Como é bom, poder ir a um restaurante onde já fui imensas vezes e sair de lá de novo, com um sorriso nos lábios, dizendo:
- Isto hoje estava muito bom !
E , apesar de me responderem que “está sempre bom” , e eu saber que é verdade , sei também que às vezes as expectativas são superadas . Pode ser da sequência de pratos , ou da temperatura ambiente , pode ser do mês do ano ou da companhia , mas às vezes tudo se conjuga na busca interminável da perfeição.
Foi assim:
Entradas : Chamuças e Baji Puri
Pratos : Amotik de Raia , Caril de camarão com quiabos , Vindalho
Sobremesa : Chamuças de tâmara e caju
Café e Bushmills
Que dizer ? Obrigado Maria dos Anjos , obrigado Jesus
30.5.06
Mais croquetes
Volto ao assunto das batatas cozidas e esmagadas no “potato ricer”.
Desta vez fiz umas bolinhas pequenas, tipo aperitivo, que me agradaram bastante , a minha filha também gostou e comeu várias , mas a vertente maternal do nosso núcleo familiar, achou um pouco desenxabidas, e disse que deveriam ter mais queijo . Talvez sim … para a próxima ponho mais queijo , ou será melhor outro queijo ?
Bem , esmagadas as batatas , juntei-lhes um pacote pequeno de natas , temperei com sal e misturei tudo . A este puré , adicionei duas colheres de sopa com azeite de manjericão - 10 folhas de manjericão , meio dente de alho ( ultimamente tenho usado muitos meios-alhos !!!) e uma colher de chá com sal , tudo esmagado no almofariz e depois untado com duas colheres de sopa de azeite – e mexi para espalhar o sabor do manjericão.
Guardei o puré no frigorífico durante 1 hora , passada a qual comecei a fazer bolinhas . Nas bolinhas de puré, abri uma cavidade que preenchi com mozarela ralada . Fechei as bolinhas com cuidado para não reabrirem ao fritar , passei por farinha , ovo , pão ralado e pimba. Óleo com elas , que fritas é que são boas .
Ainda congelei uma meia dúzia para um destes dias .
Desta vez fiz umas bolinhas pequenas, tipo aperitivo, que me agradaram bastante , a minha filha também gostou e comeu várias , mas a vertente maternal do nosso núcleo familiar, achou um pouco desenxabidas, e disse que deveriam ter mais queijo . Talvez sim … para a próxima ponho mais queijo , ou será melhor outro queijo ?
Bem , esmagadas as batatas , juntei-lhes um pacote pequeno de natas , temperei com sal e misturei tudo . A este puré , adicionei duas colheres de sopa com azeite de manjericão - 10 folhas de manjericão , meio dente de alho ( ultimamente tenho usado muitos meios-alhos !!!) e uma colher de chá com sal , tudo esmagado no almofariz e depois untado com duas colheres de sopa de azeite – e mexi para espalhar o sabor do manjericão.
Guardei o puré no frigorífico durante 1 hora , passada a qual comecei a fazer bolinhas . Nas bolinhas de puré, abri uma cavidade que preenchi com mozarela ralada . Fechei as bolinhas com cuidado para não reabrirem ao fritar , passei por farinha , ovo , pão ralado e pimba. Óleo com elas , que fritas é que são boas .
Ainda congelei uma meia dúzia para um destes dias .
29.5.06
Sopas frias . Salmorejo e Caçik
Este calor está bom para refrescos . Na sexta feira , fui para casa a pensar em gaspacho , ou melhor , salmorejo que é o que agora faço e lá teve de ser . No copo misturador deitei 4 tomates bem maduros ( daqueles em vias de ficarem impróprios ) aos quais tirei a pele , migados para o copo , uma fatia de pão , meio dente de alho , sal e óregãos . Enquanto aquilo passava ao modo papa-homogénea , pus 2 ovos a cozer e tirei a casca e as sementes a meio pepino .
Deitei sal no pepino e deixei-o a pensar nisso durante algum tempo.
À papa de tomate e pão , juntei água , azeite , sal e um toque de vinagre . Provei e consegui entrever a felicidade que se revelaria mais tarde, quando a temperatura fosse a correcta e os sabores estivessem devidamente desenvolvidos, ao ponto de merecerem o nome de salmorejo .
Passei o pepino por água , escorri e piquei em mini cubos .
Descasquei os ovos e piquei
Abri uma embalagem de presunto ( como eu gostaria de dizer que tinha ido ao talho da esquina, onde tinham cortado à mão umas taliscas de bom presunto de bolota … ) e arrumei umas fatias num pratinho que foi para a mesa junto com o presunto e os ovos .
A minha filha achou um pouco picante , por causa do alho , mas bom à mesma . E comeu tudo .
No dia seguinte resolvi variar e fazer versão turca da coisa. Assim fiz a sopa com 4 iogurtes magros, que estiveram a escorrer durante 1 hora, um pepino tratado como atrás se conta , meio dente de alho , meia colher de sopa com salsa picada , uma colher de sopa com azeite , uma colher de chá com vinagre e bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz até ficar tudo bem desfeito . Juntei água , deitei sal e um pouco mais de azeite e levei ao frigorífico até à hora de jantar . Eu gostei muito , mas a minha pequenina não .
Os turcos chamam-lhe Caçik .
PS : Para a Rititi
Deitei sal no pepino e deixei-o a pensar nisso durante algum tempo.
