26.4.05

Cabanas pt 1

Estou de férias , uma semana em Cabanas . Aqui é tudo bom , há bons legumes , há marisco , há peixe e até há excelentes carnes de porco e borrego . E há tempo . Tempo para ir ao mercado sem pressas nem ementas decididas e sair de lá com ameijoas , tomate , cebolas e já a pensar numa massa para o almoço . A regra aqui é não complicar , por isso pus o macarrão a cozer e entretanto fui tratando do resto . Descasquei uma cebola , cortei-a às rodelas e deitei para a panela onde foi fazer companhia ao azeite ( 4 colheres de sopa ) e a um dente de alho picado . Quando a cebola começou a corar juntei 3 tomates sem peles nem pevides , partidos em pedaços pequenos . Juntei também um pouco de sal ( de Tavira claro , o melhor sal que se arranja em Portugal ) , pimenta e oregãos . Tapei durante 5 ou 6 minutos e depois juntei as ameijoas . Mexi , tapei e deixei tudo a fervilhar durante mais cinco minutos . Passado esse tempo já as conchas estavam abertas e deitei-lhes em cima a massa escorrida . Fui um petisco comido no jardim , com um copinho de branco gelado ... sem comentários

22.4.05

Uma açorda antes das férias

Como já escrevi antes , sou de Lisboa e chamo açorda ao mesmo prato que os outros lisboetas , ou seja , uma papa à base de pão , que pode levar tomate , ovo , gambas , etc . Quem não concordar pode chamar-lhe migas , ou qualquer outra coisa , para mim tanto faz , pois mesmo isso das migas tem muito que se lhe diga ... e varia conforme a região . Hoje o que eu quero é mesmo explicar o que fiz com a água de cozer o bacalhau da receita anterior , e aqui vai. Primeiro piquei uma cebola e um dente de alho que pus a refogar em azeite , com uma folha de louro . Depois de refogar durante uns minutos juntei um tomate fresco picado , sem peles nem pevides , seguido por meia lata de tomate de conserva com o sumo do mesmo . Se fosse verão e os tomates fossem maduros e d confiança usaria apenas dos frescos , mas em Lisboa durante o mês de Abril é melhor recorrer ao tomate de conserva . Quando aquela espécie de tomatada começou a cheirar bem , temperei com sal , oregãos secos , um pouco de pimenta e juntei o pão – 4 bolas de mistura , duras , sem côdea , demolhadas e depois bem espremidas . Misturei tudo muito bem e comecei a deitar golinhos da água do bacalhau . Fui juntando e mexendo até estar contente com o aspecto . Juntei também uma posta de bacalhau desfeita e sem espinhas . Acabei com um ovo cru e uma mão cheia de coentros picados . Dei a última mexidela e levei para a mesa . O ovo coze com o calor do preparado

Vou de férias ( uma semanita )

Enquanto eu estiver em Cabanas ( mmmmm , ameijoas , ostras , atum fresquíssimo, jamon de bellota , boquerones ... ) vejam esta receita de sopa de cenouras com laranja

21.4.05

Continuação do post anterior

Nova mexidela e 5 minutos sem tampa . Um pacote pequeno de natas , mexidela vigorosa , 2 minutos de lume e já está . Deitei a mistela para um prato de ir ao forno com puré de batata por cima . Quando chegar a casa é só acender o forno e por lá o bacalhau . Depois seguem-se por esta ordem um duche , roupita lavada , gel e adeus . Não se esqueçam de tirar o bacalhau do forno que eu já vou a caminho do frágil onde o jantar é sushi . Quanto à açorda .... fica para amanhã

20.4.05

Manchester Mad Remixes

Ontem estive a preparar um prato de bacalhau para a família jantar hoje , pois eu vou ver Manchester Mad Remixes ( Gift + Rodrigo Leão +Pedro Oliveira ) no Frágil e quero ir para lá cedo ... blá blá blá .... Cozi o bacalhau (já demolhado ) em água com uma folha de louro , um dente de alho e uns grãos de pimenta . Depois de cozido ( fervilhar 10 minutos , apagar o lume , esperar 15 minutos e já está) separei as postas em lascas e deitei as espinhas e as peles para dentro da água onde cozera o peixito , tendo posto de novo a água a ferver por mais 15 minutos passados os quais coei e guardei a aguita para fazer uma açorda ( não me venham com merdas , eu sou de Lisboa e as minhas açordas são as migas dos outros ) .´ O bacalhau que fiz não tem nada de especial , numa frigideira com 3 colheres de azeite e uma de banha , refoguei uma cebola picada , ½ alho francês às rodelas e uma cenoura ralada. Quando a cebola começou a alourar juntei o bacalhau e uma pitada de oregãos e pimenta , mexi e pus a tampa .Passados 10 minutinhos voltei a mexer e salpiquei com umas gotas de vinagre ( para dar sorte ? para dar gosto ? ou apenas porque sim ? ) .

18.4.05

Arroz de brócolos

Este é um arroz que tenho feito com alguma frequência nos últimos tempos , e por vezes faço-o usando apenas as partes mais descartáveis do dito vegetal , isto é , depois de arranjar os brócolos e separar os floretes , ficam os caules e as folhas, e é isso que uso para este arroz . Uso todas as folhas que tiverem bom aspecto , e as partes mais tenras dos caules ( nota-se bem ao cortar quando começa a ficar rijo ) , que deito para dentro de água a ferver com sal . Cozem durante 10 minutos e depois passo-os por água fria e pico tudo cuidadosamente . Entretanto é preciso continuar a picar. Agora um dente de alho e uma cebola, que depois vão a refogar em azeite . Pode-se juntar nesta altura 1/2 colher de café com sementes de cominhos (opcional) . Ao fim de uns minutos de refogado , junto os brócolos picados , o arroz e a água a ferver necessária . Passados 10 minutos apago o lume e junto uma colher de sopa de queijo ralado . Mexo . tapo e levo para a mesa . Por vezes junto os floretes ( já cozidos ) no final e então comemos apenas o arroz , noutras alturas sirvo-o com bifinhos panados , com croquetes etc e guardo os florestes , ou sirvo-os à parte , salteados com alho.

