24.6.08

O tempero especial

Ainda por aqui(no blog e nas Cabanas) continuo a remoer. Nesta semana de férias não há grande gastronomia. Aqui ando contente com saladas simples de tomate e cebola, ou grão com atum, umas espetadas umas febras de vinagrete... De tudo isso só queria contar acerca do tupperware que trouxe de Lisboa com o meu tempero mágico.
  • 3 colheres de chá de colorau
  • 1 colher de café com cominhos moídos
  • 1 colher de chá com coentros moídos
  • 1/2 colher de café com malaguetas moídas
  • 2 colheres de chá com óregãos
Serve para temperar a carne das espetadas, as batatas fritas, o cuscus etc. Assim evitei trazer um monte de especiarias ou andar por aqui a comprar.

20.6.08

Novidades no horizonte?

Ando com vontade de mudar isto, interromper a padaria e criar um blog novo, num formato diferente.
Talvez inventar uma personagem atormentada pelo desejo de comer qualquer coisinha de jeito apesar do resto (uma circunstância qualquer que depois se verá). Um ser que tenha de tratar da sua comida de ponta a ponta, sem ajudas, sem mais razão do que o recusar a piza congelada e o bitoque sem gosto nem prazer.
Vamos a ver o que isto dá. Para já vou uma semana para as Cabanas, onde se come o melhor pão do mundo, o que é preocupante para a minha linha, que tende cada vez mais para a circunferência

18.6.08

O queijo não se estraga

Um queijo fresco de cabra que ficou esquecido não se deita fora, deixa-se acabar de secar. Vai-se voltando e ao fim de uns dias, passa a ser um queijinho seco, que cortado em fatias finas, com um fio de azeite e umas bolachas de água e sal, é petisco dos bons.

15.6.08

Hoje o Frágil faz anos

São 15 horas e é domingo. Portugal joga às 19:45, mas é a feijões (desde que ganhem, claro)
Eu já fiz mais de 10 litros daquele gaspacho simplificado que fazem ali para os lados de Huelva com o nome de salmorejo. Ainda vou fritar uma “pazada” de falafel, fazer um molho de alho e tahini e depois é tomar banho e por uma roupa limpa que logo há festa rija no Frágil. Os comes são só para os amigos/convidados, depois quando as portas abrirem já não deve haver petisco mas há muita bebida e música. Até logo!

11.6.08

Arroz de osso de lombo de porco

Estes dias de futebol de selecções e trabalho a mais, exigem comidas reutilizáveis e como tal comecei logo com 2 dos meus clássicos. Uma salada de grão e lombo de porco, no entanto o tema real deste texto é outro.
Na sexta-feira à noite, preparei uma dose grande de salada fria de atum e grão, para a família tirar do frigorífico e comer no almoço de sábado.
Uma lata de grão escorrida, uma lata grande de atum também escorrida, meia cebola, um dente de alho e muita salsa, tudo muito bem picado. Uma colher de chá com colorau (usei o excelente Uma colher de chá com pimentão em pó, meia colher de café com cominhos moídos, sal, azeite e vinagre como tempero. No dia seguinte estava mesmo bom, que eu provei um restinho que por vergonha, alguém deixara no frigorífico. Também cozinhei um lombo de porco, temperado como aqui já descrevi noutros textos, mas, desta vez, trouxe do talho o osso e arrumei o lombo em cima do osso, como já vi fazer. O resultado foi que no final tinha um belo osso, tostado e cheio de sabor. Como ele fiz um caldo – o osso, uma cebola, sal, pimenta e 1 litro de água, que depois me serviu para um arroz muito bom.
Levei ao lume uma panela com um fio de azeite e um dente de alho picado. Quando o alho começou a ganhar cor, juntei uma colher de chá de massa de pimentão (artesanal e alentejana como é claro) e deixei fritar um pouco, antes de adicionar uma chávena de arroz carolino, que envolvi na gordura, para depois molhar com meio copo de vinho branco (como se faz nos risoti).
Quando o vinho desapareceu, juntei duas chávenas bem cheias de caldo e deixei cozer durante 10 minutos. No final deitei uma pitada de óregãos e umas gotas de vinagre tinto, deixei o arroz descansar 3 ou 4 minutos e deliciei-me com o singelo pitéu, que fez companhia a 2 fatias fininhas de lombo assado.

2.6.08

Espetadas de borrego

Primeiro que tudo estavam as costeletas no talho. Lindas, do lombo do borrego. Finas e de boa coloração. Depois veio o trabalho (aquilo que faço para ganhar dinheiro), anunciando-se excessivo e as costeletas pouco condescendentes (pensei).
Resolvi temperá-las.
Depois tratei de aparar as pontas para fazer disso o meu almoço solitário de sábado. Temperei as 4 costeletas com 3 dentes de alho picados, 2 colheres de sopa de azeite, as folhas de 3 hastes de alecrim, raspa de meio limão e uma pitada de sal. Guarde-as no frigorifico devidamente tapadas para que o alho não empestasse o resto.
As pontas tratei-as de forma semelhante, mas além do alho usei uma colher de café com cominhos, uma colher de chá com colorau doce, piripiri, uma colher de chá com curcuma, orégãos, azeite e sal. Deixei-as a marinar durante duas horas que desperdicei à frente do computador.
Chegada a hora da fome, comecei pelo acompanhamento. Como as aparas eram para fazer espetadas resolvi-me pelo cuscuz, ficando assim tudo mais harmonioso.
Deitei um copo de cuscuz numa tigela, juntei-lhe um copo e meio de água morna, 1 colher de chá com sal e uma colher de sopa com azeite. Deixei o cuscuz absorver a água e inchar. Revolvi-o com um garfo e temperei com uma mistura de colorau doce e cominhos, deitados com cuidado até me saber bem. Reservei.
Preparei duas espetadas com a carne e uns pedacitos de pimento verde. Grelhei-as bem gralhadas, em lume forte, para ficarem tostadas por fora e húmidas por dentro. Antes de servir espremi um pouco de sumo de limão. Ficou perfeito.

As costeletas acabaram também por perder o osso e foram transformadas em espetadas, para o jantar. Apesar do tempero mais discreto (ou por isso mesmo), foram bastante apreciadas por quem as comeu. Também havia entrecosto de porco no forno, temperado com massa de pimentão, alho picado e vinho branco, mas isso é como jogar em casa. Corre sempre bem e todos gostam. Não dá luta.
Por mim prefiro as espetadas com cuscuz.