Ardeu a padaria

o meu caderno de receitas

9.2.10

Desossar o frango

Já há muito que andava com esta atravessada, mas foi a ver na tv um "cromo" a fazê-lo que decidi:
Tem mesmo de ser, pensei, e quero fazer melhor que este pseudo-chef, que apresentou no final um bicho diferente do que ele desossara.
- Oh Hélio Loureiro, julgas que a malta "semos" parvos?
Vi os vídeos que linkei no post-anúncio do feito, para reforçar ideias e seguro que pouco mais havia a saber para além de "faca pequena e bem afiada" e ainda "começar pelas costas e não estragar a pele" avancei.
Quinze minutos depois já tinha ossos para um lado e o resto pronto a trabalhar. Tirei toda a carcaça e os primeiros ossos das asas e das pernas. A faca avança em toques ligeiros, quase sempre com a ponta apenas para abrir caminho, mantendo-a bem rente às costela do falecido até chegar às ligações de asas e pernas - atenção aos 01:13 do vídeo do Dave Meli. Aí há que trabalhar um pouco com a ponta da faca na cartilagem, libertar a cabeça do osso, para depois começar a separa a carne do dito... etc etc .
Removidos os ossos, convém passar as mãos pela carne em busca de lascas, tudo o que puder depois atrapalhar deve sair. Feito isto temperei com sal, pimenta e um pouco de sumo de limão.
Para encher o bicho fiz um belo recheio, que começou com um refogado ligeiro de cebola e alho, depois juntei a carne de 3 salsichas frescas, um pouco de bacon, 1 maçã reineta picada, salsa e uma mão cheia de pistácios.
Fechei o bicho com a linha que uso para amarrar a carne, mas como não encontrei a agulha própria não o pude cozer. Ainda assim ficou bem fechado e com boa forma. Para assar fiz o habitual. Forno quente a 180º e ao fim de 30 minutos reguei com um copo de vinho branco e fui regando e vigiando até parecer pronto, o que deve ter levado ao todo 1 hora.
Já na mesa, o melhor é cortar fatias de frango assado sem os ossos a dificultar.O recheio estava delicioso e tenho pena de não lhe ter dado mais atenção para não ter dúvidas ao repetir.

8.2.10

Caril? O que é caril?

Boa pergunta. Se eu desse a provar o jantar que fiz hoje a todos os leitores deste blog(desculpem lá, mas não vou nisso, fiquemos pelo sentido figurado)diriam logo CARIL!
E no entanto não havia cebola, nem gengibre, nem picante algum. E então ? Chuva não é certamente e caril também não.
Para o jantar de hoje preparei uma masala com as seguintes especiarias:

1 colher de chá com sementes de coentro
1 colher de chá com sementes de cominho
3 cravinhos
3 cardamomos
1 colher de café com sementes de funcho
1/2 colher de café com feno grego

que moí no almofariz. Depois de tudo bem misturado e reduzido a pó juntei-lhe 1 colher de café com curcuma. Esta mistura, com mais sementes ou menos sementes é aquilo que normalmente se chama pó de caril, mas na verdade é apenas uma masala, ou seja, uma mistura de especiarias.
Tinha 4 coxas de frango, que desossei e cortei em pedaços, que depois receberam a masala anterior. Feito isto, era como se o jantar estivesse pronto.
A carne passou a tarde a acostumar-se aos sabores orientais e depois 30 minutos bastaram para acabar a refeição - incluindo o tempo de pôr a mesa.
Levei uma frigideira ao lume com uma colher de sopa de manteiga e um pouco de azeite(costumo usar óleo nestas orientalices, mas não havia), e depois de quente juntei os pedaços de carne, que deixei sossegados, sem virar nem abanar a frigideira durante 3 ou 4 minutos. Depois virei-os e mantive-os a fritar outros 3 minutos. Ao mesmo tempo levei ao lume uma panela com água e um pouco de sal, para cozer a massa (tipo esparguete) japonesa de arroz que dá pelo nome de somen. Três minutos é o tempo de cozer a massa, depois escorri, passei por água fria e reservei. A carne já estava pronta e juntei-lhe 100ml de leite de côco e deixei fervilhar durante 1 minuto antes de juntar a massa. Antes de servir deitei umas gotas de limão sobre os pedaços de carne e pronto.
E pronto, foi isto.

