28.9.06

Kalabasa leche flan

Há blogs que visito sempre , há blogs que encontro por acaso nos links de outros , há blogs que encontro por andar à procura de qualquer coisa .
Quando fui comer ao restaurante tailandês do Bairro Alto , havia lá uma sobremesa com abóbora que me agradou , e resolvi pesquisar esse tema .
Não encontrei  nada ( tailandês ou outro ) que se assemelhasse mas fiquei curioso com o pudim de abóbora e resolvi experimentar .

Comprei um pedaço de abóbora com 400 grs que cortei em pedaços e cozi  com umas pedrinhas de sal .  Depois de cozido , escorri a água ,  esmaguei com um garfo e deixei arrefecer . Numa tigela deitei 1 lata e leite condensado , 3 ovos e 1 colher de café com extracto de baunilha e bati bem . Depois misturei a abóbora  e voltei a bater mais um pouco . Ainda desconfiado com o que sairia dali fui fazer o caramelo ( 1 chávena de açúcar ao lume até derreter e escurecer e depois com cuidado juntar água ) para deitar na forma do pudim .  Depois de ter o fundo da forma ( anti-aderente ) cheio de caramelo , juntei o preparado da abóbora .

Acendi o forno a 150 º , deitei água num tabuleiro e aí coloquei a forma que ficou pelo menos 30 minutos no forno .

Tirei , deixei arrefecer e depois levei ao frigorífico . No outro dia provei e fiquei adepto. Sem dúvida que é para repetir muitas vezes , pois é simples e muito bom .

27.9.06

Volto já

Não fui de férias, nem abandonei a cozinha mas tenho tido pouco tempo livre. Apesar disso, lá em casa, todos os dias faço o jantar e por isso tenho coisas para contar nomeadamente 2 doces interessantes que fiz .

Uma tarte de maçã que vi aqui e um pudim de abóbora, receita filipina,  que encontrei aqui .  As duas receitas são simples mas deliciosas.  

21.9.06

Favas forever

Eu repito-me muito . Repito histórias , repito passeios e claro que repito aqui descrições. Mas há sempre diferenças . Ontem , ao arrumar no congelador um daqueles sacos de puré de batata congelado , encontrei um pacotinho de favas a pedir para o tirarem do frio e decidi fazer uma singela mas sempre boa salada de favas. Cozi as favas em água a ferver com uma pitada de sal , durante 10 minutos . Depois escorri e passei por água fria, antes de as descascar ( pode ser maçador mas é essencial). Uma vez descascadas , é só temperar . Um dente de alho muito bem picado , azeite à vontade , ½ colher de café com cominhos em pó e um pouco de sumo de limão . Misturei e levei ao frigorífico durante 1 hora . Antes de levar para a mesa deitei um pouco de flor de sal. Normalmente junto um pouco de coentros verdes picados , ou hortelã , ou um pouquinho de aneto, se houver , mas desta vez não havia nada e por isso foi assim mesmo e essa foi a diferença, neste caso !

