28.6.07

Olhar feliz

Encontrei este blog -olhar feliz- e gostei das cores. Depois percebi que, apesar de escrito em francês, vem do sul de Portugal. Legumes bonitos e receitas. Vou ficar de olho.

Resumo da semana.

Apesar de tudo sempre se vai cozinhando uma coisa ou outra, pois a familia tem de comer. No entanto os pãezinhos e outros que tal, têm preenchido o meu tempo livre para pensar em culinária. Andei por aí às voltas, por não encontrar Fermipan, mas ontem lá consegui. E com ele, o pão voltou a crescer como deve. O fermento da Ramazotti, que de repente está à venda em todo o lado, não me convenceu, mas voltarei a testar quando tiver tempo. Agora, que comprei o Fermipan estou mais descansado, no que respeita à minha participação na festa da “minha mais nova”.
Aproveitando a reaparecimento do feijão de debulhar nas bancas da praça, comprei meio quilo, para fazer um petisco. Cozi o feijão em água com folha de louro, dente de alho e 1 cebola. O feijão esteve a cozer durante, aproximadamente, meia hora, mas pode ser um pouco mais, ou um pouco menos e antes de apagar o lume juntei sal e deixei o feijão arrefecer na sua água. Para o “petisco” própriamente dito, refoguei uma cebola picada com um dente de alho, juntei-lhe depois um naco de bacon aos cubos e uma linguiça às rodelas - tinha instruções da princesa para não juntar farinheira. Mexi e deixei as carnes fritarem um pouco. Depois juntei uma pitada de cominhos, um tomate limpo e picado, folhas de orégão e uma cenoura às rodelas. Mexi, provei e tapei. Passados uns minutos juntei a água de cozer o feijão e duas batatas aos quartos. Assim que a batata cozeu, juntei o feijão e apaguei o lume. Antes de servir, levantei fervura, deitei uns borrifos de vinagre e ficou pronto. Fica com muito caldo, pois isto é quase uma sopa. Simples mas apreciado lá em casa. Com o que sobrou, e um pouco mais de água, fiz no dia seguinte um arroz de feijão, que foi a companhia para umas tiras de entremeada grelhada. Enfim, dietas ao mar…

25.6.07

Sem tempo

Só tenho pensado nas "coisitras" que vou fazer para a festa da minha filha. Não é nada de especial, mas é preciso fazer um ou dois bolos, uns pãezinhos com salsicha, ou daqueles tuna rolls ... e como a clientela é infantil, o meu medo é que acabem todos no MacDollars a pedir "sete ratos, três enguias e uma cabra abracadabra"

21.6.07

Bolachas de banha

Enquanto fazia limpeza ao frigorífico, encontrei uma caixa da excelente banha de porco preto de Estremoz e decidi preparar umas bolachas de banha cuja receita tinha encontrado há dois ou três dias. Não é a receita que costumo fazer, mas essa está algures empacotada, até que acabem as obras de Santa Engrácia, que desta vez estão a decorrer na minha casa. Misturei 3 ovos e 2 chávenas mal cheias de açúcar (mais ou menos 300g). Mexi durante algum tempo para ir desfazendo o açúcar e depois juntei meio pacote de manteiga sem sal (125g) e uma colher de sopa bem cheia com banha. As duas gorduras haviam estado algum tempo em banho-maria, para amolecerem e assim ser mais fácil misturá-las com os ovos. Entretanto deitei para uma tigela 3 chávenas de farinha (aproximadamente 500g), uma colher de chá com baking powder e a mesma quantidade de sal. Deitei essa farinha para a tigela dos ovos e misturei com a colher de pau. Aqui é preciso alguma insistência (ou então uma batedeira eléctrica…), pois a massa vai espessando até ficar como se pode ver na imagem. Feito isto, é preciso deitar pequenas quantidades num tabuleiro com papel vegetal e com um garfo dar-lhe um jeito para espalmar um pouco e deixar marcados os dentes do garfo. Enfim, não é preciso, mas fica engraçado. As bolachas vão assim para o forno, aquecido a 180º, durante 20 minutos. Depois é só tirá-las daí e deixá-las arrefecer antes de provar uma e guardar as outras, pois demoram pelo menos uma hora, até arrefecerem ao ponto de ficarem com a consistência certa.

17.6.07

Banana e goiabada

É só cortar e comer.