À papa de tomate e pão , juntei água , azeite , sal e um toque de vinagre . Provei e consegui entrever a felicidade que se revelaria mais tarde, quando a temperatura fosse a correcta e os sabores estivessem devidamente desenvolvidos, ao ponto de merecerem o nome de salmorejo .
Passei o pepino por água , escorri e piquei em mini cubos .
Descasquei os ovos e piquei
Abri uma embalagem de presunto ( como eu gostaria de dizer que tinha ido ao talho da esquina, onde tinham cortado à mão umas taliscas de bom presunto de bolota … ) e arrumei umas fatias num pratinho que foi para a mesa junto com o presunto e os ovos .
A minha filha achou um pouco picante , por causa do alho , mas bom à mesma . E comeu tudo .
No dia seguinte resolvi variar e fazer versão turca da coisa. Assim fiz a sopa com 4 iogurtes magros, que estiveram a escorrer durante 1 hora, um pepino tratado como atrás se conta , meio dente de alho , meia colher de sopa com salsa picada , uma colher de sopa com azeite , uma colher de chá com vinagre e bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz até ficar tudo bem desfeito . Juntei água , deitei sal e um pouco mais de azeite e levei ao frigorífico até à hora de jantar . Eu gostei muito , mas a minha pequenina não .
Os turcos chamam-lhe Caçik .
PS : Para a Rititi
27.5.06
Torricada ou toiras
O ping-pong inter-blogues é uma actividade sempre proveitosa , às vezes fica-se pelos comentários mas noutras alturas saltam para a frente como agora . Este post complementa os comentários que fiz no blog da Paula , o Rap’ó Tacho
Torricada ou toiras – fatias de pão com golpes em losango , torradas nas brasas . Abrem-se um pouco pelos cortes , esfregam-se com alhos e regam-se com azeite ou esfregam-se com toucinho cozido . Voltam ao lume até chiar
A mesa do Tejo de Marília Abel e Carlos Consiglieri ( pag 98)
Toiras – Cortam-se fatias de pão de milho ou centeio (…) , golpeiam-se em quadrados , torra-se ligeiramente dos dois lados , esfrega-se com dentes de alho e polvilha-se com sal .
Volta ao lume e continua a torrar , rega-se dum lado e do outro com azeite e volta ao lime até começar a fritar .
O melhor da cozinha regional portuguesa de Maria Odette Cortes Valente ( pag 103)
Eu sou grande adepto destes arranjinhos de pão torrado , alho , azeite e flor de sal mas junto quase sempre orégãos , às vezes esfrego metades de tomate ( como se faz em Espanha ) e nunca devolvo o pão ao lume depois de o temperar .
A consultar ainda a bibliografia culinária de Espanha com o pa amb tomaquet catalão e as derivações que existem na Andaluzia com presunto por exemplo , e também a bruschetta italiana, que algumas vezes surge escondida em delírios de ingredientes , mas que é na sua origem um simples pão torrado com sal , azeite , às vezes alho , às vezes óregãos … e com um culto próprio .
Torricada ou toiras – fatias de pão com golpes em losango , torradas nas brasas . Abrem-se um pouco pelos cortes , esfregam-se com alhos e regam-se com azeite ou esfregam-se com toucinho cozido . Voltam ao lume até chiar
A mesa do Tejo de Marília Abel e Carlos Consiglieri ( pag 98)
Toiras – Cortam-se fatias de pão de milho ou centeio (…) , golpeiam-se em quadrados , torra-se ligeiramente dos dois lados , esfrega-se com dentes de alho e polvilha-se com sal .
Volta ao lume e continua a torrar , rega-se dum lado e do outro com azeite e volta ao lime até começar a fritar .
O melhor da cozinha regional portuguesa de Maria Odette Cortes Valente ( pag 103)
Eu sou grande adepto destes arranjinhos de pão torrado , alho , azeite e flor de sal mas junto quase sempre orégãos , às vezes esfrego metades de tomate ( como se faz em Espanha ) e nunca devolvo o pão ao lume depois de o temperar .
A consultar ainda a bibliografia culinária de Espanha com o pa amb tomaquet catalão e as derivações que existem na Andaluzia com presunto por exemplo , e também a bruschetta italiana, que algumas vezes surge escondida em delírios de ingredientes , mas que é na sua origem um simples pão torrado com sal , azeite , às vezes alho , às vezes óregãos … e com um culto próprio .
25.5.06
Tandoori
Lá em casa todos gostam de frango tandoori . Um destes dias até umas amigas da minha filha provaram e aprovaram . Ainda por cima tenho uma mercearia indiana perto de casa e por isso em qualquer altura passo por lá para comprar a pasta de tandoori.
Tiro a pele a um frango , retiro o peito e as pernas – às vezes desosso-as , outras vezes não – parto cada um dos peitos em 3 pedaços e barro com uma mistura de 2 ou 3 colheres de sopa de pasta de tandoori para 2 embalagens de iogurte magro escorrido .
Para escorrer o iogurte , desenformo-o com cuidado para um passador de rede e deixo assim durante ( pelo menos ) 2 horas . Os iogurtes vão largar muita água e encolher bastante . Depois é só bater um pouco com o garfo , misturar com a pasta de tandoori e barrar a carne.
Feito isto , deixo a carne marinar durante um mínimo de 2 horas , mas muitas vezes fica de um dia para o outro. Resta apenas levar ao forno até estar assado – 45 minutos a 200º
Até para pic-niques este frango serve , e se for feito no carvão só melhora .
