31.10.05

Espetadinhas

Parti a carne em pedaços pequenos que deixei a marinar em leite de coco , 1 colher de chá com  açafrão , o mesmo de cominhos , ½ colher de chá com pimenta de caiena e sal.
Para fazer o leite de coco usei coco ralado ao qual juntei água a ferver – um copo de coco e um e meio de água  . Com a varinha mágica  desfiz um pouco o coco e coei .  Com o coco que ficou no coador repeti o processo , desta vez usei 2 copos de água , triturei e coei , obtendo assim quase dois copos de sumo ralo de coco que guardei para depois .
A carne marinou durante 6 horas , passadas as quais fiz as tais espetadinhas. Para isso usei  uns palitos grandes de cocktail , o que me deu mais jeito do que os espetos de madeira normais, que teria de partir ao meio, pois eu não queria mais do que 3 pedacitos de carne em cada espetada , por forma  a poderem ser comidas à mão .  Feitas as espetadas fui acender as brasas e enquanto o lume ateava preparei o acompanhamento . Como as espetadas não tinham molho , e eu queria comer cuscuz , resolvi aromatizar o cuscuz  preparando-o com o sumo ralo do coco. Deitei numa tigela , um copo com cuscuz e o sumo ralo bem quente. Dei umas mexidelas e deixei que a osmose tratasse do resto . Os grãos de cuscuz foram inchando e secando até estarem prontos . Antes de comer aqueci a tigela em vapor, juntei uma colher de sopa com manteiga que se foi derretendo, tendo eu  o cuidado de ir mexendo.

As espetadinhas grelhadas , o cuscuz , umas rodelas de tomate e uma cerveja geladinha foram o meu almoço , comido  ao ar livre e com o pensamento no banho que depois tomaria no mar ( água morna ) da praia das Cabanas . Paradise,  man …        

Férias nas Cabanas

Os meus dias de férias em Cabanas não incluíram grandes feitos na cozinha . Em primeiro lugar porque estava  sozinho , depois porque não me faço acompanhar por uma mala gastronómica com alimentos , temperos e utensílios de cozinha . Não levo essa mala , mas se calhar devia levar, pois cada vez que lá chego corro a comprar cominhos e coentros moídos , açafrão , canela , cravinho , legumes  vários , massa ou arroz  ( desta vez foi cuscuz) , azeite, limões , coentros frescos , o belo sal de Tavira , etc …

A inspiração vem quase toda da excelente banca de legumes e fruta onde costumo fazer as minhas compras . Desta vez comprei tomate , feijão de debulhar , cebolas , alhos , cenouras , batatas ,2 beringelas , ovos e 2 belos queijos de cabra frescos , que vieram com o aviso :
- Aproveite que se estão a acabar , pois os cabritos estão a nascer e o leite fica para eles !
E eu pensei logo  em cabrito no forno , pobres bichos que ainda não nasceram e já eu lhes desejo esta sorte . Vou  acabar vegetariano, mas não é desta por certo … ai o cabritinho  com a barriga  recheada com arroz de miúdos que se como na Eirada ao pé da Covilhã …


Depois dos legumes fui até ao talho à procura de uma mão de borrego , já que se comprasse uma perna iria passar toda a semana a comer borrego . Nem mão nem perna , não havia nada e acabei por comprar um pouco de lombo de porco pois lembrara-me que tinha em casa o fogareiro e um resto de carvão , com os quais podia fazer umas espetadinhas na brasa .  E fiz .

20.10.05

Alheira ( com ovos )

Pois é ! A Adriana ofereceu-me uma alheira e eu tratei dela, como passo a contar.

