27.6.10

Dias com Mafalda

Acabei de ver o 2º programa da série Dias com Mafalda e gostei muito. Bom formato, excelente atitude e receitas interessantes, daquelas que nos fazem levantar do sofá e ir até à cozinha.
Aquilo que me veio à cabeça no final foi, a cozinha portuguesa via TV começa aqui. Até agora, tudo o que eu vi falhava por uma ou mais razões. Desde o despropósito das receitas, até à inépcia de quem as apresentava,ou apenas falta de cuidado na elaboração dos programas, mas com este "Dias com Mafalda" senti-me bem a assistir e interessado no que se passava na caixa mágica.
Parabéns Mafalda Pinto Leite. Fiquei fã e vou tentar encontrar o primeiro episódio e não perder os próximos.

26.6.10

Chá de entrecosto

Ontem foi o Portugal - Brasil e às 11h da manhã já eu estava algo nervoso ou ansioso não sei bem. Tinha estado a trabalhar desde as 8 mas ainda tinha coisas para fazer, no entanto achei que precisava de me distrair durante algum do tempo que faltava para hora do jogo e saí para ir à mercearia chinesa da rua da Palma.
Enquanto por lá andei nada me recordou o jogo, eram vinagres de arroz, pickles de couve, molho muito picante, molho um pouco menos picante, kapi (pasta de camarão), massas finas, grossas, médias, tofu, feijões de soja salgados, cogumelos secos e milhões de outras coisas que não sei dizer o que são mesmo depois de as ter segurado e procurado pistas nas embalagens.
De lá trouxe, entre outras coisas, uma embalagem de Bakuteh - duas saquetas com uma mistura de ervas e especiarias que se fervem em litro e meio de água durante meia hora, para depois a esse chá se juntar 1Kg de entrecosto cortado, duas cabeças de alho inteiras e 2 colheres de sopa de molho de soja. Fervilha durante 1 hora e serve-se com arroz.
Antes de apagar o lume deve-se verificar se precisa de sal - também pode levar um pouco de açúcar que eu não usei, mas juntei uns cogumelos shitake e no final cebolo e coentros frescos picados.
Com a cozedura o líquido reduz e vai ficando com um paladar mais apurado e fantástico. Coisa mais simples não há e a embalagem com as duas saquetas custou-me 1 euro!

25.6.10

Lasanha de espargos

Esta lasanha de espargos que parece ter agradado a todos, é simples de fazer e limita-se a meia dúzia (ou menos) de processos, no entanto estes exigem alguma atenção. Simples não é sinónimo de abandalhado e aqueles que até conseguem estragar as torradas, poderão ter alguma dificuldade.
1º- Fazer o molho branco
Esta lasanha era grande e por isso precisou de muito molho branco que fiz assim:
Derreti 100g de manteiga numa panela e juntei-lhe 5 (6?) colheres de sopa de farinha. Misturei a farinha com a manteiga e mexendo sempre deixei fritar um pouco antes de começar a juntar o leite aos poucos, mexendo sempre para incorporar o líquido sem formar grumos.
Quanto ao leite, usei 1 litro de leite gordo, que foi aquecido com 1 filha de louro, 1 cebola, 1 casca de limão e 6 grãos de pimenta. Este leite depois de aquecer foi coado e adicionado à farinha.
As quantidades de farinha e leite não são aqui dadas de forma científica e é preciso pensar que o objectivo é um molho espesso, mas não tão espesso que se possam fazer croquetes. Uma coisa entre as natas e a maionese, que depois de pronto se tempera com sal e pimenta e ainda leva umas boas raspadelas de noz moscada
2ºOs espargos
Usei 2 pacotes de espargos congelados, que são muito bons e aos quais basta ferver durante 7 ou 8 minutos e depois passar por água gelada para não coserem de mais. Feito isto separei as pontas e triturei o resto com 4 colheres de sopa de molho branco. Esta papa de espargos é usada como uma das camadas da lasanha e deve ter o tempero corrigido. 3º Para terminar a lasanha usei uma dúzia de espargos frescos, que foram igualmente cozidos, arrefecidos e depois cortados para excluir a parte mais dura.
4ºCozi 4 ovos que depois de descascados foram cortados em rodelas para entrarem depois nas camadas
5º Cortei também em rodelas 4 mozarelas(esta é a mais fácil das tarefas)
6ª Usei folhas de lasanha fresca que foram apenas escaldadas pouco antes de serem urilizadas.

Para a montagem comecei por deitar um fio de azeite no fundo do tabuleiro, e por cima a primeira camada de lasanha, que cobri com molho branco com espargos e depois fui fazendo camadas usando o que tinha, ou seja, uma com mozarela, uma com pontas de espargos e um pouco de molho branco simples, outra camada com ovos cozidos, etc.
No final deitei o resto do molho branco ao quela juntei um pacote de 200ml de natas. Ralei uma boa quantidade de queijo por cima, espalhai umas nozes de manteiga e os espargos frescos que antes cozera. Forno quente a 200º e com o grill ligado, deixei alourar, enquanto via a 1ª parte do Gana - Alemanha com o Vicente.
Simples, mas ... o molho branco tem de ficar saboroso e cremoso senão não vale a pena.