O acompanhamento normal é um arroz branco aromatizado com canela . cravinho , etc . Isso fica para depois
Tiro a pele a um frango , retiro o peito e as pernas – às vezes desosso-as , outras vezes não – parto cada um dos peitos em 3 pedaços e barro com uma mistura de 2 ou 3 colheres de sopa de pasta de tandoori para 2 embalagens de iogurte magro escorrido .
Para escorrer o iogurte , desenformo-o com cuidado para um passador de rede e deixo assim durante ( pelo menos ) 2 horas . Os iogurtes vão largar muita água e encolher bastante . Depois é só bater um pouco com o garfo , misturar com a pasta de tandoori e barrar a carne.
Feito isto , deixo a carne marinar durante um mínimo de 2 horas , mas muitas vezes fica de um dia para o outro. Resta apenas levar ao forno até estar assado – 45 minutos a 200º
Até para pic-niques este frango serve , e se for feito no carvão só melhora .
O acompanhamento normal é um arroz branco aromatizado com canela . cravinho , etc . Isso fica para depois
22.5.06
Batatas
Na semana passada comprei um livro de receitas dedicado às batatas.
Há lá muita coisa engraçada , incluindo uma espécie de lasagna , feita com rodelas finas de batata , vários ideias para misturar sabores no puré de batata ( pesto , wasabi , aipo , etc ) , receitas de recheios para as ditas , and so on …
No domingo testei uma dessas receitas. Uma espécie de croquetes em forma de hamburger , e que como se vê logo permite muitas variantes . Na verdade a receita original recomendam o uso de salmão em lata e eu fiz com atum . Nada demasiado original …
Comecei por cozer 4 batatas , que depois reduzi a puré com o meu “Potato ricer”.
Não misturei nada no puré , deixei a arrefecer e fui tratar do resto .
Para juntar ao puré é preciso esmagar com um garfo o conteúdo de uma lata de atum escorrida do seu óleo ( ATENÇÃO – já todos sabem que não se deve deitar óleo para os canos , mas sim para o lixo comum , dentro de um saco ou de uma garrafa de plástico por exemplo … ) . Ao atum juntei meia cebola bem picada , uma “mão cheia de salsa também picada , sumo de meio limão e a casaca ralada do mesmo . Pitada de sal , pitada de noz moscada ralada ali mesmo e não pus pimenta por causa da minha menina , que depois ao jantar resolveu comer frango de tandoori embora eu lhe tivesse dito que estava picante …
Esta papa junta-se ao puré de batata, e vai descansar meia hora para o frigorífico . Entretanto , o que eu fiz foi ralar um pouco de pão duro que lá tinha , não ficou muito fino pois eu gosto de sentir o pão estaladiço na boca , e neste caso justifica-se mais ainda pela consistência do puré . Ralado o pão , preparei uma prato com farinha , outro com 1 ovo batido com uma colher de sopa de leite e comecei a dividir o puré em bolas iguais, por forma a dar-lhes depois um aspecto de hamburger “grossito” . Neste processo enfarinhei as mãos para assim espalmar a bola de puré , depois passei-a pela farinha , sacudi o excesso passei para o prato do ovo e por fim para o pão (mal) ralado .
Chegado aqui foi só fritar em óleo bem quente , escorrer e depois servir com a tradicional salada de alface , tomate e cebola
Não misturei nada no puré , deixei a arrefecer e fui tratar do resto .
Para juntar ao puré é preciso esmagar com um garfo o conteúdo de uma lata de atum escorrida do seu óleo ( ATENÇÃO – já todos sabem que não se deve deitar óleo para os canos , mas sim para o lixo comum , dentro de um saco ou de uma garrafa de plástico por exemplo … ) . Ao atum juntei meia cebola bem picada , uma “mão cheia de salsa também picada , sumo de meio limão e a casaca ralada do mesmo . Pitada de sal , pitada de noz moscada ralada ali mesmo e não pus pimenta por causa da minha menina , que depois ao jantar resolveu comer frango de tandoori embora eu lhe tivesse dito que estava picante …
Esta papa junta-se ao puré de batata, e vai descansar meia hora para o frigorífico . Entretanto , o que eu fiz foi ralar um pouco de pão duro que lá tinha , não ficou muito fino pois eu gosto de sentir o pão estaladiço na boca , e neste caso justifica-se mais ainda pela consistência do puré . Ralado o pão , preparei uma prato com farinha , outro com 1 ovo batido com uma colher de sopa de leite e comecei a dividir o puré em bolas iguais, por forma a dar-lhes depois um aspecto de hamburger “grossito” . Neste processo enfarinhei as mãos para assim espalmar a bola de puré , depois passei-a pela farinha , sacudi o excesso passei para o prato do ovo e por fim para o pão (mal) ralado .
Chegado aqui foi só fritar em óleo bem quente , escorrer e depois servir com a tradicional salada de alface , tomate e cebola
18.5.06
Garides me feta
O prato principal foi “Garides me feta” , que é como quem diz Camarão com queijo feta.
Já antes escrevi sobre este petisco grego , mas há várias razões para voltar a ele.
Em primeiro lugar não é uma conjugação vulgar ( camarões , molho de tomate e queijo) , em segundo lugar creio que (ainda ) não convenci ninguém a testar esta receita e , além de tudo o mais este prato tem muito do que eu prezo na cozinha , ou seja , é simples , vive de produtos vulgares e tem aquele aspecto de petisco de tasca que permite a 4 pessoas sentarem-se numa esplanada à beira mar , em volta do prato acabado de sair do forno e com um garfo numa mão e pão na outra limparem aquilo e mais umas garrafas de branco bem fresco , num final de tarde de verão , quando já sopra uma brisa e se anuncia uma noite longa .