E isto não é caril de certeza!
A minha filha gostou da massa com o molho, mas disse que a carne estava picante, embora nenhuma das especiarias usadas o justifique. Por certo achou o sabor forte demais para o seu palato juvenil. Tem tempo!

4.2.10

Esta é rápida...

...porque é só um molho cru para acompanhar a entremeada grelhada.
A carne só levou sal e para a emocionar/elogiar fiz uma pasta com 1/2 dente de alho, 1 colher de sopa de coentros picados, 1/2 colher de café com sementes de cominhos. A esta pasta juntei depois 1 colher de chá com vinagre e 5 colheres de sopa de azeite e um nadinha de água para ajudar a misturar.
Delicioso este molho e com malagueta ainda ficará melhor por certo. Só fiquei com dúvidas sobre o vinagre versus limão

José Avillez

Gostei muito de ver a entrevista do José Fialho Gouveia ao José Avillez no programa Bairro Alto. O chef tem ideias claras e sabe falar.
Fiquei preso ao televisor e quando acabou achei que devia ter sido maior.

2.2.10

Por fim...

Ultrapassei mais uma...
Desossei o frango, recheei e depois voltei a fechar para ir assar no forno.
Para desossar segui estas instruções.

e também vi este que tem comentários importantes
Depois conto o resto

27.1.10

Baccalà

O blog Memorie di Angelina é um dos meus preferidos no momento.
Já fiz uma receita das muitas que me chamaram a atenção, fazzoleti di crespelle, uns crepes finos, dobrados em triângulo, que vão ao forno cobertos por molho branco e o resultado foi ainda melhor que a descrição. Respeitei a técnica mas inventei o recheio que foi de salsichas frescas cozidas e desmanchadas, que misturei com um puré de couve flor.
Agora está lá este bacalhau alla vicentina que, apesar de serem ainda 10h e eu ter tomado o pequeno almoço, me deixou vontade de ir já para a cozinha. Mas não vou, pois tenho de trabalhar.

Até logo!
......
Afinal não ficou assim tão bom! Não vai para a minha lista das receitas de bacalhau. Cheirava bem, ficou bonito, a ideia é boa, mas o resultado é um pouco decepcionante, deixando-me pensar que devia ter repetido o bacalhau com natas da semana passada...

25.1.10

Pernil de porco

Pernil no forno é petisco que me agrada. Comi um extraordinário no dia 30 de Dezembro, na Quinta do Sangrinhal - Covilhã, e depois disso já fiz uma vez aqui em casa e hoje vou repetir. Comprei o pernil no sábado e deixei-o apenas com sal até ontem ao final do dia. Então lavei-o para tirar o sal a mais e agora está a marinar numa mistura de sabores feita com
  • 1 colher de sopa de massa de pimentão
  • 1 copo pequeno de vinho branco
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 cebola picada
  • orégãos
  • 1 colher de sopa de azeite
e nessa aromaterapia vai ficar até perto das 17h, altura em que será cozido durante pelo menos 1 hora. Perto da hora de jantar, o pernil há-de ir ao forno bem quente para tostar. Mais logo, conto o resto e entretanto decido qual o acompanhamento, que é capaz de ser apenas a boa batata frita...

Continuação

O pernil foi cozinhado como previsto. Cozido durante 1 hora e depois acabado no forno para tostar durante 30 minutos. Para acompanhar cortei batatas em 8 pedaços, envolvi-as numa mistura de azeite, alho picado e orégãos e levei-as ao forno numa frigideira de barro. Noutra arrumei tiras de pimento (vermelho e amarelo) também passadas por um pouco de azeite.
A meio da assadura revolvi as batatas para ganharem cor por todo o lado e tirei os pimentos que já estavam escuros. Tirei-lhes a pele e parti em tiras pequenas, e no final foram fazer companhia às batatas juntamente com um pouco de sal.
Uma salada de tomate, temperada com azeite, alho, orégãos e sal foi o complemento fresco deste belo jantar de inverno.

21.1.10

Curiosidade

Estava a ver o segundo episódio de Delia trough the decades - série (muito boa) da BBC dedicada a Delia Smith, e fiquei a saber que ela fez o bolo que aparece na capa do Let it Bleed dos Rolling Stones.

The cake parts of the construction were prepared by then-unknown cookery writer Delia Smith.

 
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