30.3.07
Arroz de galinha
29.3.07
O chef Nuno Diniz na Cozinhomania
28.3.07
Favas com chouriço
25.3.07
Sandwich
23.3.07
Verrine ?
22.3.07
Cardamomo
O cardamomo é uma semente com um aroma notável. Recorda o limão sem a acidez , recorda a pimenta sem o picante, recorda o doce sem o açúcar , e de todas essas memórias nasce um aroma único e difícil de promover a um primeiro plano.
Há muito que uso o cardamomo em masalas variadas e nos arrozes que se querem mais árabes ou indianos, pois são estas as suas aplicações mais vulgares. Mas para esta ocasião queria trazê-lo para a frente correndo o risco de entupir o palato com esse forte aroma.
Decidi-me por um arroz doce em que o cardamomo fosse o principal sabor e, para isso, levei ao lume 1 litro de leite com 6 vagens ligeiramente esmagadas, para que as sementes se soltassem. Esse leite, ao qual acrescentei uma casca de limão e umas pedrinhas de sal , esteve ao lume (muito brando) durante 30 minutos. De tempos a tempos, eu mexia o leite e apertava um pouco as sementes, para irem libertando os seus mistérios.
Passados os 30 minutos, deixei a infusão prolongar-se durante mais algum tempo e depois, com um passador, separei o leite dos sólidos. Esse leite voltou para o lume e juntei-lhe uma chávena mal cheia de arroz carolino. De novo em lume brando e agora com mais atenção e mexidelas mais frequentes deixei o arroz ir cozendo até estar completamente amaciado o que levou pouco menos de 40 minutos.Antes de apagar o lume juntei-lhe uma colher de café com curcuma, que deu ao arroz um lindo tom amarelado. Então apaguei o lume e deitei 3 ou 4 colheres de sopa com açúcar. Mexi bem para desfazer o arroz, provei e deitei num prato para arrefecer Como o arroz ainda seca bastante convém que esteja um pouco líquido ao deitar no prato. No dia seguinte provei-o já frio e gostei do aroma do cardamomo mas encontrei espaço para a canela e polvilhei por cima com essa amiga do arroz doce. E ficou melhor ainda.
19.3.07
O feijão e os grelos
13.3.07
Alho
2 blogs
Cardamomo no Colher de tacho
12.3.07
O Rodrigo foi ao Redondo ...
Este fim-de-semana, as minhas actividades culinárias não passaram duma, muito prática mas pouco blogável, salada de grão com atum. No entanto, outras coisas houve, e bem melhores, que me passaram pelas papilas gustativas.
Em primeiro lugar, e com um grande destaque, devo referir os chouriços, recém chegados de Goa, com que fomos agraciados no almoço de sábado. Para quem não sabe do que se trata, de nada servem os elogios, aos outros direi que estes exemplares estavam acima dos melhores que alguma vez tinha provado. Artesanais, feitos com o orgulho de quem quer impressionar os que regressam a Portugal, depois duma visita a terras de Goa, os pequenos chouricitos tiveram um lugar de destaque. Preparados de forma tradicional, numa panela com muita cebola e um pouco de água, aos quais no final se junta o ovo cozido, estes exemplos da misturada cultural que os nossos antepassados provocaram, brilharam e deixaram saudades.
Para além deste momento, conheci um belo restaurante, O Barro no Redondo, onde fomos muito bem recebidos e , apesar de alguns deslizes ( spring rolls num restaurante tradicional alentejano ? ), comemos muito bem, com destaque para uma entradita de figado grelhado temperado com alho, cebola e coentros, uns pimentos assados muito bons e as muito louvadas costeletas de borrego panadas.
No domingo os prazeres foram um simples e delicioso Cozido de Grão, como tão bem o fazem na Tasca do Montinho – Alcórrego.
7.3.07
Pastéis de bacalhau
5.3.07
Sopa de grão
2.3.07
Pudim de Pão - Quinzena da Canela na Colher de Tacho
Colher de tacho
Ontem cheguei tarde a casa, e fui logo para a cozinha, preparar os bifes de peru do jantar. A meio, naquela fase em que já está tudo ao lume e basta ir vigiando, comecei a pensar no que tinha lido no Trem Bom, sobre a Colher de Tacho:
Queria te convidar a participar do Colher de Tacho, uma cozinha virtual aonde as comadres e compadres se encontram para trocar idéias sobre suas experiências…
Nesta altura o tema é a canela e foi nisso que dei comigo a pensar. Pouco depois já tinha decidido juntar as linhas deforça da “minha” cozinha, que são
* - Improvisar
* - Usar o que há
* - Avançar sem grandes planos
e “inventar” um pudim de pão. Digo inventar embora saiba muito bem que o dito já existe há muito e em muitas versões, inventar porque nunca o fizera e não ia procurar nenhuma receita. Como eu gosto . Improvisar com aquilo que há, sem planear.
1.3.07
A receita da farofa
Sardinha em lata e restos de bacalhau
Acho que ando a tentar despachar coisas que por lá tenho, mas as duas refeições ficaram razoáveis.
Para os croquetes, abri três latas de sardinha e escorri o óleo – este e outros óleos não devem ir para o cano, por questões ecológicas. Eu uso uma garrafa para ir juntando o óleo velho e quando está cheia vai para o lixo – desfiz as sardinhas com um garfo e misturei-as com : 4 batatas cozidas e feitas em puré 1 cebola muito bem picada 2 colheres de sopa com ketchup ( podia ter usado sardinhas em tomate ) 1 colher de sopa com salsa picada 1 ovo Temperei com sumo de limão e sal. Para acabar formei umas bolinhas, que passei por farinha – ovo batido – pão ralado e depois fritei .
Foram para a mesa, na companhia do “famoso” pulau de ervilhas.
A tarte foi mesmo para despachar duas postas que tinham sobrado duma refeição de bacalhau. Encontrei as pobrezinhas cozidas e congelada e resolvi devolvê-las à dignidade de refeição. Interludio do tipo “em tempos …” Em tempos escrevi um conto de natal em que os personagens eram postas de bacalhau , batatas cozidas etc . Só eu gostei dessa história. Acho que está na altura de a postar aqui. Fim do interlúdio
Para fazer o recheio da tarte, piquei e salteei a parte branca dum alho francês, juntei-lhe um dente de alho picado e o bacalhau já migado. Fui mexendo durante uns minutos e depois juntei um molho pequeno d espinafres, que antes salteara e picara grosseiramente , 1 copo de leite com uma colher de chá de maizena e mexi mais um pouco para misturar tudo. À parte, bati um ovo e juntei-lhe um pacote de 250 ml de natas . Despejei as natas para a panela da papa, mexi e apaguei o lume. Temperei com sumo de limão , noz moscada e acho que mais nada.
Para a base da tarte misturei 2 chavenas de farinha de trigo normal e uma de farinha de trigo integral com uma pitada de sal. Na farinha deitei 3 colheres de sopa de banha de porco e uma da azeite. Desfiz tudo, juntei uma pinguinha ( 2 colheres de sopa ? ) de água e formei uma bola que estendi no fundo da tarteira. Piquei o fundo com um garfo e levei-a ao forno ( quente a 150º) durante 10 minutos.
Tirei para lhe deitar o recheio e voltou para o forno ( agora a 180º) durante meia hora. Só eu gostei da base, mas todos gostaram do recheio. Talvez a base pudesse ter pré-cozido durante mais 10 minutos …