Set Delírio off
Para começar tratei da tomatada , coisa sem segredos além do bom tomate e do lume brando . Comecei por refogar em azeite , 2 cebolas cortadas em rodelas , 2 dentes de alho esmagados , uma folha de louro , ½ pau de canela e 3 cravinhos. Depois , provei , juntei sal e de seguida , 6 tomates bem maduros aos quais apenas tirei a pele . Tapei e esperei 10 minutos . Passado esse tempo tirei a canela , deitei um copo de vinho branco e assim que levantou fervura ,baixei o lume , deitei uma colher de chá com açúcar , oregãos e deixei fervilhar por tempo indeterminado – 30 ou 40 minutos ...
Cobri o fundo dum prato grande de barro , com várias colheradas da tomatada , arrumei por cima os camarões crus e descascados , espalhei umas folhas de manjericão rasgadas por cima dos bichos , tapei com o resto do molho e completei o arranjinho , esfarelando uma barra de 200gr feta .
Levei o prato para o forno ( 20 ou 25 minutos) a 200º e nos derradeiros minutos torrei fatias de pão que foram o único acompanhamento .
Já na mesa , despejei sobre o queijo derretido duas ou três colheres de sopa com azeite de manjericão , que sendo opcional, ficou muito bem
Noutras alturas preparei este prato , usando aneto , uma erva que também se adequa , mas desta vez deu-me para o manjericão.
Confesso que gostei muito dos elogios e acima de tudo, gostei de ver tudo aquilo a desaparecer em três tempos ...
Já antes escrevi sobre este petisco grego , mas há várias razões para voltar a ele.
Em primeiro lugar não é uma conjugação vulgar ( camarões , molho de tomate e queijo) , em segundo lugar creio que (ainda ) não convenci ninguém a testar esta receita e , além de tudo o mais este prato tem muito do que eu prezo na cozinha , ou seja , é simples , vive de produtos vulgares e tem aquele aspecto de petisco de tasca que permite a 4 pessoas sentarem-se numa esplanada à beira mar , em volta do prato acabado de sair do forno e com um garfo numa mão e pão na outra limparem aquilo e mais umas garrafas de branco bem fresco , num final de tarde de verão , quando já sopra uma brisa e se anuncia uma noite longa .
Set Delírio off
Para começar tratei da tomatada , coisa sem segredos além do bom tomate e do lume brando . Comecei por refogar em azeite , 2 cebolas cortadas em rodelas , 2 dentes de alho esmagados , uma folha de louro , ½ pau de canela e 3 cravinhos. Depois , provei , juntei sal e de seguida , 6 tomates bem maduros aos quais apenas tirei a pele . Tapei e esperei 10 minutos . Passado esse tempo tirei a canela , deitei um copo de vinho branco e assim que levantou fervura ,baixei o lume , deitei uma colher de chá com açúcar , oregãos e deixei fervilhar por tempo indeterminado – 30 ou 40 minutos ...
Cobri o fundo dum prato grande de barro , com várias colheradas da tomatada , arrumei por cima os camarões crus e descascados , espalhei umas folhas de manjericão rasgadas por cima dos bichos , tapei com o resto do molho e completei o arranjinho , esfarelando uma barra de 200gr feta .
Levei o prato para o forno ( 20 ou 25 minutos) a 200º e nos derradeiros minutos torrei fatias de pão que foram o único acompanhamento .
Já na mesa , despejei sobre o queijo derretido duas ou três colheres de sopa com azeite de manjericão , que sendo opcional, ficou muito bem
Noutras alturas preparei este prato , usando aneto , uma erva que também se adequa , mas desta vez deu-me para o manjericão.
Confesso que gostei muito dos elogios e acima de tudo, gostei de ver tudo aquilo a desaparecer em três tempos ...
Rolinhos de salmão
Outra das entradas , a primeira a ir para a mesa por sinal , foram uns rolinhos de salmão fumado.
Comecei por tratar do pepino , que descasquei , cortei ao meio , limpei de pevides e deixei 15 minutos com sal . Depois lavei bem e cortei palitos finos.
O abacate era outro dos componentes , e como é costume , abri-o ao meio e com uma colher separei a polpa da casca. Cortei em palitos finos e espremi um pouco de limão para que não escurecesse. Como em tempos li ( ou sonhei ) que mantendo o caroço junto com a polpa esta preserva-se melhor , lá juntei o caroço .
E chegou a vez de estender os filetes de salmão , que depois também levaram umas gotas de limão e um risquinho de wasabi . Feito isto, só faltava lavar o cebolinho que usei no final.
Em cada filete de salmão, dispus 3 palitos de pepino e 5 ou 6 de abacate . depois , com cuidado , fiz um rolo que fechei usando o cebolinho como se fosse um cordel .
Numa tigela , misturei 3 colheres de sopa de molho de soja , 1 colher de chá com vinagre de arroz e 1/2 colher de chá com açúcar. Misturei bem e deitei sobre os rolos antes de os levar para a mesa .
Estava muito bom , mas com salmão fresco em vez de fumado, ficaria muito melhor.
Comecei por tratar do pepino , que descasquei , cortei ao meio , limpei de pevides e deixei 15 minutos com sal . Depois lavei bem e cortei palitos finos.
