27.6.09

Londres a acabar

Ainda estou em Londres, mas volto amanhã.
Finalmente fui jantar ao muito desejado(por mim) Tayaabs, mas no dia seguinte voltei à mesma rua para comer no restaurante mesmo em frente ao London Muslim Center, o Maedah um restaurante turco que me foi "apontado" pela Miss Spring como sítio a testar.
Essa e outras refeições serão assunto do próximo texto. Este é só para dizer que estou de regresso.

23.6.09

Ervas (nada) daninhas

As ervas daninhas num texto fantástico que encontrei na Oficina a Vapôr, encaminhado pelo Mesa Marcada
Obrigado aos dois por um belo momento de leitura, passado numa sala linda desta Hursley House onde estou agora, e de cujas janelas se avista relva verde e um bosque ainda mais verde.
Está mesmo na altura de actualizar os meus links. Mas antes tenho de ir trabalhar

22.6.09

Sopa de grão para a Ana Vieira

E para continuar o ciclo das sopas frias, aqui fica a última que fiz antes de vir para Inglaterra e que foi muito apreciada em casa.
Pode ser descrita numa frase. Hummus com água gelada.
Na verdade limitei-me a preparar um hummus, com uma lata de grão escorrida, um dente de alho, uma colher de café com cominhos moídos, uma colher de café com pimentão, sumo de 1 limão, 3 colheres de sopa de azeite e um pouco de sal. Tudo isto foi batido no copo misturador, enquanto juntava a água gelada(0,5l) aos poucos.
A partir daqui é um pouco a gosto, mais água, mais azeite, mais sal como cada um entender. A sopa ficou muito macia, e com um sabor suave embora se notassem todos os elementos que compõem uma receita normal de hummus.
Esta sopa, cuja receita registo no dia em que foi posto à venda o novo disco do Rodrigo, dedico-a à Ana Vieira, a fantástica cantora que já me fez chorar mais que uma vez ao ouvir a versão antiga do agora famoso "vida tão estranha". A razão de ser desta dedicatória é, para além de gostar muito da Ana, ter-me lembrado que ela já provou hummus feito por mim e gostou, como acredito que gostará desta versão líquida, mais ligeira e refrescante.

19.6.09

UK de novo


Ver mapa maior Vou estar em Winchester toda a semana. Haverá lá algum restaurante de jeito e se houver será que o encontro? Sexta-feira jantarei em Londres e espero que seja bom. Sábado e domingo vou tentar ir a algum destes cheap eats Volto a 28.

Viviena

Aqui vai a receita da sopa de pepino e iogurte, especialmente para a Viviena, a minha violinista preferida e uma grande amiga.
Quando cheguei ao Frágil com as 7 garrafas de 1,5 l de sopa, já os músicos quase todos por lá andavam, fazendo tempo enquanto o Abelho e o Jorge estavam atarefados a ligar os microfones e outras maquinetas.
Assim que ela soube que uma das sopas era de iogurte e pepino, logo a sua costela leste-europeia(todas as costelas dela são russas) ficou alerta e pouco tardou até que me veio pedir para provar a dita sopa.
Pouco depois já eu lha ditava para que ela registasse no telemovel, mas porque alguma coisa pode ter escapado e porque outros poderão estar interessados, aqui fica a receita para uma garrafa de 1,5 .
Pelar, tirar as semaentes e cortar em pedaços 2 pepinos. Deitar-lhes sal e deixar repousar 30 minutos. Depois disto escorrer o líquido que se libertou e lavar muito bem para tirar o sal. Deitar no copo dos batidos.
No mesmo copo deitar 4 iogurtes naturais, 1 dente de alho sem pele, 2 colheres de sopa com azeite, 1 colher de chá com vinagre, 4 ou 5 folhas de hortelã, uma colher de chá com aneto - também podem ser coentros ou salsa, mas se forem estes pode-se pôr mais, na verdade o melhor é começar com pouco, provar e depois corrigir, se for preciso). Bater tudo até desfazer bem. Provar. Juntar mais azeite, ou vinagre etc ,até agradar. Juntar gelo e bater de novo. Juntar água até prefazer 1,5 l e levar ao frigorífico para ficar bem fria.
A sopita pode ser coada com um passador(o tal chinês)para ficar mais fina. Beber até fartar, ou até acabar o Verão.

16.6.09

Rodrigo Leão no Frágil e as 2 sopas

Vou fazer duas sopas frias que serão servidas na próxima quinta-feira aos convidados do concerto de apresentação do novo cd do Rodrigo.
As duas já foram aqui contadas e são:
o inevitável salmorejo, ou seja tomate maduro, alho, pão duro, oregãos, azeite, vinagre, sal e muita água gelada.
e a sopa de iogurte e pepino, versão aguada do tzatziki grego - iogurte, pepino ralado, alho, sumo de limão, azeite, sal, água gelada e um pouco de hortelã e coentros frescos.
Ambas as sopas serão muito bem batidas no liquidificador e depois passadas no chinês.

12.6.09

Almoço na York House

Hoje, véspera de St. António, a minha filha foi finalmente almoçar à York House. Adorou o salmorejo, comeu um pouco da "minha" salada de lavagante, comeu o folhadinho de sobrassada e acabou com o famoso hamburguer que lá servem. Claro que também gostou, mas não conseguiu comer tudo.
Eu voltei a comer as deliciosas iscas de pato e a minha bela princesa ainda me pediu metade do palmier com presunto que vem com as iscas...
Saímos a correr porque eu tinha de estar em casa às 14h e enquanto descíamos as escadas ela ainda me perguntou se o tio não fazia mousse de chocolate branco.
Isto também é educação.

