27.12.08

2009 à vista

Este aé o último texto do ano. Boas entradas a todos e em 2009 haverá mais. Até lá, fica aqui um link para se entreterem:
O Paladar do Estadão
Quanto a 2009, só começa realmente quando o Tentações (re)abrir, para finais de Janeiro.
Até lá comam em casa!

26.12.08

Jingle bells all the way

Estabeleceu-se a grande bagunça na minha cozinha, que tem estado a funcionar sem descanso desde há mais de uma semana.

Vou fazendo coisas doces, saladas, entradas, pratos de forno, aproveitamentos, invenções, moquecas, caris, tostas mistas, sopas, ensopados de borrego, arroz de passas, canjas de última hora e pelo meio é preciso pôr e tirar loiça da máquina, pôr e tirar loiça da máquina, pôr e tirar loiça da máquina, pôr e tirar loiça da máquina…

No meio de tudo isto, vale a pena relatar 2 receitas de doces que encontrei num livrito de 5 euros, que já justificou o investimento. O livro em questão chama-se “Petits Gateaux” e é uma daquelas compilações de receitas variadas como tantas outras, mas neste encontrei coisas boas.

Tarteletes de chocolate – esta receita é dedicada à Iva, que gosta (muito) de chocolate

Faz-se uma massa areada com 180g de farinha, 120g de manteiga, 1 colher de sopa de nescafé, uma pitada de sal e 1 colher de sopa com água. Eu fiz a massa num robot de cozinha, deitando para lá tudo menos a água e ligando e desligando o motor deixei que aquilo se transforma-se numa espécie de areia grossa. Nesta altura juntei a colher de sopa com água gelada e com mais umas voltas a massa uniu-se formando uma bola que depois descansou durante 30 minutos. É uma massa areada normal, mas com o fantástico pormenor do nescafé que a leva para outra dimensão (boa para quem gosta de café e talvez má para os outros)

Com esta massa forrei umas formas de tartelete que estavam untadas com manteiga e foram ao forno (200º) durante 10 minutos, tapadas com papel vegetal e depois ficaram lá mais 10 sem o papel.

Entretanto derreti 50g de chocolate preto em banho-maria e com ele barrei o fundo das tarte(zinhas). Sobre este aterrou depois uma mistura de 400g de chocolate de leite (também derretido em banho Maria) e 250 ml de natas. Tudo bem mexido para incorporar as natas.

As lindas rodelas achocolatadas devem descansar durante umas boas horas para que tudo assente e o chocolate recupere a sua consistência.

A outra receita é uma tarte de amêndoa muito boa, mas agora que me lembrei dela já acabei de escrever e por isso fica para outra altura, pois… coiso !

Nota:

Hoje houve cá um lanche de amigas da minha menina e não sei como, o dito prolongou-se e deu em jantar. Tive de ir fazer uma ultima rapadela no perú para preparar um inesperado Perú à brás, para alimentar as convidadas.

18.12.08

Curgetes e batatas com molho de côco e óleo de palma

Será uma moqueca? Talvez seja, mas não quero ferir susceptibilidades baianas e por isso não lhe chamo assim.
Levei uma frigideira (grande e de ferro)ao lume e nela deitei uns golos de azeite, uma folha de louro, um dente de alho, uma cebola às rodelas e 3 tomates aos quartos. Deixei aquilo refogar e fui mexendo um pouco. Juntei sal, uma colher de sopa com concentrado de tomate e uma malagueta, e deixei a cebola amolecer mais um pouco, mas sem acastanhar, que o bispo não se convida para estes pratos.
Quando achei que faltava líquido, deitei um copo cheio de leite de coco e mexi para misturar. Assim que começou a fervilhar tirei do lume e despejei para o copo dos batidos, e transformei a mistura num molho alaranjado que guardei.
Deitei mais um pouco de azeite na frigideira e salteei uma curgete e duas batatas, tudo cortado em pedaços "médios", ou seja cortei as batatas em 8 pedaços e a curgete do mesmo tamanho.
Depois de saltear juntei o molho, e deixei cozer durante 20 minutos. Não me lembro se tive juntar água mas é possível que sim.
Cinco minutos antes de apagar o lume, juntei meia colher de sopa com óleo de palma (é melhor deitar pouco e provar)e uns 6 tomates cherry cortados ao meio.
Para acabar deitei uma colher de chá com açúcar mascavado, espremi meia lima, juntei coentros picados, mexi pela última vez e assim que voltou a fervilhar, apaguei o lume.
Para acompanhar fiz arroz de coco, ou seja uma arrozito cozido numa mistura de água e leite de coco em partes iguais.
Devo dizer duas coisas. Primeiro, apesar dos que os nutricionista possam afirmar sobre comer arroz com batatas, as batatas ficam a matar.
Segundo, se fosse comer aquilo a um restaurante voltava lá no dia seguinte a sorrir de esperança.

Sericaia

Vou fazer umas sericaias para oferecer, e começo hoje com a que levo para o Tentações de Goa, agradecendo todas as coisas boas que ali se passaram ao longo do ano.
Abri o "Doçaria Alentejana" de José Carlos Rodrigues e encontrei 4 receitas, todas iguais e todas diferentes, por isso resolvi procurar neste blog a que costumo fazer e foi esta a receita que eu segui. Primavera sempre e beijos

12.12.08

Batata doce para queques e pudim de leites vários

Comprei batata doce para experimentar a receita da Neide, mas a primeira batata que gastei foi para fazer os queques de batata doce que encontrei neste excelente blog.
São facílimos de fazer e a minha filha adorou. Eu achei-os de excelente consistência,mas de sabor um pouco discreto, mas lá está, quando faço doces que me agradam, os mais novos acham sabor a mais. Estes queques foram um tal sucesso que desapareceram em dois dias (eram 12 bolos) e só a minha filha deve ter comido 8!
Fiz também uma sobremesa simples e deliciosa para quem gosta de coco, cuja receita encontrei num site brasileiro, e que, não sei porquê, se chama Ciricaia de Côco.
É um pudim muito simples de fazer. Deitar no copo dos batidos, 1 lata de leite condensado, a mesma com leite de vaca, outra com leite de coco e 4 ovos. Bater durante 2 ou 3 minutos e levar ao forno a 200º num pirex untado. Guardar no firgorífico e comer no dia seguinte.

7.12.08

Mais um post sem receita

Uma vez mais o blog da Neide Rigo, no top absoluto com esta delícia de texto

Bubista - Cabo Verde

É um paraíso de praias brancas e desertas e um mar infinito com azuis inventados de propósito. Mas para comer é que não tá com nada. Enfim, deve haver comidas boas mas em casa de cada qual, e sabe-se lá quando as preparam.
No hotel havia imensa comida, mas quase tudo patético, acredito que melhorará e mesmo que não melhore, o clima, praia e mar justificam tudo.
Num dia em que tentei almoçar num restaurante disseram-me que era "impossível". Não sei a razão,a mas teve graça.
Quero voltar em breve e aproveitar enquanto não começam a abrir lojas Cartier e Benetton para os milhões de turistas que um dia lá aterrarão.