23.6.10

Frágil

hoje é a festa dos 28 anos do Frágil e para alguns há um jantar antes. Como sempre, muitas das coisas resolvem-se entre amigos e assim vou para a cozinha fazer uma lasagna de espargos e outra de cogumelos.

nota:

as lasanhas ficaram muito boas e acho que a de espargos foi a preferida da maioria. Eu gostei mais da de cogumelos. Entretanto no meio das conversas ao jantar, garanti a uma amiga que a receita da lasanha estava aqui escrita mas agora vejo que não está. Fica para amanhã pois hoje estou a sentir uma banda filarmónica (com pratos de choques, ferrinhos e bombo) a tocar dentro da cabeça

21.6.10

Arroz carolino com espargos e gambas

Pode haver preguiça na escrita mas não nos lavores culinários. Já tinha falado do arroz com espargos e gambas, que correu muito bem, sem truques nem macacadas, e agora conto com mais detalhe.
O principal é usar coisas boas e não complicar. Para começar, descasquei as gambas guardando as cascas, escaldei os espargos em água salgada e parti-os espargos em três partes. Deitei fora a parte mais rija, arrefeci as pontas em água gelada e reservei e o resto cortei às rodelas. Salteei as as cascas em azeite com alho e uns pés de coentros frescos até mudarem de côr, juntei àgua e assim fiz o caldo para cozer o arroz. Não fritei muito as cascas nem reduzi o caldo para garantir um sabor suave, por forma a deixar espaço para o aroma dos espargos.
Fiz um refogado ligeiro com uma cebola e um pouco de azeite, e sem deixar a cebola ganhar côr juntei as rodelas de espargos, temperei com sal, pouco depois deitei o arroz carolino e as gambas cruas. Medi o líquido ( 2 partes de caldo para 1 de arroz) e assim que começou a ferver, tapei o tacho e deixei o arroz em sossego.
Passados 7 minutos juntei as pontas dos espargos e voltei a tapar. Aos 12 minutos apaguei o lume, anunciei que o arroz estava pronto e depois foi só comer.
Simples mas bom, com o arroz carolino a provar que tratado com cuidado não há melhor para um prato assim.
Nota final:não juntei cominhos, nem oregãos nem alho, nem coentros, como faço quase sempre. Sabores simples e limpos era o que queria e foi isso que fiz.

11.6.10

Frango assado com rosmaninho

A parte mais complicada destes fins de semana alentejanos é fazer as compras. Começamos quase sempre por ir ao supermercado em Ponte de Sôr, com o bom propósito de comprar tudo, pois em Avis a escolha é muito limitada, mas depois todos os outros dias se fazem compras adicionais num dos dois "supers" de Avis. Faltam as cervejas, falta atum, falta pão, falta a àgua etc, etc.
Desta vez comprámos 2 frangos, que dariam para duas refeições (uma para adultos e uma ou duas para crianças, pelo menos) e camarões para outras duas refeições adultas já que as crianças não mostram muita apetência para variações e até reclamaram porque os hamburgers tinham salsa. Claro que a minha filha não estava, pois aí a reclamação seria por causa da simplicidade das propostas alimentares.
Entre as refeições que preparei, estava um frango no forno, simples mas muito bom, feito com a inspiração dos belos arbustos de rosmaninho que crescem à beira da piscina.
Com tão belas ervas à mão de semear, limitei-me a partir o frango, separando as pernas, os peitos e as asas(que são o que prefiro) e untá-lo bem com uma marinada feita com 6 dentes de alho picados , uma mão bem cheia de folhas de rosmaninho picadas, sumo de dois limões, sal, pimenta e duas colheres de sopa com azeite. Marinou durante a noite e foi assado a meio da manhã para estar pronto - quente e dourado como convém) à hora do almoço. O resto do frango serviu para fazer o caldo com que preparei um arrozinho para acompanhar.

8.6.10

Mais um fim de semana perto de Avis

Começou na Tasca do Montinho com abraços, entrecosto no forno e "este fim de semana ainda volta cá para beber uma imperial comigo" e acabou na Tasca do Montinho com café e uma aguardente do Mouchão que me aqueceu a alma.
Pelo meio houve hamburgers, empadão, arroz de frango, frango assado no forno, camarões com feta, arroz de espargos e camarão, ovos mexidos, pimentos assados...
Algumas destas coisas nada têm para contar mas há duas ou três que justificam o desenferrujar das articulações e das teclas.
Mas só amanhã que agora já é tarde

7.6.10

Masterchef Australia

Acabei de ver o episódio em que fazem esta espectacular terrina de ostras, chalotas e alho francês e sei que um destes dias vou tentar