19.9.06

Arroz (carolino) de coelho

Já passaram alguns dias desde que fiz este arroz de coelho , que é um petisco do qual muito gosto mas que faço poucas vezes, por haver sempre detractores . Desta vez também foi assim , mas paciência. Havia apreciadores que chegaram para comer tudo . A primeira coisa que fiz foi preparar uma marinada para melhorar o sabor do bicharoco. Usei 1 garrafa de Conventual tinto , 2 cenouras , 1 cebola cortada em 4 , 6 dentes de alho , 2 folhas de louro , 1 colher de café com cominhos , 1 colher de chá com colorau , 6 bagas de pimenta preta e foi neste banho aromático que deixei o coelho descansar durante 4 horas. Podia ter ficado de um dia para o outro, mas não havia tempo para isso. Os trabalhos culinários , retomei-os horas depois e comecei por fazer um refogado com azeite (se tivesse banha teria usado também um pouco ) , 1 cebola picada e 1 dente de alho . Nesse refogado, deitei ¼ de chouriço de carne e depois os pedaços do coelho para alourarem um pouco . Quando o coelho já apresentava uns agradáveis e prometedores tons acastanhados, juntei o vinho da marinada, mexi e tapei . Passados 30 minutos , provei , deitei sal e pimenta e voltei a tapar até o coelho estar bem cozinhado. Nessa altura , para facilitar o trabalho aos gulosos , tirei os pedaços de coelho para desossar. Depois de desossado o Bugs Bunny , devolvi a carne ao tacho , juntei um pouco de água , corrigi o sal e deitei mais uma pitada de cominhos, quando começou a ferver , deitei 1 chávena cheia de arroz carolino e pouco depois tapei o tacho ( não completamente ) para deixar o arroz , o coelho e o resto entretidos . Por precaução coloquei ao lume uma panela com água a ferver , para o caso de ter de juntar mais líquido . Durante os 10 minutos de cozedura do arroz , piquei uns coentros que juntei no final , bem como uma golada ( 1 colher de sopa ? ) de vinagre . Sem voltar a tapar , mexi , deixei retomar fervura e apaguei . Então repus a tampa e aguardei 5 minutos antes de levar o arroz para a mesa . Apesar de muitos terem louvado o arrozito , a dona da casa ( que fazia anos e não come carne ) não se cansou de ironizar dizendo que achava muito simpático, da minha parte , fazer aquele prato, no seu dia de anos. Na verdade eu para esse jantar também fiz uma moqueca de camarão … Tenho uma encomenda para repetir o arrozito em breve .

15.9.06

Etiqueta

Estamos em plena fase dos inquéritos , agora desafiaram-me para postar 6 ideias sobre etiqueta .
Eu não serei a melhor pessoa para isso , mas , é claro que tenho uma opinião.
acerca das  regras que eu gostaria de ver postas em prática para que as minhas refeições possam decorrer da forma que mais me agrada .

1 – Barulhos e bocas abertas para além do indispensável , não!

2 – A comida e o convívio devem estar presentes lado a lado e ser ambos de boa qualidade

3 – Os talheres, copos e pratos não devem atrapalhar ou embaraçar aqueles que se sentam à mesa  

4 – A comida não deve ser apresentada em modelos de equilíbrio precário .

5 – Não se limpa a boca à toalha , nem se põe a faca na boca .

6 – Não se vão embora da mesa antes de acabar a refeição , por favor !



    

13.9.06

5 coisas

Excluindo as coisas impossíveis como morcelas feitas pela minha avó , ou nunca ter provado  atum fresquíssimo cru e poder ainda fazê-lo pela primeira vez , arrumei aqui  5 coisas que gostaria de experimentar antes de me apagar.
  
  1. Ostras , diferentes das que conheço . Ostras e mais ostras , sempre com a eterna promessa do mar concentrada dentro da casca

  2. Cogumelos selvagens apanhados por mão experiente e depois cozinhados e comidos ao ar livre

  3. Uma moqueca baiana comida em casa particular, e feita para regalar  velhos entendidos nas comidas baianas . Se for preciso até rezo antes ou depois da refeição

  4. Comer uma refeição tradicional maori , cozinhada em pedras quentes.  

  5. Ouriços do mar . Esta é fácil de resolver , mas a verdade é que nunca provei.

Este trabalhinho de completar os 5 items veio dos lados do RapóTacho e segue para o Nuno , para a Fernanda Guimarães Rosa , para a Lara , chefe do Depósito de Receitas , e seria também para o meu querido amigo Taborda mas não encontro o email dele ...


