29.8.08

Azeitonas

Por aqui passam muitas pequenas mortes. Principalmente de bivalves e um ou outro preconceito. Aqui vai mais um desses últimos.
Poucos portugueses dirão não gostar de azeitonas, mas quando se fala de levar o fruto da olivaira ao forno, talvez se lembrem de algum prato de bacalhau ou duma receita de coelho ou de galinha em que as azeitonas entrem, mas, levá-las ao forno por si já é outra história. Eu, quando li a receita, comecei por estranhar mas fiquei curioso e experimentei. Já repeti e vou repetir mais vezes.
Não custa nada.
Num prato de ir ao forno despejei duas chávenas de azeitonas pretas, daquelas grandes e arredondadas(por certo têm nome, mas a minha ignorância é grande), juntei 4 dentes de alho, ligeiramente esmagados, 4 pés de orégão(podem ser duas colheres de chá com as folhas) e uma colher de sopa com azeite. Misturei e reguei depois com um copo de vinho branco.
Foi para o forno aquecido a 180º durante meia hora e daí para a mesa para ser comido ainda quente.
No meu jantar de petiscos (ou devo escrever mezze?), as azeitonas fizeram muito boa companhia à pasta de pepino e feta. Com pão, sempre o pão.
No fim de semana que se aproxima vou de novo fazer isto. Desta vez com as excelentes kalamata gregas - serão as melhores azeitonas do mundo?

Come-se - o blog de Neide Rigo

Por vezes, o Come-se é tão acima dos outros blogs, que desanima os mortais mais comuns como eu. A série Jantar com Mari Hirata é apenas mais um exemplo disso.
É uma honra poder ler o que escreve a Neide Rigo.
Não estou a ver ninguém que, como ela, saiba passar a arte da cozinha para a escrita, em receitas que animam triplamente o leitor. Com a agitação interna causada pela receita, pela beleza da escrita e por transmitirem a ideia de que tudo aquilo está ao nosso alcance, mesmo quando ela refere produtos que me parecem vir de Marte, mas afinal vêm dum Brasil que assim vamos descobrindo.

26.8.08

Pasta de feta com pepino

Não tenho escrito mas tenho cozinhado bastante. Coisas novas, algumas simples e outras nem por isso. Para já conto uma variante do tzatziki grego que agradou a todos quantos provaram. Esta foi uma receita que encontrei no blog David Lebovitz.
Comecei por esmagar uma fatia de feta (200g) à qual juntei duas colheres de sopa com azeite, a mesma quantidade de sumo de limão e uma colher de sopa com queijo philadelphia (no original este queijo não entrava, mas sim um poco de água). A esta pasta adicionei 2 colheres de sopa de cebola muito bem picada e um pepino, descascado, sem sementes e picado, no qual deitei sal e deixei escorrer durante meia hora. Depois, passei por água e espremi para retirar o escesso de líqudo. Para acabar juntei com uma mistura de salsa(muita), hortelã(pouca) e pimenta preta. Foi servido como uma pasta para barrar pão, mas depois fez boa companhia a uns pimentos assdos e também aos tomates assados com azeitonas do post anterior.

19.8.08

Mais do mesmo

Cortei 4 tomates maduros, cada qual em três rodelas, temperei com sal, azeite, 2 dentes de alho e meia dúzia de folhas de manjericão picadas. Espalhei por cima umas 10 azeitonas galegas e misturei tudo. Foi ao forno (aquecido a 200º)durante 15 minutos. Torrei duas fatias de pão, "enfeitei-as" com o tomate saído do forno e reguei com o molho que ficou no prato. Acabei com mais um fio de azeite e deixei que o pão ensopasse os sabores.
Para acompanhar as "torradas", grelhei uma costeleta de novilho temperada com alho e sal grosso...

Pão

Gosto muito de pão. De quase todo. Quente ou frio, fresco ou duro, comido tal qual é, ou reinventado em migas, fatias douradas, encharcada, bruschetas, gaspachos... isto não tem fim!
Voltei das Cabanas sózinho - a família continua em férias - mas trouxe pão.
Ontem cortei um belo (bio)tomate em fatias finas, com as quais cobri o fundo dum prato. Misturei uma colher de chá de pasta de azeitona preta com uma colher de sopa de azeite e deitei sobre o tomate. Juntei uma pitada de flor de sal e orégãos e depois cobri com fatias finas de queijo atabafado. Por cima levou um fio de azeite e pimenta preta. Em volta arrumei fatias fininhas desse bom pão e fui para a sala comer a bela salada, que de tão simples, estava perfeita.
Tive dúvidas ao juntar a pimenta, mas gosto do queijo fresco com esse toque aromático.

17.8.08

Férias

Ainda estou nas Cabanas e, entre o mar, a cozinha e a família(que também vai ao mar e se senta à espera do que vier da cozinha, não me sobra tempo(ou será vontade? para vir aqui escrever.
É o Verão na sua glória e, esses momentos em que, como agora, estou sózinho a ver o azulíssimo céu, a verde relva e os patetas dos pardais a saltitar, não devem ser poluídos com o teclar idiota desta máquina de escrever/televisão/cérebro de plástico.

