhau (mas o sabor abundava) em ambos os componentes.
Este Natal como escrevi num post anterior quiz trazer para a mesa a minha avó Celeste e deitei mãos à memória para recuperar o pudim de broa, fazendo dele um prato capaz de entreter e animar o jantar de 24 de Dezembro.
Cozi 4 postas de bacalhau, que depois limpei de peles e espinhas. A água de cozer voltou para o lume com as espinhas, louro. pimenta e alho para apurar.
Tirei a côdea e depois miguei uma broa de milho.
Levei ao lume 50ml de azeite e 4 dentes de alho que tinham levado um apertão para animar, e deixei em lume baixo para o aroma do alho se entranhar no azeite. Antes que os alhos começassem a corar em demasia, apaguei o lume e reservei o azeite - é assim que as receitas normalmente referem, faz-se qualquer coisa e "reserva-se", por oposição a "deita-se fora"?
Deitei num tacho grande o azeite aromatizado, deixei aquecer e juntei a broa, envolvi, remexi, esmaguei... e fui juntando a água do bacalhau aos poucos.
Juntei as lascas de bacalhau e sempre a mexer fui molhando à medida das necessidades. A consistência final é semelhante às migas alentejanas. Temperei com 1 dente de alho muito bem picado, orégãos, sal, pimenta e azeite.
Para acompanhar servi batatas a murro(dispensáveis) e grêlos de nabo cozidos(essenciais, nas na falta destes a couve portuguesa serve)
Fiquei contente e a minha avó também ficaria

<< Home