    

11.9.06

Fiz a bibingka

Para fazer a bibingka , o mais difícil é encontrar a farinha de arroz e mesmo isso não é muito difícil.
Para esta experiência usei 1 pacote de 250 grs de farinha de arroz  , ½ pacote de manteiga sem sal , 1 embalagem pequena de nata azeda ( sour cream - que pode ser substituída por 1 embalagem de  iogurte magro escorrido , ou de iogurte grego) , 1 lata de leite de coco ,  1 chávena de açúcar , 4 ovos , 1 colher de chá com baking powder  , uma pitada de sal e as sementes de 3 cardamomos reduzidas a pó no almofariz .

Este bolo foi feito durante o intervalo do jogo Finlândia – Portugal , com a preciosa ajuda do meu filho Jaime .  A única coisa que fiz um pouco antes foi deixar a manteiga a derreter .
Na manteiga derretida deitei o açúcar e pedi ao Jaime para misturar bem – à mão , com a varinha, pois não há batedeira electrica . Depois juntei os 4 ovos e continuou o meu filho a misturar até ficar homogéneo .  A este creme fui juntando a farinha  ( já com o baking powder e o sal ) aos poucos, e , sem que o Jaime parasse de mexer, juntei o leite de coco e as natas. Após tudo muito bem misturado, despejei este creme (nesta fase trata-se de um creme espesso) num prato de pirex untado com manteiga e levei ao forno aquecido a 200º , durante 40 minutos. No final liguei o grill e deixei o bolo tostar por 5 minutos .

Da forma saiu sem dificuldade aquele objecto redondo e compacto, que polvilhei com um pouco de açúcar por cima . Uma vez morno , foi atacado por mim e pelo meu filho, num misto de curiosidade e gulodice. No entanto, no dia seguinte estava muito melhor .

Boa receita !

Nota : A receita original pedia baunilha mas eu entendi usar o cardamomo

Mais arroz amarillo

Voltei a fazer o Arroz Amarillo. Desta vez usei 5 folhas fresquinhas de laranjeira e ficou delicioso , com aquele perfume das folhas. A princípio estranhei um pouco a textura do arroz moído , mas a farinha de arroz é mesmo assim . É um doce que se faz em 30 minutos , é muito simples e fica óptimo. Este fim de semana , uns amigos disseram-me que usam leite de coco no arroz doce , e por isso vou fazer uma pratada deste com parte de leite de coco ... depois se verá

6.9.06

Arroz Amarillo

Um dia destes, vi no Chucrute uma receita de “Arroz amarillo” que  havia sido copiada de um livro do qual eu gosto muito, que se chama Recipe of memory. É uma série de receitas tradicionais mexicanas , misturadas com a história da familia do autor  . Um livro que li com muito agrado e que de vez em quando desfolho . Por acaso nunca tinha reparado naquela receita , ao ponto de a experimentar . Desta vez avancei , talvez por a ter reencontrado num blog que leio e respeito .
Assim fui para casa preparar a referida receita . Trata-se de um arroz doce quase igaul ao “nosso” mas com uma diferença . O arroz é moído ( no 1-2-3) antes de ser cozido .

Assim sendo , comecei por moer  ½ chávena (menos de ½ ) de arroz – eu usei basmati pois a autora pedia um arroz de bago comprido , mas estou convencido que se pode fazer com outro arroz . Na verdade , da próxima vez farei com farinha de arroz que é o que a minha mãe usa ( acho eu , mas tenho de confirmar com ela)  para fazer o leite Serafina .
Moído o arroz , deitei para uma panela 1 litro de leite , 1 chávena de açúcar , 4 gemas , 1 pitada de sal e o arroz moído . Mexi bem para misturar tudo e depois acendi o lume . Nessa altura juntei 2 paus de canela e , como não tinha ali à mão folhas de laranjeira, nem essência de laranja , usei as  folhas de lima kefir , usadas na cozinha tailandesa e que por acaso eu tinha em casa. Se não as tivesse usaria casca de laranja ou mesmo de limão .
A cozedura da farinha é feita com o lume baixo , durante 45 minutos , mexendo para evitar os grumos e outros acidentes típicos neste processo . Aos poucos a mistura vai engrossando até ficar com a consistência do leite creme ,Depois é só retirar as folhas ( ou cascas) e os paus , e deitar num prato , cobrir com canela em pó e servir frio . Lá em casa , a principio estranharam a textura , que não é tão macia como a do leite creme , mas depois comera, e gostaram . A repetir .  