Comecei por dar um golpe na alheira, no sentido do comprimento , para que ela pudesse  “transbordar” com mais facilidade.
Outra tarefa prévia que fiz, foi partir 3 batatas em cubos pequeninos, que fritei e deixei de lado para escorrerem .  Só então, pus ao lume uma frigideira com azeite e um dente de alho picado. Quando o alho começou a ganhar cor juntei a alheira , cuja pele deve, de imediato, retrair-se e ao fim de pouco tempo pode ser retirada . A fritura da alheira continua , e com a ajuda de um garfo vou desmanchando e revolvendo aquela mistura improvável de gorduras , carne , miolo de pão e especiarias .
Nessa altura bato 3 ovos , com uma colher de água ( para quê ? em tempos li que se devia juntar  água ...) e uma pitada de sal .
Por fim chega uma altura em que digo a mim próprio “a alheira já está”  e junto as batatas fritas , dou umas voltas e junto os ovos que levam mais umas mexidelas para embrulhar a mistura . Depois apago o lume para que o preparado não fique muito seco .

Gosto de acompanhar com umas rodelas de tomate , temperadas com um dente de alho pequeno  muito picado , orégãos , sal e azeite .  E claro , para completar a desgraça lá chega o pãozinho torrado ...  Misérias !

Batatas fritas é no blog do lado

Quem diria que ainda existem segredos no reino das batatas fritas .  E o truque  também funciona para as batatas no forno. À minha querida Adriana , que me trouxe de Santarém uma óptima alheira e costuma ler o Culino-Tests , eu só digo que aquela alheira merecia batatas destas, mas também estava boa como eu a fiz  

18.10.05

Obras na "minha" cozinha

Eu sou casado com uma arquitecta de interiores, que adora fazer obras e não se contenta com as obras em casa dos clientes . Há anos que quer mudar/alterar a “minha cozinha” , mas até hoje tenho resistido .
Que não é preciso , que estou bem assim , que não me agradaria a mudança ...
Desta vez vai ser. Já começou . E depois ? Sinto-me ameaçado por 1 frigorífico de encastrar,  um fogão diferente , armários novos . As mercearias vão mudar de sítio ... Sinto-me perdido perante a mudança . Odeio mudanças e obras . Pressinto muitos dias de stress sem remissão .  

17.10.05

Tarte de courgettes

Eu faço pesquisas na net , visito sites de confiança  - por exemplo os que listo aqui , leio todas as receitas que me passam pela frente ( bem , quase todas , há coisas que não consigo ler ) , compro livros de culinária ,  e assim vou recolhendo ideias, que por vezes reaparecem, quando olho para as bancas de legumes no mercado do Lumiar ou para os vários expositores  de um qualquer supermercado  .
Há receitas que andam a remoer em background durante meses , há produtos que compro e esqueço na despensa , há congelados que desesperam nas gavetas do congelador  e há também outras que por qualquer razão se põem em bicos de pés e não me dão descanso enquanto não as experimento .
Foi isso que sucedeu com a tarte de courgettes , pesto e chévre .
O título é quase a receita , falta apenas dizer que se faz como uma tarte tatin , isto é , com a massa por cima .
Comecei por partir duas courgettes pequenas (400 grs )  em cubos que salteei em azeite até começarem a alourar, então juntei duas colheres de chá com pesto , misturei e apaguei o lume  . Depois forrei uma tarteira com papel vegetal daquele já preparado para forrar estas coisas – pode ser o papel que vem com a massa quebrada ( não me apeteceu fazer a massa e comprei daquela já prontinha ) , e sobre o papel espalhei duas ( ou três  ? )  colheres de chá com pesto, arrumei uns cubos de courgette , uns bocados de chévre e voltei ao pesto , etc etc  até acabar o queijo ( 1 rodela com 160 grs ) e as courgettes . Depois dispus a folha de massa quebrada por cima , ajustando bem dos lados  e foi para o forno a 180º , durante 30 minutos .  Desenformei e depois de ter arrefecido comi . Voltei a comer nos dois dias seguintes e continuava a ser bom .      

12.10.05

Risotto

Eu gosto muito de risotto e este do Jamie Oliver deixou-me a salivar . Tenho de fazê-lo em breve

Pudim de peixe

Ontem , estava ainda no emprego , pus-me a pensar  naquilo que havia no meu frigorífico e no que poderia eu fazer com isso,  para não ter de ir ao supermercado . Havia vários restos,  mas concentrei-me numa salada, pouco interessante, de batatas e peixe , que fizera no sábado de manhã antes de ir para Tomar ver o concerto do Rodrigo . A mistela estava desinteressante e se eu não tivesse acrescentado ovo cozido acho que nem lhe tinham tocado . Como recuperar aquilo era a questão . Primeiro lembrei-me de uma receita de tarte folhada de salmão fumado e batatas cozidas , mas desisti disso , depois resolvi improvisar um pudim de peixe e assim foi .

