28.8.09

Prá semana há mais

Estou vivo e tenho coisas para contar mas falta-me o tempo. Para a semana que vem vou escrever sobre os pastéis de nata de bacalhau(!!!), kebabs de carne picada, beringela com feta e o que mais se comer.
Até lá, bom fim de semana

21.8.09

Cheiro verde?

Na sequência dos posts no excelente blog da Neide Rigo, sobre o tema do cheiro-verde e depois de lá ter comentado, resolvi ilustrar a lenta mudança dos nossos hábitos alimentares, com uma salada que "inventei" para o almoço de hoje, na qual usei o tal cheiro-verde, e que dedico à Neide.
Lavei, cortei as pontas, e depois ao meio uma abobrinha(curgete), que foi ao grelhador já quente, para marcar de ambos os lados.
Na mesma altura pus no grelhador um bom dente de alho com a sua camisa e dois tomates cortados ao meio.
O meu cheiro-verde, levou 4 pés de salsa, o mesmo de cebolinho, 2 pés de coentro e 3 folhas de hortelã. Lavei, piquei e reservei as ervas.
Depois de grelhados os legumes, cortei a abobrinha e o tomate em pedaços mais pequenos, e descasquei o dente de alho. Este último passou para o almofariz com uma pitada de sal grosso e foi esmagado, para depois ser bem misturado com 4 colheres de sopa de azeite, sumo de meio limão e óregãos secos. Juntei as ervas frescas, misturei e, com esse molho, temperei os legumes.
Quando tirei os vegetais do grelhador, pus lá duas fatias de entremeada, temperada apenas com sal grosso, que completaram o nosso(eu e a Lu) almocinho de hoje. A salada estava mesmo muito boa(eu ando fã de curgete grelhada) e o cheiro-verde deu-lhe a côr e uma variedade de sabores que fizeram toda a diferença.
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18.8.09

Rasa Malaysia Shrimp and Chive Dumplings

Fui hoje almoçar com a minha filha à York House e no regresso a casa fiz um desvio para ir à mercearia chinesa da rua da Madalena, para comprar os ingredientes para replicar o prato referido.
Comprei a farinha de tapioca, o vinagre negro chinês, os quadradinhos de massa de wonton, um molho de cebolinho a sério e não aqueles educados mas raquíticos saquinhos aparados que se vendem nos supermercados, e nada mais pois tinha em casa camarões, molho de peixe e óleo de sésamo.
Fiz tudo como vem descrito e sem problemas obtive um belo resultado, tendo apenas alterado ligeiramente o molho pois a versão original pareceu-me um pouco forte, e ficou assim:
1 chávena de café com molho de soja
1 chávena de café com vinagre negro
1/2 chávena de café com água
1 colher de café com açúcar
Os pastéis comem-se muito bem à mão(ou com os tradicionais pauzinhos) e os 20 que fiz desapareceram todos, apesar da mais nova da casa não ter apreciado, mas a chegada da São restabeleceu as contas. Resta agradecer ao blog de onde retirei a receita - thanks Rasa Malaysia