Nas minhas voltinhas por blogs de comida , tropecei numa receita filipina de um bolo chamado Bibingka , feito com coco como a excelente bebinca de Gôa , mas sem ser às camadas como este . Será a próxima experiência ...

2.9.06

Las berenjenas

As beringelas pouco aparecem na culinária portuguesa e muitas vezes me interrogo sobre o destino que têm aquelas que vejo quase diariamente nos mercados , mercearias e supermercados. Não constam dos nossos livros de culinária, nem das ementas da maioria dos restaurantes deste país. Para além de cortarem as beringelas às rodelas, para serem fritas, depois de passadas por ovo e farinha , que mais fazem os portuguesas com este legume ? Os gregos comem-nas de mil e uma maneiras e foi com o Akis que aprendi a fazer essa delícia que a Viviana me pediu que preparasse no fim de semana. Não foi a receita exacta que por acaso está algures nos arquivos da Padaria , mas foi uma versão mais simples que ficou bastante boa . Dias depois preparei outro prato de beingelas noforno . Ambos partilham o mesmo processo inicial , que é o que se segue : Comecei por cortar as beringelas ao meio , deitar-lhes sal , deixá-las assim durante meia hora . Depois passei-as por água para tirar o sal , sequei-as e fritei cada metade em muito óleo ( o Akis usa azeite ) como se fritam as batatas. Uma vez fritas , deixei-as em papel absorvente para perderem parte da gordura e depois escavei o mais possível da beringela sem danificar a casca . Fiz isso com todas as beringelas. Beingelas com molho de tomate e queijo Entretanto preparei cebolas picadas , alho e tomate que refoguei e temperei com sal , uma pitada de açúcar e óregãos . quando começou a secar juntei um copo de vinho branco deixei apurar , corrigi os temperos e tirei do lume . Voltei a deitar um pouco de azeite na frigideira que regressou ao lume com um dente de alho picado . Uma vez quente, fritei aí a “carne” das beringelas , à qual depois juntei parte do molho de tomate , tendo deixado cozinhar em conjunto durante uns 20 minutos, debaixo da minha vigilância de colher de pau em punho. Com essa mistura voltei a encher as beringelas , por cima arrumei umas fatias generosas de queijo de cabra , e as metades de beringelas assim animadas , foram para um tabuleiro untado com azeite . A tomatada restante deitei-a em volta dos legumes. O tabuleiro esteve 30 minutos no forno a 200º e foi para a mesa como entrada , preparando o caminho para um super caril de gambas como eu gostava de fazer . Beringelas com frango Na segunda receita usei um peito de frango cozido que tinha no frigorífico e que comecei por fritar em azeite e alho para ganhar uma capa tostada, após o que cortei a carne em pedaços pequenos e reservei . Deitei mais azeite na frigideira , e juntei-lhe uma colher de chá de sementes de cominhos que fritaram um pouco antes de receberem a companhia de uma cebola picada. Uma vez refogada a cebola juntei a carne da beringela e 10 minutos depois os pedaços de frango . Com esta fritura recheei as beringelas e por cima de cada metade deitei 2 colheres de sopa de natas e 3 colheres de sopa de pão ralado feito por mim com 2 fatias de pão , casca de limão e salsa . Antes de levar ao forno deitei sobre o pão ralado uns pedacitos de manteiga . Pois … Eu gostei muito .

1.9.06

...

Mas depois fomos todos a Ponte de Sôr fazer muitas  compras , em especial as beringelas pedidas pela Viviana .

Assim que tiver tempo volto a elas ( as beringelas )