O abacate era outro dos componentes , e como é costume , abri-o ao meio e com uma colher separei a polpa da casca. Cortei em palitos finos e espremi um pouco de limão para que não escurecesse. Como em tempos li ( ou sonhei ) que mantendo o caroço junto com a polpa esta preserva-se melhor , lá juntei o caroço .
E chegou a vez de estender os filetes de salmão , que depois também levaram umas gotas de limão e um risquinho de wasabi . Feito isto, só faltava lavar o cebolinho que usei no final.
Em cada filete de salmão, dispus 3 palitos de pepino e 5 ou 6 de abacate . depois , com cuidado , fiz um rolo que fechei usando o cebolinho como se fosse um cordel .
Numa tigela , misturei 3 colheres de sopa de molho de soja , 1 colher de chá com vinagre de arroz e 1/2 colher de chá com açúcar. Misturei bem e deitei sobre os rolos antes de os levar para a mesa .
Estava muito bom , mas com salmão fresco em vez de fumado, ficaria muito melhor.
17.5.06
Ontem ao jantar - Batatas recheadas
Cheguei a casa cedo e comecei a tratar das entradas . Primeiro pus umas batatas a cozer , que depois escorri e deixei arrefecer .
Nessa altura, coloquei ao lume um frigideira com um pouco de azeite e tirei a pele a uma morcela, que desmanchei para cima do azeite quente . Dei-lhe umas voltas e juntei-lhe uma cebola picada , uma colher de café com cominhos , e o sumo de meio limão . Mexi , remexi e apaguei o lume.
Então, virei-me de novo para as batatas. Cortei-as ao meio e escavei cada metade, para preencher com o preparado de morcela .
Arrumei as batatas recheadas num tabuleiro, deitei-lhes em cima um pouco de azeite e mais tarde foram para o forno quente (a 200º) durante 20 minutos.
Antes de irem para a mesa deitei por cima um pouco de flor de sal, pois ao provar o recheio achei-o um pouco insonso.
Nessa altura, coloquei ao lume um frigideira com um pouco de azeite e tirei a pele a uma morcela, que desmanchei para cima do azeite quente . Dei-lhe umas voltas e juntei-lhe uma cebola picada , uma colher de café com cominhos , e o sumo de meio limão . Mexi , remexi e apaguei o lume.
Então, virei-me de novo para as batatas. Cortei-as ao meio e escavei cada metade, para preencher com o preparado de morcela .
Arrumei as batatas recheadas num tabuleiro, deitei-lhes em cima um pouco de azeite e mais tarde foram para o forno quente (a 200º) durante 20 minutos.
Antes de irem para a mesa deitei por cima um pouco de flor de sal, pois ao provar o recheio achei-o um pouco insonso.
Ontem ao jantar - 1
Ontem ao jantar estavam à mesa algumas das pessoas de quem mais gosto e por isso o jantar foi uma coisa esmerada , cheia de planos e em parte preparado com alguma antecedência, coisa rara na minha cozinha que normalmente vive de improvisos , alimentando assim alguns falhanços históricos
Mas desta vez não.
Mas desta vez não.
16.5.06
Gigantes
No sábado comprei, no mercado do Lumiar, daqueles feijões brancos enormes, que acho serem os mesmos a que chamam feijoca na Covilhã e que os gregos chamam gigantes. A minha ideia era prepará-los com molho de tomate , à maneira grega, mais uma novidade lá em casa . Ao jantar quando os levei para a mesa, estava um pouco receoso das reacções, mas afinal todos gostaram e a minha filha já me disse que hoje ao jantar queria daqueles feijões .
A primeira coisa a fazer é por o feijão de molho , como de costume , isto é , água a cobrir e fica assim de um dia para o outro . No dia seguinte, preparei uma panela grande com água , cebola , folha de louro e cravinho . O sal só entra mais tarde. Nessa água deitei os feijões inchados e escorridos , acendi o lume , deixei levantar fervura , reduzi o calor e deixei-os em paz no seu banho perfumado . Passada meia horita juntei uma mão cheia de sal e esperei até que os gigantes estivessem cozidos – como diria o James Bonde , tenros mas não desfeitos.
Ao todo devem ter passado 40 ou 45 minutos . Se não estiverem muito cozidos , podem arrefecer na água , a qual deve ser reutilizada para preparar uma sopa ou um arrozito .
Guardei os feijões numa tigela e deitei-lhe um fio de azeite pois pareceu-me uma boa companhia.
Entretanto preparei um molho de tomate grosseiro , com um ligeiro refogado de 2 cebolas em rodelas, um dente de alho picado e uma folha de louro . Deitei sal na cebola, antes de juntar 6 tomates sem pele , que foram migados directamente para a panela (assim não se perde o suco ) . Mexi e tapei . Passados 10 minutos destapei, mexi e deitei uma colher de chá com açúcar , uma pitada de oregãos e mexi de novo . Passados outros 10 minutos juntei meio copo com vinho branco . aumentei o lume e 4 ou 5 minutos depois dei a coisa por terminada . Esta tomatada não deve secar e se for preciso deve juntar-se um pouco de água .
Para completar o prato eu queria usar salsicha fresca mas não havia e comprei uma coisa chamada salsicha silesiana , que é uma salsicha pré-cozida , que encontrei no super mercado, e ficou muito bem.
Num tabuleiro de ir ao forno deitei os feijões , cortei duas salsichas ( são grandinhas ) às rodelas que misturei ao feijão e deitei por cima o molho de tomate . Dei uns abanões para o molho penetrar e levei ao forno a 200 º durante 30 minutos . No fim torrei fatias de pão e levei para a mesa com o tabuleirodo feijão e o galheteiro do azeite . O azeite cru por cima dos feijões só lhe faz bem , e o pão ensopado na mistura de azeite e tomatada é uma delícia .