Tuna Rolls

A receita destes pãezinhos recheados com atum está no Mom's recipes and more. Eu recheei-os com pasta de atum, aquela que costumo fazer para barrar as tostas, ou seja, atum, maionaise, ketchup, sumo de limão e oregãos. Ficaram bons e bonitos. Thank you Chanit

14.6.07

Baba de camelo

Hoje depois do pequeno-almoço, armado com uma colher de sobremesa, abri a porta do frigorífico e chamei a minha filha. Ela pela manhã é (digamos) um pouco ríspida e por isso respondeu com cara de poucos amigos: - O que é que se passa? Ao que eu, já com a colher cheia de baba de camelo, respondi: - Prova isto! Depois de comer a sua disposição melhorou, sorriu e disse que queria mais. Expliquei que era para o nosso jantar, ela sorriu e disse que estava bom. Uma lata de leite condensado, cozida durante 1 hora e meia. Depois de ter arrefecido um pouco, juntei 4 gemas desfeitas e levei ao lume para cozinhar durante 5 minutos em lume médio, sempre a mexer para se misturar bem. Passei a mistura para uma tigela e fui torrar ligeiramente duas colheres de sopa de pistachios (sem sal, comprados no super mercado indiano do Martim Moniz). Depois de tostados, parti-os grosseiramente e juntei-os ao preparado anterior. Para acabar, bati as claras em castelo e cuidadosamente misturei-as com o resto.

10.6.07

Fim de semana de 9 e 10 de Junho

Rama de beterraba

As coisas soltas e aparentemente dissociadas, podem juntar-se mesmo quando não se espera. O contrário também é verdade, como em quase tudo, mas desta vez até correu bem. No primeiro fim de semana deste mês, comprei beterrabas para "treinar" uma sopa que irei fazer a sério por ocasião do casamento duns amigos no mês que vem. No mercado perguntaram-me se eu queria a rama e eu disse que não. Mais tarde, fui investigar e descobri que essas folhas podem ser usadas da mesma maneira que os espinafres e por isso, na minha última ida ao mercado de Arroios, já disse que queria as beterrabas com a rama. Em casa, escolhi as melhores folhas, lavei-as, cozi-as na própria água como se faz aos espinafres e guardei-as para depois usar.

Queques de queijo de cabra e tomate seco

Andei a ver receitas de muffins salgados e acabei por fazer umas dessas receitas com algumas variações, como de costume. Comecei por juntar numa tigela grande 3 ovos, 1 iogurte natural e a mesma quantidade de natas e bati tudo bem. A essa mistura adicionei depois 2 chávena de farinha com fermento, 1 colher de chá de baking powder e o mesmo de sal. Fui mexendo com cuidado, usando uma colher de pau, até ter toda a farinha misturada. Nessa altura misturei 5 ou 6 tomates secos picados grosseiramente, um queijo de cabra Palhais partido em pequenos cubos e meia dúzia de folhas de manjericão rasgadas à mão, pois isso aumenta o aroma que se liberta das folhas. Despejei colheradas dessa massa nas formas de silicone, untadas com azeite e levei ao forno ( quente a 200º) durante 20 minutos. Desenformei e quando arrefeceram um pouco provei um para confirmar a qualidade da combinação, que ficou aprovada.

E de repente há um bife grelhado

Pouco depois, fui grelhar o meu bifinho apenas com sal grosso, alho e no final um pouco de manteiga. Para acompanhar, eu já antes decidira, seria a rama de beterraba, salteada em azeite com alho picado e uma pinga de vinagre no final.. Tal como eu tinha lido, a rama de beterraba é deliciosa e acompanha muito bem a carne grelhada.

No fim junta-se tudo

Estava eu para começar a comer o meu bife grelhado, na companhia da verdura referida, quando de repente, olhando o molho que se formara no prato, me lembrei dos queques. Fui buscar um, ainda morno, e abri-o ao meio, arrumando-o ali, entre a carne e as folhas salteadas, onde ficou muito bem e soube ainda melhor. Fazendo de conta que não foi por acaso, um dia destes hei-de repetir esta refeição e espero que tudo volte a saber tão bem como hoje me soube.

7.6.07

Com o computador na cozinha.

Nestes últimos dias experimentei algumas coisas daquelas que encontro na net. A coisa funciona assim: tenho os blogs do costume, os que mais visito e estão aqui ao lado, mas também tenho amores do momento, que por vezes acabam em desilusão ou pelo contrário, engordam a lista dos preferidos. Vou acumulando ficheiros muitas vezes a pedirem arrumação, e volto a eles sempre que isso é necessário. Também há aquelas receitas que se impõem e chamam por mim, por causa duma fotografia, duma descrição, ou por terem em si produtos, técnicas ou combinações novas que me agradam ou desafiam. O bolo que fiz 2 vezes na última semana, chamou por mim por causa da excelente foto. A foto e o post estão no blog da Scally – C’est moi qui l’ai fait! O bolo é simples,e como ela escreve, é delicioso morno e muito bom frio. Como não é muito doce, eu e os meus filhos comemo-lo com um pouco de doce de framboesa. Pura gulodice, claro. Também fiz mais uma das receitas da lista da senhora Manjula. Desta vez foi o caril de batatas com iogurte numa refeição onde também havia umas sobras de caril de frango e umas pakoras acabadinhas de fazer, que ligaram muito bem com o resto. A receita das pakoras está aqui Mas, como a achei muito ligth, juntei duas malaguetas verdes sem as sementes e um pouco mais de especiarias. Para fazer as pakoras, não é preciso aquela habilidade manual do cozinheiro, eu usei uma colher de sopa e com ela limitei-me a deixar cair um montinho de massa no óleo bem quente, e a massa de imediato começava a fritar e pouco depois a boiar. Depois é ir virando até ficar acastanhada. Agora vou olhar para este blog israelita, com a sua grafia bilingue e logo à cabeça uma receita de pão iraniano

5.6.07

O arroz de sarda que fiz só para mim.

