30.8.07
Tarte de Rainhas Cláudias
28.8.07
27.8.07
Arroz de cenoura
14.8.07
Gaspacho. Só isso.
Estou nas Cabanas, no pior mês do ano para cá estar, mas com a melhor companhia. Os meus filhos. O pai, o menino e a menina. Agora, que escrevo isto, dorme o moço e a princesa vê as Chiquititas, ou seja, eles fazem o que querem e eu espero e preencho o tempo com o blog.
Já hoje estive a preparar "febras de vinagrete", petisco que costumo comer na Tasca do Montinho, vulgo “o Favas”.
O referido vinagrete serve para proveitar as febras que sobraram do jantar de ontem, quando as comemos grelhadas. As que sobraram, parti-as hoje em pedaços pequenos que temperei com três dentes de alho bem picados, 3 colheres de sopa com azeite, uma dessas com vinagre, um molhinho de coentros ( deveria ser salsa mas o que tenho em casa são coentros) picados e umas gotas de piri-piri.
Ontem também fiz um gaspacho virado do avesso, copiado duma receita do Victor Sobral, a que ele chama “Sopa fria de pepino, pimento verde com tártaro de tomate e bacalhau fumado”, coisa que me parece mais a receita do que o nome do prato. Enfim, há uns certos tiques do mundo dos chefs, que me passam muito ao lado.
Eu não usei nenhum bacalhau (fumado ou por fumar) e chamei a isto apenas gaspacho de pepino.
Descasquei um pepino, tirei as sementes, cortei em rodelas e deixei-o descansar com um pouco de sal para perder o amargo que sempre tem. Assei meio pimente verde directamente na chama, e uma vez enegrecido por igual, fechei-o num saco de plástico para suar e facilitar a remoção da pele. Depois foi só esfregar e lavar até sair toda a película negra.
Cortei uma fatia deste óptimo pão que se vende nas Cabanas mas vem de Cacela, escaldei dois dentes de alho, pois assim pedia a receita original e por fim, lavei e escorri o pepino.
Deitei tudo para o copo dos batidos e com a ajuda de um copo de água, reduzi os sólidos a um puré que depois levou sal, azeite, vinagre e orégãos até estar bem apaladado. Ficou umas horas no frigorífico e, na altura de servir, juntei-lhe tomate aos cubos, sem pele nem sementes, e temperado com, os já vistos mas sempre bem recebidos, azeite, vinagre e sal do bom, daqui de Tavira.
Porque razão dar a isto outro nome que não seja gaspacho?
11.8.07
Vermelho e branco - as sopas
As sopitas descritas lá para baixo, já engarrafadas e arrumadas na carrinha dos gelados, esperando pela hora do jantar para terem o seu breve protagonismo
10.8.07
Esparregado
Nestes dias de gente a ir para férias e gente a voltar, há muitas actividades que sofrem, mas outras nem por isso. Neste caso, refiro-me aos jantares com o meu grupo de bons rapazes e uma menina, que de vez em quando se reune em casa de algum, para uma refeição razoável e bem regada.
Ontem fomos a casa do Maurício, para uns grelhados ao ar livre. Um evento simples, feito de um belo paio alentejano, chouriço assado, entremeada, febras, lombinhos e molhado com mojitos.
Quando ouvi falar em batatas fritas de pacote, propus fazer mais uma vez o esparregado do Favas e como no Colher de Tacho o tema são os espinafres, veio mesmo a calhar.
Este preparado pode ser difícil de visualizar, para quem nunca o provou, mas é muito fácil de fazer. Ontem usei:
- 2 embalagens de espinafres congelados ( foi a preguiça que me guiou)
- 3 fatias de pão sem côdea
- 1 molho de coentros frescos
- 3 dentes de alho
- 2 folhas de louro
- azeite
- água
- sal
- 1 malagueta
- vinagre
7.8.07
Mahanandi
6.8.07
Tarte de figos
3.8.07
A sopa que eu não fiz
1.8.07
A outra sopa
Para isso comprei perto de sete quilos de alho francês - só a parte branca - 2 quilos de batatas e 8 litros de leite. Comecei por fazer um caldo de legumes, com 2 alhos franceses inteiros, 3 cenouras, 2 cebolas, 2 dentes de alho, 2 folhas de louro, salsa, sal e pimenta. Fervilhou 30 minutos e escorri Estufei lentamente o alho francês (já ás rodelas) em 400 g de manteiga sem sal. Depois juntei as batatas em rodelas finas e o caldo de legumes (3 ou 4 litros ?). Deixei cozer durante 30 minutos e apaguei. Então eram 3h da manhã da véspera do casamento. A sopa de beterraba estava ao relento a descongelar e esta ficou nos 2 panelões a arrefecer.
A manhã encontrou-me com uma ligeira dor de cabeça, mas quando cheguei à cozinha já a Rita(a noiva) andava por lá e eu percebi que eram boas horas de despachar uma torradinha para depois ir trabalhar.
Juntei dois litros de leite em cada panelão e pedi ao Rodrigo (o especialista da varinha mágica, por via das sopas que prepara para os filhos) que desfizesse a sopita que depois eu acabaria no copo misturador. Quando se fazem quantidades absurdas de sopa, ou de outra coisa, há sempre problemas novos. Desta vez foi o aquecimento excessivo da varinha mágica, a qual de tempos a tempos tinha de descansar! Lá se fez a coisa, e depois foi juntar o resto do leite e mais um pouco de água, bater tudo no copo misturador, encher os cinco garrafões, juntando em cada um, 200 ml de natas frescas, e o tempero necessário de sal e noz moscada. Engarrafado o produto, foi transferido para uma camioneta de gelados que estava à porta de casa, com bebidas, gelo e outras coisas que se queriam frias. Não juntei salsa porque nesta altura ainda pensava que a sopa seria servida em copos e como tal era melhor ser bem fina e não ter nada que atrapalhasse a ingestão. Afinal foi em pretos e podia ter levado a dita salsa que eu tinha lá, bem fresca e cheirosa. Garrafões arrumados, cozinheiro na piscina. Puff, que belo banho. Depois voltei para a cozinha pois andavam todos a trabalhar noutras coisas e era preciso fazer um almocito. Lá chegaremos.