A primeira coisa a fazer é por o feijão de molho , como de costume , isto é , água a cobrir e fica assim de um dia para o outro . No dia seguinte, preparei uma panela grande com água , cebola , folha de louro e cravinho . O sal só entra mais tarde. Nessa água deitei os feijões inchados e escorridos , acendi o lume , deixei levantar fervura , reduzi o calor e deixei-os em paz no seu banho perfumado . Passada meia horita juntei uma mão cheia de sal e esperei até que os gigantes estivessem cozidos – como diria o James Bonde , tenros mas não desfeitos.
Ao todo devem ter passado 40 ou 45 minutos . Se não estiverem muito cozidos , podem arrefecer na água , a qual deve ser reutilizada para preparar uma sopa ou um arrozito .
Guardei os feijões numa tigela e deitei-lhe um fio de azeite pois pareceu-me uma boa companhia.
Entretanto preparei um molho de tomate grosseiro , com um ligeiro refogado de 2 cebolas em rodelas, um dente de alho picado e uma folha de louro . Deitei sal na cebola, antes de juntar 6 tomates sem pele , que foram migados directamente para a panela (assim não se perde o suco ) . Mexi e tapei . Passados 10 minutos destapei, mexi e deitei uma colher de chá com açúcar , uma pitada de oregãos e mexi de novo . Passados outros 10 minutos juntei meio copo com vinho branco . aumentei o lume e 4 ou 5 minutos depois dei a coisa por terminada . Esta tomatada não deve secar e se for preciso deve juntar-se um pouco de água .
Para completar o prato eu queria usar salsicha fresca mas não havia e comprei uma coisa chamada salsicha silesiana , que é uma salsicha pré-cozida , que encontrei no super mercado, e ficou muito bem.
Num tabuleiro de ir ao forno deitei os feijões , cortei duas salsichas ( são grandinhas ) às rodelas que misturei ao feijão e deitei por cima o molho de tomate . Dei uns abanões para o molho penetrar e levei ao forno a 200 º durante 30 minutos . No fim torrei fatias de pão e levei para a mesa com o tabuleirodo feijão e o galheteiro do azeite . O azeite cru por cima dos feijões só lhe faz bem , e o pão ensopado na mistura de azeite e tomatada é uma delícia .
15.5.06
Arroz doce
Sim
- Cozer o arroz doce em água ou directamente no leite
- “Abrir” o arroz em água e depois cozer em leite
- Usar ou não usar ovos
- Aromatizar com casca de limão , pau de canela e folha de laranjeira ( encontrei uma receita a referir esta última e vou testar )
- Polvilhar a canela em quente , depois de amornar ou em frio – porquê ?
Não
- É muito difícil ou impossível cozer o arroz em leite já com o açúcar, ou em leite a ferver
- Cozer o arroz doce em água ou directamente no leite
- “Abrir” o arroz em água e depois cozer em leite
- Usar ou não usar ovos
- Aromatizar com casca de limão , pau de canela e folha de laranjeira ( encontrei uma receita a referir esta última e vou testar )
- Polvilhar a canela em quente , depois de amornar ou em frio – porquê ?
Não
- É muito difícil ou impossível cozer o arroz em leite já com o açúcar, ou em leite a ferver
12.5.06
Arroz doce
O arroz doce faz parte da minha vida desde sempre . Em várias versões , com ou sem ovos , mais ou menos seco , feito com sobras de arroz branco , etc . “Afinal o que importa , não é a literatura , nem a crítica de arte, nem a câmara escura …(1) ” , e aqui, o que importa é o resultado das tarefas culinárias , e fazer arroz doce não é simples nem óbvio .
Neste caso , decidi experimentar uma receita aprendida com quem está frente ao fogão na Tasca do Montinho, que já fiz duas vezes sem ter passado da fase “não está mau , mas …” .
Comecei por colocar uma panela ao lume, com 1 litro de leite , 1 pau de canela , casca de limão e umas pedrinhas de sal . Depois do leite ter levantado fervura , baixei o lume para o mínimo (mesmo), esperei para a temperatura reduzir um pouco e juntei uma chávena de arroz carolino , lavado e escorrido. Durante o resto do tempo, o lume fica sempre no mínimo, pois se assim não for, o arroz ficará encruado e bem que se pode deitar fora e começar de novo. O arroz quando nasce é para ser cozido em água e só com muito carinho é que se consegue convencer os baguitos brancos a cozerem no leite .
Esta fase implica que se vá mexendo o arroz, para que não se formem blocos , durante , pelo menos 40 minutos. Passado esse tempo eu provo o arroz para verificar se já está cozido e eventualmente prolongo o processo até o resultado ser satisfatório, então junto uma chávena com açúcar , misturo e apago o lume . Em qualquer dos casos deve ficar sempre líquido ( aparentemente ) em excesso , pois o arroz ao arrefecer ainda vai absorver muito desse leite aromatizado .
Apagado o lume , despejei o arroz para as taças onde seria servido e quando já estava morno deitei-lhe a canela que completa o prato .
As minhas experiências deram resultados razoáveis mas vou continuar a experimentar , até ficar mesmo contente.
(1)Pastelaria - Mário Cesariny de Vasconcelos
Neste caso , decidi experimentar uma receita aprendida com quem está frente ao fogão na Tasca do Montinho, que já fiz duas vezes sem ter passado da fase “não está mau , mas …” .