9.6.09

Líbano encontra o Alentejo com uma malagueta perdida

Quem não escreve durante algum tempo, fica esquecido e por isso aqui volto. Para que não me esqueçam.
Não tenho escrito mas tenho lido algumas coisas antigas e fico com a sensação de andar sempre à volta dos mesmos temas, mas dado que este é um blog da realidade e nada é encenado, isso é normal. É a cozinha do dia-a-dia com alguns eventos a entremear.
Cozinha normal é fazer a salada de bacalhau, grão e ovo cozido, que vai ser petisco para amanhã. A salada que se come na Tasca do Montinho, onde estive no último fim de semana, por causa dos donos, por causa dos petiscos, por causa das imperiais, dos caracóis, do poejo e dos amigos.
A salada é para amanhã que por acaso será evento, mas a variação foi hoje, só para mim que fui o único a jantar em casa.
Com algum do grão cozido e umas lascas do bacalhau assado para a tal salada, fiz uma salada nova, uma coisa tipo "Líbano encontra o Alentejo com uma malagueta perdida" que não sei se agradaria ao Fava, mas agradou-me a mim.
A parte do Líbano foi o tarator e os pedaços de pão torrado, que por lá seriam de pita, mas vamos primeiro ao tarator.
Trata-se de um molho que se faz esmagando no almofariz, um dente de alho com um pouco de sal, aos quais juntei uma malagueta seca, que não faz parte do verdadeiro tarator. Espremi meio limão para cima da papa do alho, juntei uma colher de café com tahini e misturei tudo até desfazer a pasta de sésamo. Fui deitando azeite (3 colheres de sopa?)e mexendo. Provei. Estava com os sabores fortes do alho, sésamo e limão bem presentes e o azeite a unir e aveludar um pouco. Muito bom e apropriado.
Numa prato de barro comecei por espalhar os pedaços do pão torrado, sobre este deitei um pouco do tarator, depois o grão, com as lascas de bacalhau assado e o resto do molho. Acabei com um pouco de coentros picados e mais azeite.
Esperei uns minutos para o tarator se entranhar no pão e depois sentei-me a ver um combate de boxe no Eurosport e a comer tudo aquilo até ao último pedacinho de pão que usei para limpar o prato.
Ainda bem que não fiz mais pois teria repetido e ando a evitar esses desmandes a ver se volto a usar as calças do ano passado...

2.6.09

Bolachas de grão e cuscus

Ia eu a caminho do supermercado, já com a cabeça limpa dos temas laborais, quando me lembrei que juntando couscous ao hummus, poderia conseguir uma massa cozinhável como bolachas.
Fiz a olho e por isso não sei se vou aqui contar uma receita exacta, mas resume-se a fazer um hummus com pouca ou nenhuma água - 1 chávena de grão cozido, 1 dente de alho, sumo de meio limão, 2 colheres de sopa de azeite, 1 colher de café com cominhos, 1 colher de sopa com tahini. Desfiz tudo com a varinha mágica e juntei coentros frescos picados e 1 uma colher de sopa de grão picado grosseiramente. A esta pasta adicionei depois 2 colheres de sopa de couscous, que estivera a inchar com 3 ou 4 colheres de sopa de água. Escorri o excesso de água e juntei ao hummus.Juntei também 1 colher de sobremesa com sementes de sésamo (para aumentar a "crunchiness"). Por não estar contente com a consistência ainda deitei 1 colher de sopa com besan(farinha de grão). Misturei tudo e fiz bolas pequenas que depois espalmei ligeiramente e assei numa frigideira anti-aderente ligeiramente untada com óleo. Deixei alourar dos dois lados e no final polvilhei com um pouco de sal.
A Madalena estava a ver o Panda, quando lhe perguntei se queria provar uma bolacha de grão e ela comeu e aprovou. Antes de fazer o publish disto, vou à sala comer mais uma para me assegurar.
Sim, está bom.

As cerejas

Passa-se todo o ano quase sem ver cerejas e de repente amadurecem todas duma vez, e toca a apanhar e comer antes que venham os melros ou as chuvas de Maio dar cabo de tudo. É nessa altura que penso em fazer clafoutis mas nunca faço, não sei bem porquê. Fiz um molho de cerejas que ficou muito bom, com gelado de baunilha e melhor ainda com queijo fresco que foi a versão preferida pela minha filha.
Segui a receita que vem no My favourite ingredients de Skye Gyngell, que é como segue:
Meio quilo de cerejas sem pé, 200g de açúcar e o sumo de 1 limão, tudo junto numa panela que se deve tapar assim que começa a fervilhar, e com lume baixo coze durante 10 minutos. Passado este tempo, tiram-se as cerejas e deita-se 1 colher de sopa com jerez, mas como não havia tal pinga juntei um golo de vinho do Porto.
Então aumenta-se a intensidade do lume para ferver vigorosamente durante um par de minutos. Deita-se o molho sobre as cerejas e deixa-se arrefecer antes de usar. Fiz assim e ficou muito bom, embora para mim um pouco doce demais. Acho que se pode cortar 50g de açúcar.