11.4.05

mais ideias

  • Salada russa com cuscus em vez da batata .
  • Caril de legumes com cuscus
  • 1 lata Grão , 1 lata atum , cebola picada , salsa picada , cuscus , azeite e sumo de limão
  • Feijoada com cuscus em vez do arroz

Preparar o cuscus

Não sou especialista em cuscus , mas fica aqui a descrição da forma como eu o preparo . Vejo muitas embalagens com a indicações diferentes mas não ligo. Uma chávena de cuscus ( normalmente uso o da Panzani que se pode comprar em quase todos os supermercados ) e uma e meia com aguinha fria . Deito a agua para cima do cuscus e deixo descansar durante 10 minutos , mexendo 2 ou 3 vezes com um garfo . Passado esse tempo começo a mexer com a ponta dos dedos, para que a massa absorva a agua mas não se pegue , o que provocaria grumos indesejáveis . A quantidade de água deve chegar e assim o cuscus vai aumentando de tamanho e deixa de ser pegajoso . Depois deito-o para um passador que coloco sobre água a ferver durante 15 minutos ( se for o caldo do cozido ou de legumes , melhor ) , com o cuidado de lhe ir dando voltas (5 ou 6 devem chegar ) para que aqueça por igual e não fique empapado – o que sucederia pela acumulação de vapor de água sempre do mesmo lado . O cuscus deve ficar quente e seco . Para temperar uso muitas coisas . Pode ser apenas um pouco de sal , pode levar canela , costuma levar azeite ou manteiga derretida e também pode levar apenas ras–al-hanout (uma mistura com cardamomo , canela , nós moscada , gengibre , cravinho , pimenta …. etc ) . Tenho conseguido comprar esta mistura nos supermercados do sul de Espanha .

Cuscus

Gosto muito de cuscus e, embora haja lá em casa quem não goste , volta e meia lá vai uma tigelita de cuscus para a mesa . Ainda à dias fiz para acompanhar uma carne de vaca guisado ( jardineira) . Eu acho que o cuscus liga bem com todos os guisados, pois , mesmo quando estes não têm nada de norte-africano , a diferença para as tajines não é muito grande . Um pouco de especiarias e por vezes a utilização das conservas de limão ( os meus limões de conserva estão quase prontos , será que ficaram bons ? ) de azeitonas , ameixas secas … Bem, se tiver em consideração o gosto por sabores adocicados , e o uso de amêndoas torradas já são muitas diferenças , mas a minha falta de respeito pelas tradições e métodos faz com que os meus guisados fiquem parecidos com as tajines “deles” . Como tal, mantenho que se pode comer cuscus para acompanhar um guisado feito por qualquer cozinheiro ocidental . Também se pode comer cuscus com qualquer cozido seja ele “à portuguesa” ou não , basta substituir o arrozito por uma tigela desta massa e depois, regar no prato com caldo do cozido .

5.4.05

Massa Pevide com tomate

Na alimentação , como em todas as outras actividades humanas , há divergências e omissões difíceis de entender . A receita de hoje, vulgar entre os gregos , é um desses casos , pois tem tudo para agradar ao paladar de qualquer português , pode ser feito com ingredientes que se encontram na mais singela mercearia , e no entanto julgo que não figura em nenhum capítulo das receitas nacionais . Ingredientes : 1 chávena com massa pevide 1 cebola ½ lata de tomate pelado ½ copo de vinho branco 2 colheres de sopa de polpa de tomate azeite sal açúcar orégãos Comecei por picar a cebola e deitá-la para uma panela onde já estavam 2 colheres de azeite . Depois de refogar ligeiramente a cebola, juntei o tomate pelado, misturei com a cebola e tapei a panela . Ficou assim durante 10 minutos, passados os quais juntei o vinho e voltei a levantar o lume. Passaram mais 5 minutos, ao fim dos quais deitei a mistura para um copo de batidos para reduzir tudo a puré , apenas por causa das esquisitices da minha filha e como tal esta operação é opcional . Depois o molho de tomate voltou para a panela e aí juntei 2 colheres de sopa de polpa de tomate, sal , uma pitada de açúcar e os orégãos ( ou tomilho , ou manjericão … ) e uma tira de pimento verde sem pele e muito bem picado . O pimento também é opcional , pois foi uma daquelas coisas que me passam pela cabeça , olhei para ele e resolvi juntar um pouco. Passados 10 minutos rectifiquei os temperos e juntei a massa, cozida à parte conforme as indicações do pacote, apaguei o lume e deitei uma colher cheia de parmesão ralado . Foi um sucesso à mesa. Porque razão cá se come esta massa apenas na canja é coisa que não entendo.

4.4.05

Para acabar com a receita da perna do porco

Eu também pus no forno uma (parte de ) perna de porco . Não foi toda porque não tinha gente para comer tudo . Pesava 1,5 kg e esteve no forno 2 horas . Ficou muito bom e assim que saiu do forno começámos a cortar lasquinhas estaladiças ... é melhor ficar por aqui senão ainda me babo .