Comecei por colocar uma panela ao lume, com 1 litro de leite , 1 pau de canela , casca de limão e umas pedrinhas de sal . Depois do leite ter levantado fervura , baixei o lume para o mínimo (mesmo), esperei para a temperatura reduzir um pouco e juntei uma chávena de arroz carolino , lavado e escorrido. Durante o resto do tempo, o lume fica sempre no mínimo, pois se assim não for, o arroz ficará encruado e bem que se pode deitar fora e começar de novo. O arroz quando nasce é para ser cozido em água e só com muito carinho é que se consegue convencer os baguitos brancos a cozerem no leite .
Esta fase implica que se vá mexendo o arroz, para que não se formem blocos , durante , pelo menos 40 minutos. Passado esse tempo eu provo o arroz para verificar se já está cozido e eventualmente prolongo o processo até o resultado ser satisfatório, então junto uma chávena com açúcar , misturo e apago o lume . Em qualquer dos casos deve ficar sempre líquido ( aparentemente ) em excesso , pois o arroz ao arrefecer ainda vai absorver muito desse leite aromatizado .
Apagado o lume , despejei o arroz para as taças onde seria servido e quando já estava morno deitei-lhe a canela que completa o prato .
As minhas experiências deram resultados razoáveis mas vou continuar a experimentar , até ficar mesmo contente.
(1)Pastelaria - Mário Cesariny de Vasconcelos
8.5.06
Salmorejo
Comecei com uma fatia generosa de pão alentejano , sem a côdea , que miguei para dentro do copo misturador . Depois tirei a pele a 5 tomates maduros, parti-os aos quartos e juntei ao pão. Juntei um dente de alho , uma pitada generosa de bons orégãos , sal grosso , coloquei a tampa e carreguei no botão . Quando a misturada começou a ficar homogénea, tirei a “tampinha da tampa” e por aí deitei 2 colheres de sopa com azeite . Deixei incorporar e juntei 2 copos com água . Segundos depois parei a máquina e provei . Juntei um pouco de vinagre ( cada um saberá o que isto quer dizer ) , uma pitada mais de sal e de água , mexi e provei até ficar contente . Depois deste “batido” cor de rosa ter refrescado no frigorífico , ficou perfeito . É assim que se recebe o verão, que ainda tarda …
Ai o pão ...
A melhor comida do fim de semana . Uma fatia de pão alentejano ( ou centeio escuro ) ligeiramente torrada, barrada com requeijão de Seia , salpicado com flor de sal , rúcula selvagem à vontade e um pouco de azeite em cima .
5.5.06
Sopas de lebre
Eu gosto de comer e gosto de ter companhia. Pessoas que apreciem , que cozinhem , que tragam coisas novas , que recomendem sítios. Foi com um grupo desses que , no início da semana, fui jantar , a casa de um deles . Nós, tanto nos juntamos em restaurantes como organizamos jantares em casa de uns e outros.
Desta vez foi em casa , para apreciar umas Sopas de Lebre , coisa bem alentejana , deliciosa e quase mágica , preparadas a preceito, pela mãe do dono da casa.
Para quem não conhece, pode parecer um prato estranho . A lebre escura , num caldo também escuro e ralo , que é deitado bem quente numa terrina onde repousam fatias finas de pão alentejano e um ramo de hortelã . É esta a delícia em questão. Claro que antes a lebre foi temperada e depois guisada com os seus miúdos a que mais tarde se juntam a água e o sangue, para assim formar aquele caldo escuro que depois vai ensopar
o pão . Para acompanhar estas sopas podem-se servir rodelas de rábano , ou tiras de pimento verde.
Desta vez foi em casa , para apreciar umas Sopas de Lebre , coisa bem alentejana , deliciosa e quase mágica , preparadas a preceito, pela mãe do dono da casa.
Para quem não conhece, pode parecer um prato estranho . A lebre escura , num caldo também escuro e ralo , que é deitado bem quente numa terrina onde repousam fatias finas de pão alentejano e um ramo de hortelã . É esta a delícia em questão. Claro que antes a lebre foi temperada e depois guisada com os seus miúdos a que mais tarde se juntam a água e o sangue, para assim formar aquele caldo escuro que depois vai ensopar
o pão . Para acompanhar estas sopas podem-se servir rodelas de rábano , ou tiras de pimento verde.
3.5.06
Linguini três vintes
Aos domingos vai-se ao Favas comer o belo cozido de grão . Por mim , teria lá ido almoçar, um daqueles repastos de 3 horas, que incluem os amolecedores álcoois finais , de fabrico irlandês sempre que possível , mas percebi que essa não era a táctica certa.
O Rodrigo queria ir ao Favas, mas sem admitir que ia lá almoçar um (belo) cozido e foi por isso que, por volta do meio dia , quando tivemos de passar pelo restaurante para combinar outros assuntos , eu , espreitando a lista afixada à porta , propus um lanche … o que conferiu à coisa um tom mais ligeiro , como se fosse só um pires ou uma colherada daquele caldinho e uma rodelita de chouriço ou menos .
Acertada a hora do lanche e feita a reserva da paparoca , voltámos às duras tarefas do sol e da piscina .
Então , para me entreter , fui preparar uma massa para aqueles que não queriam ir ao lanche e fiz linguini com azeite de manjericão , tomate e azeitonas pretas .