Cheguei a casa e deitei meio copo com leite para dentro da caixa que tinha a salada fria . Misturei e levei ao microondas para aquecer . Entretanto piquei uma cebola  que deitei para o copo misturador ( ?!?!?) juntamente com a salada aquecida . Dei-lhe umas voltas para migar aquilo um pouco sem o transformar num puré , despejei tudo numa terrina , juntei salsa picada , 2 gemas , noz moscada e uma pitada de sal . Bati as duas claras e juntei também , envolvendo tudo para homogeneizar . Untei com margarina  uma forma ( tipo bolo inglês ) de pirex  , por cima da  margarina deitei  pão ralado e depois a ex-salada de peixe .
Durante a meia hora de forno fiz um molho branco com 2 copos (ou 3 ??)de leite onde caíram 2 colheres de farinha de trigo que misturei bem para evitar os grumos . Deitei o leite enfarinhado para um tacho , juntei uma casca de limão , uma folha de louro , sal e pimenta . Aqueci sempre a mexer e quando me pareceu de boa consistência, apaguei o lume e tirei a folha e a casca . Juntei  queijo ralado ao molho branco e servi-o com o pudim .        

Por acaso acabei por ir ao supermercado na mesma ... É uma sina .

7.10.05

Soon

Hei-de escrever aqui sobre um bolo que fiz – eu faço um bolo de 6 em 6 meses – e sobre uma tarte de courguette , pesto e queijo de cabra ... Soon

3.10.05

Atum de escabeche

Acho que a primeira vez que comi atum de conserva com molho de escabeche foi em Ayamonte . Oferecido para entreter a boca antes de chegar o que eu tinha pedido , mas na memória ficou o atum e não o resto .
Na semana passada lembrei-me desse atum,  e resolvi fazê-lo . É um prato simples de preparar e que tem a vantagem de poder passar uns dias no frigorífico, pois só melhora com isso.
Para organizar as ideias podemos dividir o preparado em três etapas:.
1.Comprar o atum , que deve ser do bom , daquele que agora se vende em frascos , com grandes nacos brancos de peixe .
2.Preparar o escabeche e juntá-lo ao atum .
3.Deixar descansar 1 dia ou 2 antes de comer.

Para fazer o escabeche  comecei por descascar 4 cebolas médias  , após o que deitei numa frigideira uma boa quantidade  de azeite ( 1 copo ) , 3 dentes de alho às rodelas , uma folha de louro (sem o veio central)  e 3 cravinhos . Acendi o lume e esperei que o alho se queixasse , só então juntei a cebola que fui mexendo e remexendo durante 25 ou 30 minutos . Ao fim desse tempo , temperei com sal , pimenta e oregãos – eu tenho um molho de oregãos ao lado do fogão e gosto tanto do sabor que às vezes até ponho no caril ( não devia ter dito isto ! )  , dei mais umas mexidelas – afinal não há muito mais para fazer , às vezes vou para a janela ver passar os carros mas volta e meia a corrente de ar apaga-me o lume -  e juntei meio copo de vinagre tinto . Nessa altura vai haver grande reboliço na frigideira , e então devem-se mexer as rodelas de cebola até desaparecer  o forte cheiro do vinagre. Passados uns 10 minutos o escabeche deve estar pronto . Ás vezes , porque o acho seco , junto mais azeite , mas isso é uma daquelas coisas que só decido na altura , já que estes preparados têm pouco de científicos ...

O escabeche vai para cima do atum , juntamente com uma colher de sopa com salsa picada . Mistura-se bem e vai para um sítio fresco ( o frigorífico !!) repousar .

Come-se com batatas cozidas, azeitonas , pão do bom ...  e se fizer falta deita-se mais azeite na altura .