14.8.09

Férias quase no fim

1 razão para voltar a Lisboa - fazer isto

8.8.09

Férias 7, onde se faz caril sem muito

Esta semana houve um jantar em que não tive de cozinhar. Comprei um kilo de camarões já cozidos, e foi só passar por água e servir, na companhia de maionese de alho - aionese, alho muito picado e sem o gérmen(por causa da princesa que se queixa de ser tal coisa "picante"), salsa também muito picada e pão de cacete aquecido no forno.
Apesar de ter havido algumas questões em volta da maior ou menor habilidade para tirar a casca aos bichos a coisa correu bem e comeu-se quase tudo, tendo sobrado pouco mais de de 20 camarões, que rápidamente guardei no frigorífico para fazer qualquer coisa.
Fiz um caril que teve tanto de simples como de delicioso.
A simplicidade resultou da falta de especiarias, pois só usei cominhos e curcuma (açafrão das índias), e o resto foi responsabilidade minha.
Comecei por descascar os camarões, reservando as cascas. Estas levei-as ao lume com azeite e alho para fritarem. Depois juntei um copo de água deixei ferver enquanto ia esmagando tudo tentando tirar o sabôr que houvesse nas cabeças dos bichos. Coei o caldo que ficou e guardei.
Piquei uma cebola e um dente de alho que levei ao lume a saltear em azeite. Assim que começaram a alourar juntei 1/4 de pimento vermelho picado e pouco depois 1 tomate limpo e picado. Deixei cozinhar um pouco, deitei 1 colher de chá (mal cheia) com curcuma o mesmo de cominhos em pó e deixei que o calor continuasse a sua tarefa de atiçar os sabores.
Seguiu-se um pouco de polpa de tomate (2 ou 3 colheres de sopa), a mesma quantidade de caldo das cascas, envolvi tudo e tapei para fervilhar em paz. Tirei a tampa e juntei 1 colher de sopa de vinagre, que com a sua força, puxou pelos sabores, primeiro de forma agressiva, levendo-me a pensar que teria exagerado, mas depois dessa fase em que o ácidso nos entra pelo nariz, a coisa acalmou e quando juntei a embalagem de 125ml de leite de côco, foi como se tivesse nascido o sol dentro do singelo tachito. Os camarões só entraram no fim pois já estavam cozidos(e descascados). Ainda juntei uns coentros picados antes de levar para a mesa com arroz branco. Desta vez não houve problemas nenhuns para comer e se mais camarões houvesse mais teriam comido.
No meu prato deitei umas gotas do belo piripiri da Calvè e pensei que seria capaz de servir aquilo ao Jesus ( não o que já foi crucificado, nem ao que em breve vai ser, mas ao Jesus de Goa aquem tanto estimo)

6.8.09

Férias 6 - saladas

A minha filha contará histórias diferentes, com as coisas que fez e viu, pessoas que conheceu, acontecimentos notáveis em que mais ninguém reparou, mas tudo isso é consequência dos seus curtos 8 anos.
Já eu, confundo os dias. Vou à praia, volto da praia, vou ao banho, passeio à beira-mar, tomo café, faço compras, preparo refeições e desfruto delas. Tudo agradavelmente monótono e encalorado. Tudo o que espero das férias.
Agora que tenho o grelhador é claro que faço grelhados o que não dá tanta conversa. Uns peixitos, umas febras, um franganito, uns hamburguers e siga. Faço saladas para acompanhar os grelhados e algumas para aproveitar os restos. Sendo assim, passemos às saladas por falta de melhor assunto.
Uma espécie de chimichurri
Picar em cubos pequenos:
1 cebola
3 tomates
½ pimento vermelho
¼ de pepino sem casca e sem as sementes
Juntar
Muita salsa picada
Alguma hortelã picada
1 colher de sobremesa com alcaparras
Azeitonas verdes
Temperar com
Sal, azeite e vinagre
Esta "salada migada" foi o acompanhamento para umas belas febras de "porco tradicional" que comprei no talho das Cabanas onde compro sempre a carne.
Claro que tive de perguntar o que era o porco tradicional.Responderam-me que era um bicho criado à solta e alimentado com fruta e verdura e eu aderi.
Salada de frango e pêssego
1/2 frango assado desossado
1 pêssego picado
5 folhas de alface em pedaços
4 colheres de sopa com maionese
1 colher de sopa com azeite
sumo de meio limão
misturei tudo e enfeitei com quartos de ovo cozido sobre os quais deitei um pouco mais de maionese e espalhei 1/2 cebola às rodelas, frita lentamente até escurecer e ficar doce.
Salada de tomate e pepino
Uma salada quase normal, com 3 tomates, 1/2 cebola e 1/2 pepino cortados em rodelas muito finas e temperados com azeite, vinagre, sal e orégãos. A única diferença foi ter juntado no final umas torradinhas daquele maravilhoso pão de Cacela, esfregado com alho e migadas em pedaços pequenos. Uma espécie de croutons trapalhões, que ligaram muito bem com a salada.

4.8.09

Férias 5

Já fiz espetadas de borrego, fatias de beringela grelhadas e costeletas de porco. Tudo bem grelhado e aprovado pela família. Já estamos bem no que respeita ao ROI.
Hoje ao almoço vai haver interregno nos grelhados pois vou apresentar metades de pepino recheadas com atum.