30.4.07

Na cozinha da São

As comidas simples destes últimos dias não merecem grande referência. Uns bifes de porco panados, que tinham ficado de véspera em sumo de limão e alho, e por isso estavam muito saborosos. Um arroz com cenoura, feijão verde, chouriço e quadradinhos de entremeada no forno que também ficou muito bom mas não anima a minha escrita, uma arroz de peixe bom, feito com peixes da caldeirada.E sopas.De agriões, de cenoura com e sem feijão verde, de abóbora... Assim vai isto andando, até que eu regresse à minha cozinha. Queria que isso acontecesse antes do dia da final da Taça no Jamor, para poder fazer lá um almoço e depois ir à bola. A ver vamos.

Mais bolachas

Desta vez bati os 50 gr de manteiga amolecida com uma chávena rasa de açúcar, como na outra receita. Juntei um ovo batido ( não tinha mais) e uma colher de café com canela. Bati durante 2 ou 3 minutos com uma varinha (manual) que entretanto comprei. Juntei uma chávena bem cheia com farinha. Mexi até incorporar toda a farinha. Juntei um iogurte natural e a mesma quantidade de leite. Mexi para misturar tudo bem. Juntei 3 colheres de sopa de amêndoa lascada e deitei colheres do preparado no tabuleiro forrado com papel vegetal. O forno já estava a 180º e pouco mais de 15 minutos são suficientes para ficarem bem louras por baixo. Saem do forno ainda um pouco moles e por isso devem ser tiradas com cuidado e postas a arrefecer durante algum tempo, para ficarem estaladiças.

23.4.07

Bolachas de canela

Nunca tive balança, mas hei-de ter uma um dia. Agora, nem uma varinha manual para bater eu tenho, quanto mais uma batedeira eléctrica. No entanto isso não é razão para deixar de fazer umas bolachinhas para a minha princesinha-quase-gourmet levar para a escola. Ela gosta muito das comidas que eu preparo e eu esmero-me. Mesmo que tenha de bater a massa com um garfo por me ter esquecido de trazer uma batedeira para A Cozinha da São. Derreti uma pedaço de manteiga sem sal que presumi pesasse 50 gr, e juntei 1 chávena de açúcar, a raspa de meio limão e 1 colher de chá com canela. Mexi com um garfito durante uns minutos, enquanto via o Ben Affleck construir uma máquina de prever o futuro. (era domingo à tarde e fazia muito sol na rua) Quando a misturada estava dum castanho homogéneo, bati ligeiramente um ovo e juntei. Sempre com o mesmo garfo fui misturando/batendo durante uns minutos, já o Ben Affleck e a Uma Thurman desconfiavam que algo estava errado com a empresa para a qual trabalhavam. Durante o intervalo do filme, fui à cozinha , acendi o forno e regulei para 180º. Deitei uma chávena de farinha com fermento e misturei bem. Juntei meio iogurte natural e continuei a mexer. Como o intervalo se eternizasse ( as usual), aproveitei para cortar uma folha de papel vegetal especial para ir ao forno e com ele cobri um tabuleiro. Deitei umas colheradas de papa sem exagerar na quantidade pois as bolachas espalmam e ficam maiores ao cozerem. Fiz 9 ( 3 x 3 ) bolachas de cada vez. Como o filme estava a recomeçar , regulei o tempo para os 20 minutos e voltei para a tv. Quando o timer apitava eu ia à cozinha, verificava a cor e a consistência das bolachas e repetia tudo. (entretanto o Ben e a Uma salvaram o mundo) As bolachas devem ser deixadas a arrefecer para enrijarem e deixarem de ser do tipo autocolante. A princesa aprovou a receita.

18.4.07

Afinal há receitas (mas alheias)

amotik no Cumin & Coriander caril de ovos cozidos no quick indian cooking Link especial para o Avental que ficou interessado no cardamomo.No hungry in hogtown, também admiram the queen of spices

Ouriços

Escrevem-me de Itália a falar de ouriços ao natural. Nós, o ouriço e uma colher.

