Há sempre restos, mas eu não me importo
Entrei no Tentação de Goa a pensarem biriani de cabrito e foi o que pedi. Como o Miguel me deixou escolher o outro prato, optei pelo add mass, outro dos meus favoritos. Ambos deliciosos.
A conversa às tantas desaguou num tema recorrente, ou seja, a comida.
Falávamos de pratos tradicionais, comidas de família, comidas de infância e nessa conversa, o Miguel lembrou-se dum frango de caldeirada que a sua avó preparava para alegria dele.
No regresso a casa, de papo cheio comecei a pensar no jantar e claro que fiz o tal frango. Como nenhuma receita tinha sido descrita segui aquilo que sei das caldeiradas e o que fazia sentido.
Separei pelas juntas 6 pernas de frango do campo - o Miguel referiu que a caldeirada da avó. embora muito boa, ficava um pouco gorda e por isso tirei a pele e limpei as gorduras do passaroco - e temperei com sal, pimenta, massa de pimentão (viva Estremoz), alho picado, louro e vinho branco. Deixei assim o frango e virei-me para os legumes.
Descasquei e cortei em meias luas 3 cebolas. Tirei a pele e cortei em rodelas 3 tomates e fiz em tiras 1 pimento vermelho.
Pouco depois foi tudo para a panela ao mesmo tempo, com 3 ou 4 cravinhos e, com a tampa posta e lume médio deixei cozinhar durante 30 minutos. Nessa altura juntei 1 copo com água, corrigi o sal, juntei salsa e deixei acabar de cozinhar. Não juntei batatas para cozerem no molho, como deveria ser, mas optei por servi-las fritas.
Porque as pernas eram grandes sobrou bastante, que foi descansar para o frigorífico.
Na sexta jantámos fora e no sábado acordei a pensar em peixinho cozido com brócolos e batatas e foi certo. Às 10 no mercado de Alvalade, a comprar o peixe e legumes, para além de queijo, presunto, broa de milho e umas bocas de caranguejo, que acabarão em caril um dia destes para mim e para os gulosos habituais.
Regressei a casa para preparar o almoço que, com productos bons como foi o caso, é dos meus favoritos. O peixe desapareceu mas sobraram legumes que guardei.
No domingo foi dia de reciclar e aqui fica o que fiz.
Aqueci a caldeirada, retirei a carne para desossar e desfiz o resto com a 1-2-3. Provei e achei o resultado um pouco forte (do pimento) e tive uma inspiração súbita - inspiração é a palavra pois nunca tinha feito, nem vi fazer, o que então fiz. Cortei uma fatia de broa, tirei a côdea e miguei o resto para o molho. Voltei a meter a 1-2-3 e ficou mil vezes melhor..
Num prato de ir ao forno arrumei a carne, reguei com o molho, cobri com o resto das batatas e brócolos partido em "cubos" pequenos, e ralei um bom bocado de queijo da ilha. Levei ao forno para corar e derreter o queijo e depois comi mais do que devia, de tão bom.
Isto pode vir a ser um clássico!
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A conversa às tantas desaguou num tema recorrente, ou seja, a comida.
Falávamos de pratos tradicionais, comidas de família, comidas de infância e nessa conversa, o Miguel lembrou-se dum frango de caldeirada que a sua avó preparava para alegria dele.
No regresso a casa, de papo cheio comecei a pensar no jantar e claro que fiz o tal frango. Como nenhuma receita tinha sido descrita segui aquilo que sei das caldeiradas e o que fazia sentido.
Separei pelas juntas 6 pernas de frango do campo - o Miguel referiu que a caldeirada da avó. embora muito boa, ficava um pouco gorda e por isso tirei a pele e limpei as gorduras do passaroco - e temperei com sal, pimenta, massa de pimentão (viva Estremoz), alho picado, louro e vinho branco. Deixei assim o frango e virei-me para os legumes.
Descasquei e cortei em meias luas 3 cebolas. Tirei a pele e cortei em rodelas 3 tomates e fiz em tiras 1 pimento vermelho.
Pouco depois foi tudo para a panela ao mesmo tempo, com 3 ou 4 cravinhos e, com a tampa posta e lume médio deixei cozinhar durante 30 minutos. Nessa altura juntei 1 copo com água, corrigi o sal, juntei salsa e deixei acabar de cozinhar. Não juntei batatas para cozerem no molho, como deveria ser, mas optei por servi-las fritas.
Porque as pernas eram grandes sobrou bastante, que foi descansar para o frigorífico.
Na sexta jantámos fora e no sábado acordei a pensar em peixinho cozido com brócolos e batatas e foi certo. Às 10 no mercado de Alvalade, a comprar o peixe e legumes, para além de queijo, presunto, broa de milho e umas bocas de caranguejo, que acabarão em caril um dia destes para mim e para os gulosos habituais.
Regressei a casa para preparar o almoço que, com productos bons como foi o caso, é dos meus favoritos. O peixe desapareceu mas sobraram legumes que guardei.
No domingo foi dia de reciclar e aqui fica o que fiz.
Aqueci a caldeirada, retirei a carne para desossar e desfiz o resto com a 1-2-3. Provei e achei o resultado um pouco forte (do pimento) e tive uma inspiração súbita - inspiração é a palavra pois nunca tinha feito, nem vi fazer, o que então fiz. Cortei uma fatia de broa, tirei a côdea e miguei o resto para o molho. Voltei a meter a 1-2-3 e ficou mil vezes melhor..
Num prato de ir ao forno arrumei a carne, reguei com o molho, cobri com o resto das batatas e brócolos partido em "cubos" pequenos, e ralei um bom bocado de queijo da ilha. Levei ao forno para corar e derreter o queijo e depois comi mais do que devia, de tão bom.
Isto pode vir a ser um clássico!
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