12.8.08

Mais uma semana nas Cabanas

Quase só eu e os 2 filhos, pois a Lu esteve cá no fim de semana e volta no próximo.
A ementa é de comidas simples que o que se quer é praia. Nada de restaurantes que o que se quer é descanso. Até podem ser apenas conquilhas acabadas de apanhar como aconteceu hoje, com a maré vazia perto das 18:00.
No sábado fiz frango com sopa de cebola e cerveja preta. Um sucesso tão simples que até o meu filho me pediu a receita para repetir na sua semana de Praia da Rocha com amigos.
O frango já veio partido do talho e por isso foi só lavar e temperar com alho picado e um pouco de sumo de limão(não leva sal por causa da sopa de cebola).
Salteei o frango para alourar e juntei um pacote de sopa de cebola e uma garrafa de 33cl de cerveja preta. Mexi e deixei cozer em lume brando durante 20 minutos. Pensei em juntar umas natas no final mas como não havia juntei um copo pequeno com leite e assim que voltou a fervilhar apaguei. Servi com arroz basmati.
Fiz também uma salada de grão e atum. Uma lata de cada, 2 batatas cozidas e depois partidas em cubos pequenos, meio pepino sem sementes e partido como as batatas, umas azeitonas verdes sem caroço e cortada em rodelas, ovo cozido, salsa, azeite e umas gotas de vinagre.
Gaspacho, febras de vinagrete, salada de pêssego, melancia, bom pão e pouco mais. Muito simples mas são as férias.
Eu e dois filhos e ainda não houve piza, hamburgers ou pacotes de batata frita.

7.8.08

Curry for kids

Este semana estiveram cá dois passageiros extra, que foram com a minha filha para um ATL no Pavilhão do Conhecimento. Para surpresa minha, não houve problemas com a comida., e até me pediram para fazer caril de frango. E assim foi.

Comecei por partir uns peitos de frango em pedaços pequenos que temperei com sal e sumo de limão.
Levei uma panela ao lume e lá refoguei uma cebola picada. Quando esta começou a ganhar cor, juntei um dente de alho e 1 colher de sopa mal cheia de gengibre picado.
Continuei a refogar, mexendo para não se queimar. Juntei 2 tomates limpos e picados e 5 minutos depois deitei a mistura de especiarias que entretanto preparara e na qual não figura nenhum elemento picante.
Misturei:
  • 1 colher de chá com cominhos moídos
  • 2 colheres de chá com sementes de coentro moídas
  • ½ colher de chá com curcuma
  • 1 colher de chá com colorau doce
  • 2 cravinhos
  • 2 cardamomos
  • 1 colher de café com sementes de feno grego
Juntei as especiarias ao refogado, deixei cozinhar durante 2 ou 3 minutos. Depois deitei 2 chávenas de chá com caldo de frango quente, onde desfizera uma colher de café com pasta de tamarindo. Se não tivesse tamarindo, teria usado sumo de limão no final.
Quando o caldo começou a fervilhar deitei 1 chávena de coco ralado, baixei o lume para o mínimo e ao fim de dez minutos tirei a panela do lume.
Deitei tudo para o copo misturador e moí durante uns minutos. Deitei um copo com água para ajudar a moer bem todo o coco e depois coei. Na panela saltei os peitos de frango, antes de juntar o molho, onde cozinharam durante 20 minutos. Passado esse tempo deitei coentros frescos picados e apaguei o lume.
Levei para a mesa com arroz basmati devidamente cozido, e todos comeram bem. Um verdadeiro regalo.

Sugestões?

Actualmente tenho alguma dificuldade ao escolher ou sugerir um restaurante. O problema tem a ver com um terrível panorama na restauração que muitas vezes me faz sair desgostado desses locais.
A maior parte dos restaurantes novos a que vou parecem ser apenas uma forma de lavar dinheiro, isto é, custa-me a acreditar que alguém esteja a gastar do seu dinheirinho, para abrir um local onde servem bacalhau com natas, bifes e um ou outro lamentável risoto.
Porquê? Para quê? Para quem?
São perguntas razoáveis que ficam quase sempre sem resposta.
Alguém me recomenda um bom restaurante em Lisboa? Pode ser uma bela tasca, uma casa de pasto, um restaurante familiar, de bairro, de luxo, étnico …
Preciso urgentemente de acrescentar um ou dois nomes ao meu universo.

4.8.08

Fui a Paredes de Coura...

...ver um grupo de rapazes meus amigos a fazerem muito bem, algo em que acreditam. Tocar a música dos Joy Division.
Fui e fiz um almoço de campanha para o caminho.Empadas de cogumelos e mais de uma dúzia de sandwiches. É sobre estas que agora escrevo.
Havia 4 em carcaça, com uma das metadas barrada com queijo philadelphia,rodelas finas de pepino, fatias de frango tandoori(que sobrara do jantar da véspera) e umas lascas de cebola.
Havia maia dúzia de pão de forma integral, com uma mistura à base de requeijão, feita assim:
Esmaguei um requeijão, temperei com umas raspas de limão, 2 colheres de sopa de azeite e oregãos. A isto juntei um tomate limpinho e picado, uma chávena de belas azeitonas kalamata também picadas e meio pepino em cubos pequenos.
As terceiras sandwiches também com forma integral, levavam umas omeletes fininhas feitas com ovo batido, muitas ervas picadas(usei muita salsa, cebolinho, um pouco de poejo e duas folhinhas de hortelã). Fiz várias omeletes e cada uma das sandwiches levou três camadas de omelete e uma rodela de tomate.

Quem comeu gostou. Depois conto como fiz o recheio para as empadas