Não há receitas

Há obras lá em casa e mais uma vez estamos n'A Cozinha da São. Por isso não tenho nada a relatar. Então estes primeiros dias são mesmo penosos. Quero sal, vou à mercearia comprar. Regresso e descubro que faltam as cenouras e a galinha para a canja. Desço e subo, onde está o arroz? Esqueci-me de comprar arroz, então vai ser só uma salada de alface com queijo fresco depois da canja e antes dos morangos. Hoje queria fritar umas batatas, para juntar ao resto de salsichas frescas e molho de tomate, que comemos outro dia, com um óptimo puré de batata da Pescanova, mas acho que não há fritadeira... A coisa não está fácil. O que me vale são algumas idas a restaurantes, como aquela que fiz na segunda-feira, por causa dos anos de "mi mama". Fui com ela e com o meu irmão Nuno, almoçar ao Muni, onde nenhum de nós tinha ido antes. Vale a pena ir lá, pois tudo correu bem, eles são simpáticos (sem exageros) e estão ali para servir uma refeição honesta, de comida tradicional, bem feita e bem servida. As minhas iscas com elas, estavam perfeitas, a cabidela que o meu irmão comeu estava razoável e tanto o linguado frito como o arroz de grelos da minha mãe, tinham muito bom aspecto. Muni, a repetir. Como outros restaurantes tradicionais, que fazem apenas aquilo que sabem, mas fazem-no bem. PS. Eu adoro cabidela, e em Lisboa, a melhor que comi foi no Fumeiro. Na Antiga Casa Faz Frio também era boa, mas tudo isto foi há mais de 10 anos...

16.4.07

Fim de semana.

Fim de semana em Avis. Uma coisa calma, sem grandes aventuras culinárias, pouco mais que um desfilar de pratos já conhecidos. Tudo o que fiz anda por aí no blog. Foi a salada de favas com requeijão, o pudim de coco, os folhados com confit de cebola e chèvre (a Ana Carolina é que fez quase tudo, eu só preparei a cebola) e para as crianças preparei empadão de carne com puré de batata e no outro dia uns medalhões de pescada com molho de tomate. Uma quase novidade muito simples, foi o puré de batata com alho assado, que nada tem de especial, mas fica muito bom. Quando acabei de preparar o empadão das crianças a Ana Carolina começou a tirar as medidas ao meu puré de batata, mas como ela não come carne, não iria comer aquele, pois o recheio era para carnívoros. Decidi que poderia rapidamente preparar mais um pouco de puré para ela e, quando levei o empadão infantil ao forno para tostar, coloquei também um alho inteiro (com a pele), para assar. Entretanto cozi mais algumas batatas, que tal como as outras, desfiz usando aquele espremedor conhecido por “potato ricer” Quando o alho já estava assado e por isso mole, espremi-o também para dentro do puré. Misturei, juntei duas colheres de sopa de manteiga e um pouco de leite quente e mexi tudo até ficar um puré macio. Temperei com um pouco de noz moscada, sal e pimenta, e deitei num prato de ir ao forno. Espalhei por cima umas nozes de manteiga e deixei tostar. No Favas, comi umas migas de batata que nada têm a ver com as minhas, mas se nascêssemos ensinados e conseguíssemos tudo à primeira, não haveria mérito algum. Talvez um dia eu lá chegue.

10.4.07

Migas de batata

Neste regresso, vou direito às migas de batata, cuja referência, ainda hoje, espantou o meu amigo Maurício, que apesar de alentejano, nunca tinha ouvido falar em tal. Na verdade, trata-se de um puré de batata temperado, que começa pela carne de porco, apropriada para fritar, temperada como manda o figurino, isto é, alho , massa de pimentão, umas folhas de louro e um pouco de azeite para ajudar o convívo dos sabores. Esta carne frita-se um dia depois de ter sido temperada, e eu faço-o num mix de banha ( boa, de porco dito preto de Estremoz) e azeite. Depois de frita a carne, tira-se da frigideira e deita-se para lá o puré de batata - batata cozida em água e sal e depois esmagada - e envolve-se bem na gordura avermelhada que está na frigideira. Corrige-se o sal e serve-se sem mais. Confesso que fiquei muito orgulhoso, quando vi a minha filha lançar-se a estas migas, sem perguntar o que era, apenas porque cheiravam bem.

2.4.07

1 semana nas Cabanas

Vou uma semana para as Cabanas. Quando contar descrevo o bolo de requeijão que fiz hoje de manhã, para aproveitar um requeijão de Alcains que iria para o lixo e nesta nova versão está a fazer as delícias dos meus filhos. Até já