O arrozinho feito com a sarda sobrante, foi só para mim, que recusei uma ida ao café Império, onde a família foi jantar um bife. Eu não acredito na ressurreição da carne e isso aplica-se aos bifes do café Império! Quanto ao arroz de peixe, gosto dele simples. Sem especiarias ou gambas a enfeitar, mas feito com atenção e bons produtos. Por isso comecei por refogar meia cebola e um dentinho de alho num pouco de azeite, com uma folha de louro. O básico! Ao mesmo tempo entretive-me a queimar a pele a ¼ (as quantidades reduzidas têm a ver com a dose individual de arroz, claro!) de pimento vermelho, directamente no bico de gás, procurando que toda a face exterior fique negra, para depois poder tirar a pele com facilidade. Quando a cebola começou a alourar, juntei sal e meio tomate sem pele nem pevides, mexi e deixei o tomate amolecer um pouco antes de juntar o pimento já limpo da pele e partido em pedaços pequenos e uma malagueta verde :) Deitei a água necessária para cozer o arroz e juntei a cabeça da sarda para aromatizar a água. Depois de ter fervilhado durante 10 minutos, retirei a cabeça do bicho, deitei um copo com arroz carolino, mexi, e tapei. Passados cinco minutos de ansiedade (ponho já o peixe ou espero mais um pouco? Só mais um pouco para não ficar mole …. etc.), resolvi espreitar o arroz como se fosse essa uma tarefa científica e disse apenas para mim, que já podia arrumar por cima o peixe. Voltei a tapar e menos de 5 minutos depois juntei uma colher de sopa de vinagre e o mesmo com coentros picados. Fervilhou mais uns segundos, tapei e apaguei o lume. Aguardei alguns minutos e depois destapei e servi-me. Comi, servi-me de novo e voltei a comer. 30 minutos depois de ter acabado de jantar, reparei num restinho no fundo da panela e acabei com ele.

4.6.07

O sentido do gosto

Ao final da manhã de domingo recebi um sms que dizia: Estás a ver a rtp1? Fui a correr ligar, pois não estava a ver. Ia começar um novo episódio d'O Sentido do Gosto, o programa do José Bento dos Santos. Todos os domingos ao meio dia. Para quem gosta de cozinhar, de comer ou apenas de ouvir um óptimo comunicador a falar de coisas que sabe.Imperdoável não ver.

Sarda cozida.

Saí de casa sem pressas, nem ideias, e fui até à praça fazer as compras do costume. Andei a olhar para os berbigões, mas de repente, pensei que me apetecia comer uma sarda cozida ao almoço. Lembrei-me logo dumas que comi em Lagos, que saíam a fumegar da panela, onde nunca faltava um ramo de orégãos. Acabei as compras e regressei a casa para deixar o peixe em sal durante algum tempo, antes de ser cozido. O calor deste primeiro sábado de Junho e a luz do sol a entrar pela janela, também tiveram o seu papel neste almoço. Exigiram uma salada de tomate, como ela mais brilha. O tomate às rodelas, a cebola por cima em rodelas mais finas, sal grosso, azeite e orégãos a terminar. A sarda depois de lavada, foi para o lume numa panela com água, sal e uma cebola. Quando a água começou a ferver, tapei a panela e apaguei o lume. Entretanto as 2 batatas estavam cozidas, tirei-lhes a pele a arrumei-as no prato com uma pitada de sal grosso e azeite. Ao lado dispus a sarda, e em cima dela deitei meia cebola (pequena) picada com uma malagueta verde sem sementes, também picada. Temperei com azeite e um pouco de vinagre. Pode parecer muita conversa para um prato de peixe cozido com batatas, mas o prazer que me deu, foi bem maior que a simplicidade desta descrição. Havia ali várias memórias, que recuavam até aos meus 6 ou 7 anos quando disse ao meu avô que não gostava de sarda. Havia ali a certeza do verão, a agitação do mercado de Arroios, o almoço de véspera no Tentação de Goa , sem o qual não teria salpicado o peixe com aquela cebola, e por fim, ao ouvir a Sónia (dos Gift) dizer (cantando) summertime… no disco que estava a tocar, pensei que ela, quase de certeza, não teria gostado nada daquele almoço, embora já tenha sido surpreendida pelas minhas culinárias, noutras ocasiões. Mas eu não comprei uma sarda, comprei duas. Ao jantar vou fazer um arrozinho …