Comecei pelo azeite. Para isso lavei , sequei e piquei grosseiramente 20 folhas de manjericão que deitei para o copo misturador , juntei-lhes uma colher de chá com sal e meio dente de alho . Comecei com um triplo e curto BZZZ , depois fui blitzando as folhas enquanto juntava, aos poucos , um copo com azeite . Quando a coisa estava bem verde e desfeita parei , escorri e guardei o preparado . Cozi a massa sem contrariar as instruções do pacote , escorri , deitei-lhe duas colheres de sopa do molho verde e guardei, sem me preocupar com a temperatura pois era para comer fria .
Fui tratar de tirar o caroço e partir em pedaços , umas 20 azeitonas. Temperei-as com o sumo de meio limão e uma rodela de casca do mesmo , bem picadinha .
Parti ao meio alguns tomates ( 20 ?) cereja , que temperei ligeiramente com pouco sal e pimenta preta .
Juntei tudo , mexi e remexi . Deitei mais umas colheradas de azeite de manjericão por cima e pronto . Foi um vê se te avias . Quando voltámos do lanche não havia nada de massa , e já quase não havia o salmorejo que entretanto eu também preparara .
Se houvesse mais coisas ( queijos , rucula , anchovas …) teria juntado , mas não sei se ficaria melhor .
Esta receita é dedicada ao Nuno , o dixlecico … isdlexico … ixdleciic , whatever , o maior troca dedos e letras que conheço .
O Rodrigo queria ir ao Favas, mas sem admitir que ia lá almoçar um (belo) cozido e foi por isso que, por volta do meio dia , quando tivemos de passar pelo restaurante para combinar outros assuntos , eu , espreitando a lista afixada à porta , propus um lanche … o que conferiu à coisa um tom mais ligeiro , como se fosse só um pires ou uma colherada daquele caldinho e uma rodelita de chouriço ou menos .
Acertada a hora do lanche e feita a reserva da paparoca , voltámos às duras tarefas do sol e da piscina .
Então , para me entreter , fui preparar uma massa para aqueles que não queriam ir ao lanche e fiz linguini com azeite de manjericão , tomate e azeitonas pretas .
Comecei pelo azeite. Para isso lavei , sequei e piquei grosseiramente 20 folhas de manjericão que deitei para o copo misturador , juntei-lhes uma colher de chá com sal e meio dente de alho . Comecei com um triplo e curto BZZZ , depois fui blitzando as folhas enquanto juntava, aos poucos , um copo com azeite . Quando a coisa estava bem verde e desfeita parei , escorri e guardei o preparado . Cozi a massa sem contrariar as instruções do pacote , escorri , deitei-lhe duas colheres de sopa do molho verde e guardei, sem me preocupar com a temperatura pois era para comer fria .
Fui tratar de tirar o caroço e partir em pedaços , umas 20 azeitonas. Temperei-as com o sumo de meio limão e uma rodela de casca do mesmo , bem picadinha .
Parti ao meio alguns tomates ( 20 ?) cereja , que temperei ligeiramente com pouco sal e pimenta preta .
Juntei tudo , mexi e remexi . Deitei mais umas colheradas de azeite de manjericão por cima e pronto . Foi um vê se te avias . Quando voltámos do lanche não havia nada de massa , e já quase não havia o salmorejo que entretanto eu também preparara .
Se houvesse mais coisas ( queijos , rucula , anchovas …) teria juntado , mas não sei se ficaria melhor .
Esta receita é dedicada ao Nuno , o dixlecico … isdlexico … ixdleciic , whatever , o maior troca dedos e letras que conheço .
Avis - 1
Foi um fim de semana quase perfeito .
Com bom tempo , amigos , descanso , sol , piscina e … petiscos .
Logo à chegada fomos direitos à Tasca do Montinho ( o Favas ) para lanchar .
Febras de vinagrete ( as febras grelhadas e depois partidas em pedaços pequenos , para melhor receberem o tempero de azeite , vinagre ,alho picado e salsa ), salada de grão , ovo cozido e bacalhau assado desfiado e umas belas imperiais.
Nessa noite voltámos ao Favas e foi a vez dum óptimo “Arroz de lebre” seguido por pruridos na hora de escolher a sobremesa, que por isso se transformou num pobre e desacompanhado café . Tenho de emagrecer para poder voltar a engordar !!!
As excursões ao Favas só terminaram no dia de descanso dele , mas antes ainda conseguimos lanchar (!!!) um Cozido de Grão , daqueles que não se conseguem explicar .
Nesse dia , antes de ir para o lanche , fiz uma massita para os meus amigos que não se deixaram tentar pelo lanche .
Com bom tempo , amigos , descanso , sol , piscina e … petiscos .
Logo à chegada fomos direitos à Tasca do Montinho ( o Favas ) para lanchar .
Febras de vinagrete ( as febras grelhadas e depois partidas em pedaços pequenos , para melhor receberem o tempero de azeite , vinagre ,alho picado e salsa ), salada de grão , ovo cozido e bacalhau assado desfiado e umas belas imperiais.
Nessa noite voltámos ao Favas e foi a vez dum óptimo “Arroz de lebre” seguido por pruridos na hora de escolher a sobremesa, que por isso se transformou num pobre e desacompanhado café . Tenho de emagrecer para poder voltar a engordar !!!
As excursões ao Favas só terminaram no dia de descanso dele , mas antes ainda conseguimos lanchar (!!!) um Cozido de Grão , daqueles que não se conseguem explicar .
Nesse dia , antes de ir para o lanche , fiz uma massita para os meus amigos que não se deixaram tentar pelo lanche .
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