Comecei por ser atacado por um iogurte que fazia companhia a uma "sandocha" de carne(???) aquecida(!!!). O iogurte saltou-me para cima assim que abri a tampa e a "sandes" além de estar demasiado quente, resistiu a qualquer tentativa de decifração. Obrigado TAP.
Dos dias/noites em Winchester retive um jantar muito bom no Loch Fyne, que já conhecia de Londres, e tem sempre excelentes pratos de peixe e marisco. Desta vez fiquei-me pelos bivalves e deliciei-me com 4 ostras (eram 6 mas ofereci 2) escocesas fresquíssimas e de muito boa qualidade. A seguir comi uns mexilhões à marinheiro, bichos pequenos mas de muito bom sabor, acompanhados por (pouco) pão torrado com um ligeiro aroma de alho.
Em Londres uma das primeiras coisas que reparei foi a variedade de carnes à venda, animais que nunca vemos no talho como as galinhas de Angola, o faisão ou o veado, carne de vaca ostentando a sua gordura amarela com orgulho (fat is flavour), e sobretudo espantei-me por ver no centro de Londres carne à venda ao ar livre. Não sei se é bom ou mau, sei que normalmente são produtores que vêm das suas quintas com produtos mais caseiros do que encontramos por cá, onde quase tudo é proibido e carne ao ar livre nem é bom pensar.
Estive numa loja de queijos onde havia mais bolor do que todo o que existe na Assembleia da República (mais bolor mas muito menos azedume). Deambulei aos encontrões por Borough Market num sábado de turista a aproveitar a Páscoa que se aproxima e vi legumes que só conhecia de fotografias, vi enchidos ingleses, mas também italianos e polacos, bebi cidra quente com especiarias e comprei numa banca "amexicanada" pimenta de szechuan que por cá nunca encontrei, uns chiles habaneros classificados como 10/10 na escala dos picantes, para oferecer ao Jesus, e mais um pacote de sumac que o mesmo já estava no fim. De muitas outras coisas que vi em Borough, quero só mencionar mais uma. Imaginem que entram na peixaria e para além dos peixes e mariscos habituais estão também a cozinhar, paella, sopa de peixe, mariscos guisados... e tudo com bom aspecto. Só não me convencem com as caixas de plástico e a falta de mesas para abancar.
Deixando o mundo das feiras e mercados e voltando à restauração, tive pena de não ter conseguido ir ao Harwood Arms que o meu irmão recomendou, mas no primeiro domingo era o sunday roast e estavam cheios, no sábado seguinte jogava o Chelsea em casa e estavam esgotados...
Comi bem no Holly Bush, onde o ambiente é melhor que a comida, mas o conjunto é muito bom e por certo que lá voltarei, com muita alegria e levarei amigos(mas primeiro telefono a marcar mesa). Era domingo e eu aderi ao "sunday roast", que neste caso foi lombo de porco com crackling e os omnipresentes three vegetables. Um sítio onde vale mesmo a pena ir.
Comi muito melhor(mas o ambiente era pior por causa do extremo barulho, no Garrison, Escolhemos (eu e a Filipa responsável por isto quase tudo que aqui se conta) 3 entradas que foram mais do que suficientes e estavam todas deliciosas.
- Beetroot carpaccio, soft goats' cheese, crushed hazlenuts, chive vinaigrette
- Hot smoked trout, fennel, wild rocket, horseradish dressing
- Free range chicken and pork terrine, bacon & sage w/redcurrant jelly
Na última refeição entrámos num libanês - Al Arez. daqueles que há muitos em Londres e mais uma vez a comida estava boa. Espetadas de borrego e frango com humus (para mim) e moutabel (para a Filipa), salada, pão árabe e um aioli libanês surpreendente.
No avião a TAP voltou a "dar" uma "sandes" de carne aquecida e um queque de plástico ridiculo, mas a simpatia de quem estava a trabalhar ajudou a esquecer a refeição.
